Share


einstein2

Akhenaton11

         

jesus2
Não vou falar só de um personagem já que não há limitação, não é só um personagem histórico. Para mim, há três pessoas na história que se destacam: Albert Einstein, Jesus e Akhenaton. Sobre Einstein tenho muito a falar e o mesmo se diga em relação aos outros dois personagens. O interessante é que todos três foram marcos da história, dividiram a história do mundo entre antes e depois deles. Einstein, com sua teoria da relatividade modificou a estrutura do pensamento científico do homem. A ciência pode-se dizer tem duas fases distintas – antes e depois de Einstein. Jesus foi outro que também marcou a humanidade e seu nascimento divide a história também em duas eras – antes e depois de Cristo, sendo tão importante que nosso calendário aqui do ocidente é contado a partir do seu nascimento. Finalmente Akhenaton ou, o faraó Amenoheps IV. Ele foi o primeiro homem na história da humanidade a instituir o monoteísmo. Muito antes de Jesus, do Judaísmo, e outras religiões. O monoteísmo foi criado por Akhenaton. Portanto, a história da humanidade também se divide em duas com ele. Antes de Akhenaton, o mundo era politeísta e todos os povos até então adoravam muitos deuses. Após Akhenaton, o mundo foi monoteísta. Pelo menos até a sua morte. Mas a humanidade conheceu o que era adorar um único Deus.
Vamos então, fazer um breve resumo dos três personagens em três posts diferentes. O primeiro texto é um texto elaborado por mim para servir de trabalho de avaliação de uma disciplina do mestrado em Ensino de Ciências que cursei na UFRPE.

Todos três textos estão registrados na Biblioteca Nacional e sua reprodução parcial ou total constitui-se em crime, cabendo para tal as penas da lei.

Albert Einstein (1879 – 1955)

“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.” [Albert Einstein]
einstein1Quando tomamos conhecimento de que deveríamos escrever um artigo sobre alguma passagem de destaque no desenvolvimento da história da Física no século XX ou sobre a biografia de algum personagem dessa história, sem hesitar, de ímpeto, decidimos que escreveríamos sobre Albert Einstein, a quem, desde criança sempre admiramos e que, sem discussão, é o personagem da história da Física de maior popularidade. Isso tudo, lembrando que não é sem razão, que sua fama é tão difundida em todos os meios de nossa cultura. Foi o homem que estabeleceu um marco divisório na história da ciência e, em particular, da Física.
A história da Física nos primórdios se pautou pela história de pessoas que eram vistas como extraordinárias e, em alguns casos, como alienados. Algumas delas se notabilizaram pela perseguição que sofreram da igreja e dos governantes. Antes do século XX, tivemos pessoas notáveis como Pitágoras, Arquimedes, Copérnico, Galileu, Kepler, Newton, Leibniz, dentre muitos outros gigantes que erigiram uma teoria científica acerca do universo. No século XX, tomou outras proporções a partir das teorias lançadas por Einstein, dentre as quais, a mais famosa é a Teoria da Relatividade onde ele afirma que o tempo e o espaço não são absolutos, mas, dependem do referencial, sendo o tempo uma função da massa do corpo.

Foi prêmio Nobel de Física em 1921, foi professor em diversas universidades por todo o mundo, tendo uma carreira digna de  qualquer astro de Hollywood pela sua fama. Sua notoriedade era tão grande em meados do século XX, quando veio a falecer, que, ainda em vida, recebeu a grande honraria de ter seu nome associado a um elemento químico de número atômico 99, descoberto no Laboratório Argonne., tendo este sido denominado einstênio. Buscou, sem sucesso, durante grande parte de sua vida a Teoria dos Campos Unificados.
O ano de 1905 em que foi publicada a Teoria da Relatividade Restrita, onde Einstein estabelece uma equivalência entre energia e massa. Esta é, sem dúvida, sua mais famosa equação: E= mc2. Foi este ano de 1905 tão marcante na história da Física que, foi cognominado de Annus Mirabilis da Física, razão pela qual, a ONU em 2005, instituíu o Ano Internacional de Física para marcar o centenário daquela publicação e, no ano 2000, a Revista Times o elegeu o “Homem do Século”. Nasceu na cidade alemã de Ulm em 14 de março de 1879 e faleceu na área urbana de Princeton, Estado de Nova Jersei, nos Estados Unidos da América em 18 de abril de 1955.
Em sua vida pessoal, teve duas esposas e três filhos.
Este foi um trabalho que escrevi com a finalidade de apresentar uma breve biografia de Albert Einstein, talvez o mais famoso cientista do século XX e, sem favor, o físico mais conhecido da história. O objetivo era que o mesmo fosse utilizado como instrumento de avaliação na disciplina Tópicos da Física, oferecida no Programa de Pós-Graduação em Ensino das Ciências da Universidade Federal Rural de Pernambuco no primeiro semestre de 2008, a qual tivemos o privilégio de cursar como aluno-especial.
Por todos esses atributos, escolhemos este personagem extraordinário para desvendar um pouco de sua participação na construção do conhecimento científico do século XX.
Embora não seja este o objetivo desta produção literária mas, uma vez que a mesma servirá para instrumento de avaliação de uma das disciplinas do Programa de Pós-Graduação de Ensino de Ciências, cumpre aqui uma observação que, acreditamos, seja de alta relevância. A história da Ciência tem se constituído numa ferramenta de grande valia para o ensino da Física. Tomar conhecimento dos mecanismos de troca de informações entre pesquisadores, saber da ocorrência de inúmeras divergências ao longo da construção das idéias, ou seja, inteirar-se melhor dos mecanismos de produção de conhecimento científico, possibilita a necessária aproximação metodológica entre a ciência e o ensino dela (CASTRO e CARVALHO, 1992).
Segundo Viviane Briccia do Nascimento in (CARVALHO, 2004, p. 40), saber o passado histórico e a origem do conhecimento pode se constituir em um fator motivador para os alunos, podendo fazer com que eles percebam que a mesma dúvida vivida por eles para a aprendizagem daquele conceito também foi vivenciada num outro momento histórico por um cientista hoje reconhecido. Isto significa que aquelas dúvidas permearam as investigações que proporcionaram a construção de um determinado conceito científico.
Dessa forma, consideramos o estudo da vida de Albert Einstein muito relevante para o ensino de Física e, em particular, para o ensino médio.
A Produção Científica

De todas as inúmeras publicações deste cientista genial que estabeleceu um marco na história da ciência são, sem dúvida, as teorias da relatividade restrita publicada em 1905 e a da relatividade geral publicada em 1914-1916, que mais merecem destaque e as que receberam maior divulgação e evidência. Einstein inaugurou  com estas teorias, uma nova concepção da física e do mundo. Com elas, rebateu os alicerces da física clássica até então aceitos e que foram propostos por Isaac Newton (1643-1727), para quem, os conceitos de espaço e tempo eram absolutos. A teoria da relatividade relaciona o espaço e o tempo com a gravitação (força da gravidade); estas dimensões surgiram com a matéria e o cosmos e não devem ser entendidas como dimensões absolutas, mas como uma continuidade quadridimensional do espaço-tempo. Em 1905 ele havia submetido quatro artigos para publicação na mesma revista em que ele havia publicado alguns artigos sobre Mecânica Estatística, uma das revistas de maior destaque e prestígio na época – o Analen der Physik. O primeiro propunha a hipótese dos quanta de luz, o segundo sobre eletrodinâmica dos corpos em movimento, com o qual inttroduz a teoria da relatividade restrita, o terceiro sobre o movimento browniano e o último, sobre a inércia da energia (CRAWFORD, 2005).
Em 1921, Einstein recebeu o Prêmio Nobel da Física, pela sua explicação do efeito fotoelétrico por meio da teoria quântica. Embora seja muito mais famoso seu trabalho sobre a teoria da relatividade e que esta tenha tido o reconhecimento de cientistas famosos como Mas Plank e Max von Laue, o reconhecimento da comunidade científica foi muito mais relevante para a teoria quântica da luz (CRAWFORD, 2005).
Em 1933 devido à conjuntura dos fatos na Alemanha, com Hitler no poder, Einstein foi aconselhado por amigos a deixar o país. Foi então para os Estados Unidos da América onde passou a ensinar Física em Princenton, no Instituto de Estudos Avançados da Universidade daquele estado americano. Em 1941, com o desenvolvimento do projeto Manhattan ele deixou o instituto por não querer participar do desenvolvimento da bomba atômica.
Em virtude de sua grande atividade intelectual, publicou diversos trabalhos, entre os quais “Por Que a Guerra?” (1933), em colaboração com Sigmund Freud; “O Mundo como Eu o Vejo” (1949); e “Meus Últimos Anos” (1950). A principal característica de sua obra foi uma síntese do conhecimento sobre o mundo físico, que acabou por levar a uma compreensão mais abrangente e profunda do universo
Morreu a 18 de abril de 1955 em Princeton, Nova Jersey, em conseqüência de um aneurisma, aos 76 anos. Seu corpo foi cremado e seu cérebro doado ao cientista Thomas Harvey, patologista do Hospital de Princeton.

Referências
Castro, R.S. e Carvalho, A.M.P. História da Ciência: investigando como usá-la num curso de segundo grau. Cadernos Catarinenses de Ensino de Física, Florianópolis, v.9, nº 3, p. 225-37, 1992.
Carvalho, A.M.P. de. (org.). Ensino de Ciências: Unindo a Pesquisa e a Prática. SP., Thomson, 2004.
Crawford, Paulo. Albert Einstein: uma biografia muito breve. Disponível em http://cosmo.fis.fc.ul.pt/~crawford/artigos/Albert%20Einstein1b.pdf, Pré-print CAAUL, Lisboa, 2005 (acesso em 23/05/2008).
The following two tabs change content below.
Alberto Valença nasceu em Olinda - PE. Sempre gostou muito de escrever, sendo a leitura um de seus divertimentos preferidos. Com quatro graduações concluídas, o autor enveredou por várias áreas do conhecimento. Em 1973 concluiu Licencitaura em Física pela UFPE, em 1980 concluiu Bacharelado em Psicologia e Formação de Psicólogo com especialização na área de Psicologia Escolar. em 1999 bacharelou-se em Direito e, no mesmo ano, foi aprovado na OAB-PE exercendo a profissão por dez anos. Publicou em 2014 um poema numa antologia e, agora, publica 15 poemas em outra antologia. Desde a infância gostava também de cinema e, em 2006, criou o blog Verdades de um Ser no qual divulga seus textos e comenta sobre literatura e cinema. Posteriormente, criou também o blog O seu companheiro de viagem, com o qual compartilha suas experiências de viagem oferecendo sempre dicas valiosas para quem quer viajar.
Share

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Desvende a charada para validar o comentário *