MEDO

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No apagar das luzes saiu.
O tema de hoje correto é ‘Um medo’. Escrevendo este eu regularizo o que estava bagunçado.

Achei esta frase do Chico que encontrei fantástica. Também eu tenho medo que as coisas não mudem pois isso significaria o fim. Só com a extinção as coisas param de mudar. Nós, só com a morte paramos de mudar. Mas é verdade que muitos têm medo de mudanças. Mudar é uma coisa essencial e está, intimamanete relacionado com a vida.
medo
Hoje não tenho medo de nada. Pelo menos, não que me lembre de algo que me meta medo. Na infância tinha vários – medo de escuro, medo de trovoadas, medo da morte, medo de bicho papão, etc. Algumas pessoas tem medo de Deus, outras da dor.
Epicuro, filósofo grego, afirmava que “o homem só alcança a liberdade quando vence o medo dos deuses, da dor e da morte”. Por outro lado, o medo é uma coisa necessária à sobrevivência humana. É o sistema de proteção de que nos dotou a Mente Superior que governa todo o universo e com a qual devemos procurar sintonizar e assim, entrar em harmonia com ela.
Que mais é o medo senão uma forma de defesa do organismo vivo? Recentemente, foi noticiado que uma menininha tinha uma doença que não lhe permitia sentir na pele dores de machucados, queimaduras, furadas. Percebem como era perigoso pra essa menina estar em algum lugar sozinha, sem proteção, sem vigilância? Qualquer dano a ela não a faria proteger-se pois ela nada sentia. E se estivesse distraída com a mão no fogo, por exemplo, queimaria todo o braço até virar carvão e não faria nada para evitar. Simplesmente porque não estava sentindo. Assim, o medo é uma forma de proteção do ser vivo.
Em outro patamar, podemos dizer que o medo pode sofrer diversas nuances em sua gradação. Podemos ter um simples receio, até pavor, pânico, horror. O receio, pode se originar, por exemplo, de uma prova que alguém vá se submeter ou de subir uma escada num ambiente escuro. Já o pavor, é um sentimento exacerbado de medo por algo que pode ser objetivamente perigoso ou simplesmente da imaginação da pessoa. Existe até uma síndrome chamada de ‘Sindrome do pânico’, na qual a pessoa após passar por um estado traumático, desenvolve um sentimento de medo muito intenso que nem sempre é objetivamente justificável.
O que o medo provoca? A primeira coisa é uma descarga de adrenalina provocada pelas glândulas supra-renais que irá colocar o organismo em estado de alerta, em estado de tensão, de preparação para lutar ou para fugir, tornando o organismo pronto para esforços físicos muito intensos, justamente para proteger o organismo.
Existem também as fobias, que são descontroles mentais que levam uma pessoa a ter medo, em geral motivado por alguma causa psicológica, de determinadas coisas como por exemplo:
  •       Acrofobia – medo de altura
  •          Agorafobia – medo de estar em lugares públicos ou no meio de multidão
  •          Claustrofobia – medo de lugares fechados
  •          Espectrofobia – medo de fantasmas
  •          Ginofobia – medo de mulheres
  •          Hemofobia – medo de sangue
  •          Mictofobia – medo de escuridão
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Alberto Valença nasceu em Olinda - PE. Sempre gostou muito de escrever, sendo a leitura um de seus divertimentos preferidos. Com quatro graduações concluídas, o autor enveredou por várias áreas do conhecimento. Em 1973 concluiu Licencitaura em Física pela UFPE, em 1980 concluiu Bacharelado em Psicologia e Formação de Psicólogo com especialização na área de Psicologia Escolar. em 1999 bacharelou-se em Direito e, no mesmo ano, foi aprovado na OAB-PE exercendo a profissão por dez anos. Publicou em 2014 um poema numa antologia e, agora, publica 15 poemas em outra antologia. Desde a infância gostava também de cinema e, em 2006, criou o blog Verdades de um Ser no qual divulga seus textos e comenta sobre literatura e cinema. Posteriormente, criou também o blog O seu companheiro de viagem, com o qual compartilha suas experiências de viagem oferecendo sempre dicas valiosas para quem quer viajar.
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