Comentário sobre Traição e “Quero ficar com Polly” [ filme ]

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Quero ficar com Polly (filme)

Título original – Along came Polly.

Sinopse – Reuben Feffer (Ben Stiller) é um homem prevenido, que detesta correr riscos. Porém um fato insólito muda completamente sua vida: sua esposa o abandona com um mergulhador, em plena lua-de-mel. Desolado com o ocorrido, Reuben acaba se envolvendo com Polly (Jennifer Aniston), uma mulher agitada que gosta de viver a vida intensamente.
Along came Polly é o título original deste filme de John Hamburg lançado em 2004 com Ben Stiller, Jennifer Aniston, Philip Seymour Hoffman e Alec Baldwin.
Elenco:

Ben Stiller …. Reuben Feffer
Jennifer Aniston …. Polly Prince
Philip Seymour Hoffman …. Sandy Lyle
Debra Messing …. Lisa Kramer
Alec Baldwin …. Stan Indursky
Hank Azaria …. Claude
Bryan Brown …. Leland Van Lew
Jsu Garcia …. Javier
Michele Lee …. Vivian Feffer
Bob Dishy …. Irving Feffer
Missi Pyle …. Roxanne
Judah Friedlander …. Dustin
Kevin Hart …. Vic
Masi Oka …. Wonsuk

 
Cumprindo um compromisso que assumira anteriormente de escrever algo aqui sobre traição, estou agora fazendo uma dupla realização: escrevendo sobre traição e fazendo um comentário sobre este filme delicioso e divertido que vi no final do ano passado em DVD e, com o aditivo da beleza de Jennifer Aniston no papel de Polly.

Assistir a esse filme é um aprendizado pois vendo o que acontece, imaginamos que a traição pode vir de onde você menos espera. E esta é a pior das traições!

Reuben Feffer vai casar-se com Lisa Kramer (Debra Messing), mulher que conhecera há cinco anos e por quem se apaixonara considerando-a a mulher da sua vida. Após o casamento, vão para lua-de-mel numa praia francesa. Lá chegando, Lisa envolve-se com um professor de mergulho que ambos encontram, isto é, são abordados por ele que se apresenta nu oferecendo seus serviços. Reuben não aceita pois tem enjoos mas Lisa vai com o professor para seu barco e Reuben fica de encontrá-la à tardinha. Ao chegar no local e não encontrando Lisa ele vai até o barco e flagra os dois transando na cama.
Desde então ele se sente arrasado voltando pra casa sozinho. Ao abrir o apartamento encontra-o cheio de presentes do casamento. No trabalho, todos o consolam. Ele está desolado e, pra esparecer vai a uma vernissage com seu melhor amigo Sandy Lyle (Philip Seymour Hoffman). Lá encontra uma ex-colega do colegial – Polly Prince – que está trabalhando como garçonete da exposição fazendo um extra. A partir de então, começa a envolver-se com ela que tem uma vida totalmente diferente da dele e cheia de riscos. O furão cego pela velhice que Polly comprara em uma feira é também um dos personagens do filme.

Uma das piores coisas por que alguém pode passar é a traição. E o que seria a traição? Uma transa com alguém desconhecido? Um olhar maroto pra uma garota da mesa ao lado? Um envolvimento com uma vizinha, colega de trabalho, amiga? Esconder de alguém o prêmio qualquer que conquistou? Desviar o dinheiro da conta que mantem conjunta com alguém? A traição é simplesmente a quebra de confiança de alguém. Um dos mais dolorosos sentimentos que uma pessoa pode vivenciar é o de ser traído por alguém em quem confia. Isso porque além de perder a confiança, você perde também o amigo, a amiga ou companheiro(a). Vive-se assim, a decepção. Esses sentimentos envolvem também um outro muito importante – o amor. E, em alguns casos, um terceiro muito comum – o ciúme.

Amor, na minha concepção, não se mistura com ciúme. O primeiro é ligado à doação,

admiração, respeito, liberdade. O segundo, ao contrário, envolve posse, restrição, egoísmo, insegurança. Se alguém sente ciúmes porque o companheiro ou companheira está conversando com uma pessoa animadamente ou porque beijou o interlocutor ou a interlocutora é um típico sinal de insegurança, posse e de egoísmo. É como aquele adesivo que já vi colado em alguns carros – “Não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho”. Não se é dono de ninguém! O amor carece de liberdade, de confiança, de respeito. O que eu tenho, eu controlo, eu guardo, eu escondo pra ninguém “roubar”. Não se roubam pessoas! Se eu me interesso, por exemplo, por outra mulher, é porque aquela com quem estou já não me satisfaz, já não me é suficiente. Não há traição em viver uma experiência amorosa com outra pessoa. A traição é a de não ser honesto e esclarecer para o(a) outro(a) que já não existe um relacionamento satisfatório.

 As mulheres não admitem, e com razão, um deslize do homem na relação que é estabelecida. A sociedade estabeleceu que o macho é livre para ter outros relacionamentos fora do casamento sem nenhuma recriminação ao homem que assim procede. A mulher, ao contrário, se assim se comportar, será execrada e banida por todos. Pelo menos, assim era há uns 50 ou mais anos atrás. Hoje, a mulher tem se comportado tal qual o homem. As estatísticas demonstram, cada vez, mais, a mulher como agente da traição ou desencadeadora desta.
Na verdade, a sociedade está se tornando promíscua. O relacionamento não deve ser uma prisão, onde cada um se sinta como um prisioneiro do outro. Também não pode ser um laissez faire. É preciso um equilíbrio. E este, só vem com a maturidade.

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Alberto Valença nasceu em Olinda - PE. Sempre gostou muito de escrever, sendo a leitura um de seus divertimentos preferidos. Com quatro graduações concluídas, o autor enveredou por várias áreas do conhecimento. Em 1973 concluiu Licencitaura em Física pela UFPE, em 1980 concluiu Bacharelado em Psicologia e Formação de Psicólogo com especialização na área de Psicologia Escolar. em 1999 bacharelou-se em Direito e, no mesmo ano, foi aprovado na OAB-PE exercendo a profissão por dez anos. Publicou em 2014 um poema numa antologia e, agora, publica 15 poemas em outra antologia. Desde a infância gostava também de cinema e, em 2006, criou o blog Verdades de um Ser no qual divulga seus textos e comenta sobre literatura e cinema. Posteriormente, criou também o blog O seu companheiro de viagem, com o qual compartilha suas experiências de viagem oferecendo sempre dicas valiosas para quem quer viajar.
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3 ideias sobre “Comentário sobre Traição e “Quero ficar com Polly” [ filme ]

  1. Irisvanda Oliveira

    Fiquei bastante curiosa com o filme ,principalmente por ter apenas autores e autoras maravilhosos .E em relação a traição ,realmente é algo sem palavras ,ser traído por alguém que você confia e ama ,é um das piores coisas que temos que suportar .Não é a toa que quando a pessoa trai nossa confiança ,acabamos não conseguindo confiar em mais ninguém .
    Gostei bastante do seu post ,suas palavras conseguiram expressar realmente o que a traição é capaz de trazer .
    Continue assim e sucesso .
    Abraços

    Responder
  2. Anonymous

    Oie, gostei muito de seu post e de suas considerações sobre a traição. Realmente ser traído é horrível, seja em qualquer tipo de relacionamento. Acredito que existam pessoas que traem o companheiro (a) pelo simples prazer de estar com outra pessoa, ou por uma espécie de vício. Muitas vezes se destrói um relacionamento muito bom, apenas pelo prazer da aventura… Parabéns! Beijos!

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