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Templos de Abu Simbel – Aswan, Egito.

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Nascer do sol no deserto

Após partirmos de Aswan e viajarmos toda a madrugada do dia 07 de novembro de 2014 e grande parte da manhã, chegamos a Abu Simbel, que fica nas proximidades da divisa com o Sudão, isto é, no extremo sul do Egito.  Esta viagem aconteceu em comboio e vimos um dos mais belos espetáculos da viagem ao amanhecer: assistir ao nascer do sol no deserto. Durante horas e horas, cruzamos o Sahara em um trajeto de aproximadamente 280 km. Ao chegarmos, nos deparamos com uma imensa massa d’água que mais parecia o mar mas, trata-se de um grande lago – o Lago Nasser – construído artificialmente para abastecer o Egito na década de 50 do século passado. É uma represa de 550 km de extensão e 5.250 km², tendo suas margens uma largura de 35 km, construída entre os anos de 1958 e 1970, segundo a Wikipédia. Por conta da disputa entre os dois países, o lago recebe denominações diferentes no Egito e no Sudão. No Egito é conhecido como Lago Nasser, em homenagem ao presidente egípcio na época, Gamal Abdel Nasser, e no Sudão, o lago é denominado de Lago de Núbia, em função do nome da região onde o lago se localiza.

Quando estavam para construir a barragem, alguém alertou que os templos construídos por Ramsés II ficariam submersos e, com a ajuda da ONU e vários países, os templos foram desmontados erguidos e relocados em outro local a 61m de altura e 200m de distância do local original.

Os templos de Abu Simbel são dois, e foram construídos escavados na rocha por ordem de Ramsés II da 19ª dinastia entre os anos de 1284 a. C e 1264 a. C, sendo um, o maior, dedicado a ele próprio e em homenagem aos deuses Rá, Ptah e Amun e o outro, menor, dedicado à sua esposa preferida, Nefertari, e em homenagem à deusa Hathor.

Para chegar até o complexo dos templos você precisa percorrer uma grande distância no sol escaldante e o mesmo acontece quando você vai voltar pois, os ônibus não podem se aproximar dos templos. Na volta você ainda encontra algumas árvores onde pode descansar um pouco às suas sombras. Ao entrar você passa por um corredor polonês de camelôs. Se você não tiver intenção de comprar nada, não demonstre interesse pois, se o fizer, eles não lhe deixarão em paz antes que você compre alguma coisa. E lhe perseguirão por horas e, mesmo não lhe acompanhando na entrada dos templos, quando você voltar terá que passar novamente no mesmo local e, esteja certo que ele lhe abordará novamente. Como já falei em outro post, os preços que eles oferecem é sempre muito acima do real então, pechinche. Você encontrará muitas coisa que valem a pena adquirir.

Veja agora as fotos do lago e dos templos por fora pois, não é permitido tirar fotografias no interior dos templos.  Se você clicar nas fotos elas serão ampliadas.

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Lago Nasser ao fundo

 

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Lago Nasser ao fundo

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Visão do Lago Nasser na chegada

 

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Ao fundo os dois templos. O de Ramsés II à esquerda e o de Nefertari à direita.

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Templo dedicado aos Deuses Rá, Ptah e Amun

 

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Entrando no Templo de Ramsés II

 

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Templo da Deusa Hathor dedicado a Nefertari

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Alberto Valença nasceu em Olinda - PE. Sempre gostou muito de escrever, sendo a leitura um de seus divertimentos preferidos. Com quatro graduações concluídas, o autor enveredou por várias áreas do conhecimento. Em 1973 concluiu Licencitaura em Física pela UFPE, em 1980 concluiu Bacharelado em Psicologia e Formação de Psicólogo com especialização na área de Psicologia Escolar. em 1999 bacharelou-se em Direito e, no mesmo ano, foi aprovado na OAB-PE exercendo a profissão por dez anos. Publicou em 2014 um poema numa antologia e, agora, publica 15 poemas em outra antologia. Desde a infância gostava também de cinema e, em 2006, criou o blog Verdades de um Ser no qual divulga seus textos e comenta sobre literatura e cinema. Posteriormente, criou também o blog O seu companheiro de viagem, com o qual compartilha suas experiências de viagem oferecendo sempre dicas valiosas para quem quer viajar.
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Uma ideia sobre “Abu Simbel – Aswan, Egito [Dicas de viagem]

  1. Joselita

    Ramsés ll teve várias esposas mas, Nefertari foi a sua preferida. Conta-se que o faraó a honrou de maneira excepcional. Ai, ai… Amo tudo isso!

Os comentários estão fechados.