O diário de Anne Frank (livro)

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O Diário de Anne Frank era um livro que eu sempre tivera vontade de ler pois, ainda quando criança, assisti ao filme homônimo e ele me marcou muito. Em breve farei uma resenha sobre o mesmo mas hoje, quero falar sobre este livro magnífico com tradução de Alves Calado e autoria da própria Anne Frank, como denuncia o título e, posteriormente, com material coletado e selecionado e editado pelo seu pai, Otto Frank. A edição que li, foi a edição definitiva que conta com vários acréscimos alem de fotos e textos inéditos nas outras versões publicadas do diário.
Este livro merece que eu conte a razão de tê-lo comprado. Voltava de viagem de um congresso que tinha ido participar no Rio de Janeiro sendo que, ao terminar o congresso, fui até Florianópolis conhecer o apartamento de meu filho, Gustavo, que já estava morando lá com a família há mais de um ano e também pra conhecer minha netinha que ainda não tivera o prazer de conhecer. Voltando de lá, passei nada menos que 23 horas esperando em aeroportos sendo uma parte em São Paulo e outra (a maior) em Belo Horizonte. Ao tomar o avião que me traria pra Recife em Belo Horizonte, uma vez que os outros foram conexões, vim sentado junto de uma moça muito agradável que estava vindo pra Recife pra participar de um concurso. Ela estava lendo exatamente este livro e isso me levou a, no dia seguinte, passar numa livraria pra comprá-lo. Imediatamente comecei a ler e em poucos dias já o havia terminado. Chorei muito em várias passagens e me encantei com o livro. Anne era uma menina fantástica! E as crueldades relatadas são de uma crueza impressionante.

“O Diário de Anne Frank : Edição Definitiva

Autor: Frank, Anne
Editora: Record
Edição – 30ª (2010)
Categoria: Literatura Estrangeira / Biografias e Memórias

Sinopse – Publicado originalmente em 1947, “O Diário de Anne Frank” já foi lido por milhões de pessoas em todo o mundo. Esta edição, porém, traz pela primeira vez a íntegra dos escritos de Anne, com todos os trechos e anotações que o pai da menina cortou para lançar a versão conhecida do livro.
O depoimento da pequena Anne Frank, morta pelos nazistas após passar anos escondida no sótão de uma casa em Amsterdã, ainda hoje emociona leitores do mundo inteiro. Seu diário narra os sentimentos, medos e pequenas alegrias de uma menina judia que, com sua família, lutou em vão para sobreviver ao holocausto.”

Outro dia,  respondendo a uma pergunta num blog, escrevi que não podia dizer qual o melhor livro que li no ano passado pois não lembrava mais quais os livros que eu lera exceto os dois últimos. Mas agora eu sei que este livro eu o li no ano passado e, seguramente, foi a melhor leitura que fiz em 2013.

Ela inicia seu diário, que ela batizou de Kitty, no dia 12 de junho de 1942 registrando na sua página inicial o seguinte:
“Espero poder contat tudo a você, como nunca pude contar a ninguém, e espero que você seja uma grande fonte de conforto e ajuda.” A partir de então, passa a relatar a cada registro, suas emoções, dificuldades, atritos, amizades, medos, apreensões, amores, sexo… Os registros, não são na verdade diários. Algumas vezes há espaçamento de vários dias entre um e outro. Às vezes até o mês inteiro sem nenhum registro. Mas ela consegue com seus relatos nos envolver de tal forma que parece que somos nós que estamos ali, na guerra. Seu último registro é em 1º de agosto de 1944.
Trata-se de um livro magnífico e que recomendo a qualquer pessoa.

Merece as cinco estrelinhas.

Leia o texto completo
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Alberto Valença nasceu em Olinda - PE. Sempre gostou muito de escrever, sendo a leitura um de seus divertimentos preferidos. Com quatro graduações concluídas, o autor enveredou por várias áreas do conhecimento. Em 1973 concluiu Licencitaura em Física pela UFPE, em 1980 concluiu Bacharelado em Psicologia e Formação de Psicólogo com especialização na área de Psicologia Escolar. em 1999 bacharelou-se em Direito e, no mesmo ano, foi aprovado na OAB-PE exercendo a profissão por dez anos. Publicou em 2014 um poema numa antologia e, agora, publica 15 poemas em outra antologia. Desde a infância gostava também de cinema e, em 2006, criou o blog Verdades de um Ser no qual divulga seus textos e comenta sobre literatura e cinema. Posteriormente, criou também o blog O seu companheiro de viagem, com o qual compartilha suas experiências de viagem oferecendo sempre dicas valiosas para quem quer viajar.
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