Poliana [Livro]

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Poliana, Eleanor H. Porter (1868, 1820), Tradução – Paulo Silveira, título original – Pollyanna, SP, Ediouro, 2004, 175p.

POLIANA

Esta é a capa do livro que li agora

Poliana é um livro que havia lido quando ainda adolescente e, lembro que tinha gostado muito da leitura mas, não recordava mais de muita coisa. Pretendendo escrever aqui no blog sobre o livro, resolvi procurar lê-lo novamente e, encontrei a oportunidade no Skoob que possui um sistema maravilhoso de empréstimo de livros –  LV ou livro viajante. Alguém disponibiliza um livro que irá fazer uma viagem para uma lista de pessoas que se inscrevem. Assim, num período relativamente curto, o livro passa por muitas mãos e é lido por todos. Eu me inscrevi num desses LVs e acabei de lê-lo nesta semana. Queria agradecer a Camila, que foi quem disponibilizou o  livro. Depois, encontrei o livro no Le Livros, um site maravilhoso que disponibiliza vários títulos gratuitamente para quem desejar. Vale a pena conferir. É só acessar clicando no link.

Poliana é uma menina de 11 anos, que fica órfã de pai e mãe e vai morar com sua tia Paulina na cidade de Beldingsville, uma cidade fictícia, próxima de Boston, nos Estados Unidos. Ela vivia com a família no Oeste do país, apenas com seu pai, que ficara viúvo e era pastor. Após a morte do pai, ela fica sem ninguém e é recebida pela tia que morava em Beldingsville. A menina vivia em extrema pobreza às custas de donativos que o pai recebia e a tia, era herdeira de uma das mais ricas famílias da cidade.

Ao chegar, Poliana vai conquistando todo mundo com sua espontaneidade, alegria e bondade contagiantes. A primeira a ser fã da menina é Nancy, empregada de Paulina que fora buscá-la na estação junto com Timóteo, o filho do jardineiro. A pureza de Poliana é uma coisa comovente. Impossível não se apaixonar por ela.

Com seu “jogo do contente” ela vai modificando a maneira de as pessoas encararem a realidade e vai tornando a cidade mais alegre, mais sociável, mais agradável. Em tudo ela vê algo de positivo. E, dessa forma, ela torna as pessoas melhores, mais alegres, mais solidárias.

O livro é, simplesmente, o melhor que li neste ano de 2015.  Só não vai ganhar as cinco estrelinhas por causa do final. Considerei que a autora não soube concluir de modo tão brilhante quanto tinha sido o restante do livro. Mas, mesmo assim, é um livro fantástico, extraordinário.

Personagens do livro:

Poliana, uma menina sardenta, de 11 anos que, após a morte do pai, já viúvo, um pastor que casara com Joana, irmã mais velha de Paulina, vai morar com a tia pois não sobrara ninguém mais para cuidar dela;
Tia Paulina, tia de Poliana, irmã de sua mãe, Joana,  que já falecera e única herdeira da fortuna dos Harrigton. Mulher rígida, severa, cumpridora de seus deveres;
Nancy, a empregada da tia, primeira amizade de Poliana na nova casa;
Tomás, o jardineiro, trabalhava para a família desde muito tempo, calado e sensível, tinha conhecimento de tudo que acontecera com a família;
Timóteo, o filho do jardineiro e pessoa de confiança da tia Paulina. Braço direito do pai e esquerdo de Paulina. Bom caráter e bom gênio;
Sra. Snow, mulher pobre e doente, que vivia numa cama e recebia donativos das pessoas. Vivia amargurada e num quarto escuro e sem vida;
“Homem”, como ela chamava John Pedleton, antes de saber o seu nome.
Jaime, um mendigo da idade de Poliana e com quem ela faz amizade;
Doutor Chilton, médico da cidade, amargurado que vivia solitário e com quem a tia Paulina não quer aproximação;

Eleanor Hogman Porter nasceu em Lileton, Estados Unidos e faleceu em 1920. Estudou no Conservatório da Música de Nova Inglaterra, e casou-se com John Lyman Porter. Sua primeira novela, Correntes cruzadas foi publicada em 1907 com grande sucesso e, no ano seguinte, A maré, Miss Billy e A decisão de Miss Billy, romances, sentimentais, alegres e jovens, tiveram grande repercussão popular. Seus romances alcançaram grande êxito, mas nenhum deles conseguiu despertar tanta atenção em todo o mundo como Poliana e Poliana Moça, com mais de um milhão de exemplares vendidos na época em que foram lançados.

Estes livros desencadearam nos Estados Unidos e no mundo, uma impressionante onda de esperança, otimismo, boa vontade e sensibilidade às coisas alheias. Hotéis, restaurantes, casas de chá, lojas, crianças, tiveram nome de Poliana, por causa da menina – e depois da moça – que simbolizava a bondade, a capacidade de vencer obstáculos.

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Verdadeira capa do livro

Ainda hoje, passados tantos anos, essas obras permancecem um sucesso sigular, pois, a intemporalidade delas, fazem suas leituras obrigatórias.

Em tudo há alguma coisa de bom. A questão é descobrir onde está.

Obs. – Não sei por que, brasileiro é tão burro, que coloca num livro que fala de uma menina loura, uma moça de cabelos pretos. (capa lá no início) E pior, muda o nome da personagem principal. O nome da menina era Pollyanna aí, pra abrasileirar o nome, colocam Poliana. Alem de um erro imperdoável, porque não se muda os nomes das pessoas, é burrice. E o nome original é muito mais bonito.

O livro mereceu quatro estrelinhas e meia.

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Alberto Valença nasceu em Olinda - PE. Sempre gostou muito de escrever, sendo a leitura um de seus divertimentos preferidos. Com quatro graduações concluídas, o autor enveredou por várias áreas do conhecimento. Em 1973 concluiu Licencitaura em Física pela UFPE, em 1980 concluiu Bacharelado em Psicologia e Formação de Psicólogo com especialização na área de Psicologia Escolar. em 1999 bacharelou-se em Direito e, no mesmo ano, foi aprovado na OAB-PE exercendo a profissão por dez anos. Publicou em 2014 um poema numa antologia e, agora, publica 15 poemas em outra antologia. Desde a infância gostava também de cinema e, em 2006, criou o blog Verdades de um Ser no qual divulga seus textos e comenta sobre literatura e cinema. Posteriormente, criou também o blog O seu companheiro de viagem, com o qual compartilha suas experiências de viagem oferecendo sempre dicas valiosas para quem quer viajar.
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2 ideias sobre “Poliana [Livro]

  1. Pandora

    Algumas pessoas são obtusas mesmo! #Fato Mas, confesso que o primeiro contato que tive com Pollyanna foi através de uma adaptação para o cinema e a protagonista era uma menina negra, aliás, a história toda era com personagens negros… Levei um susto anos depois quando dei de cara com o livro e percebi que a comunidade retratada era branca kkkk Pollyanna foi e é para mim um exemplo de ternura, muitas vezes me pego respirando fundo e tentando jogar o jogo do contente… As vezes é difícil, as vezes também acho inadequado, mas muitas vezes funciona e ajuda a reclamar menos e agir mais.

    O que tem na nossa estante

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  2. Joselita

    Achei muito interessante esse pensamento: “Em tudo há alguma coisa de bom. A questão é descobrir onde está.“ Isso deve servir de R-E-F-L-E-X-Ã-O para aqueles que só conseguem enxergar defeitos no outro. Desconhecendo que, em tudo e em TODOS, existe a dualidade das coisas. E que isso é um atributo permanente! Há pessoas que parece fazer questão de enxergar só o lado negativo, o lado feio, nas coisas e nas pessoas. Sem se dar conta de que esse comportamento, também, é o seu lado ruim.
    Um abraço.

    Responder

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