Sempre aos domingos – Serge Bourguignon [Filme online]

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Título original – Les dimanches de Ville d’Avray ou Cybèle

Cybele é o melhor filme a que já assisti na minha vida. Trata-se de uma história de um aviador que ficou traumatizado após a guerra da qual participou. Ele bombardeou uma cidade e na hora do disparo vê uma menina que estava na rua e que será morta pela bomba que ele lançou. Isso o deixa muito mal. Ville D’Avray é o local onde ele mora e conhece a menina chamada Cybèle.

Um presente para Cybele, a minha irmã

Hoje é sexta-feira e é dia de filme online aqui no blog Verdades de um Ser. Tinha escrito na postagem de quarta-feira passada que não iria publicar filme online hoje. E que o filme desta semana seria aquele da postagem de quarta-feira, isto é, O homem do Prego. Mas depois, refletindo melhor, pensei: “Mas aquele filme já tinha sido publicado antes. Apenas a apresentação estava diferente mas, era o mesmo filme. Então resolvi pubicar outro filme hoje e, o escolhido, foi este Sempre aos domingos (Cybele), pela significação que ele tem para mim.

Fica também como um presente para minha irmã Cybele, e as filhas dela e os parentes e agregados que devem ter curiosidade para assistir a este filme.

Direção – Serge Bourguignon

A direção de Serge Bourguignon é primorosa neste longa. Ele é o principal responsável pela revelação da atriz, quase estreante, Patricia Gozzi que, mais tarde, iria brilhar em vários outros filmes.

Outros títulos

Os domingos de Cybele (Portugal)
Sonntage mit Sybill (Austria, Alemanha)
L’uomo senza passato (Itália)
Sibila (Espanha, México)
Sundays and Cybele (USA, UK)
Niedziele w Avray (Polônia)
Söndagarna med Cybéle (Suécia)
Søndage med Cybèle (Dinamarca)

Ficha técnica

Produção – França
Ano de lançamento – 1962
Duração do filme – 1 hora e 45 minutos
Música – Maurice Jarre
Roteiro – Serge Bourguignon e Antoine Tudal
Oscar de Melhor filme em língua estrangeira de 1967
Elenco e personagens:
Hardy Krüger como Pierre
Patricia Gozzi como Françoise / Cybèle
Nicole Courcel como Madeleine
Daniel Ivernel como Carlos
André Oumansky como Bernard
Anne-Marie Coffinet como Françoise II
René Clermont como Carteiro
Malka Ribowska como A vidente
Michel de Ré como Fiacre
France Anglade como Lulu
Gilbert Edard como O pai
Martine Ferrière como Uma mãe
Jocelyne Loiseau como Irmã Marie des Anges
Denise Péron como Irmã Opportune
Lisette Lebon como Monique
Alain Bouvette como Empregado da Estação
Bibiane Stern como Carmela
Antoine Tudal como Pintor
Maurice Garrel como Policial
Albert Hugues como Proprietário do Café
Renée Duchateau como Merceeiro

Resumo do filme

(Com spoiler)

Quase casualmente, Pierre (Hardy Kruger) conhece a menina que vem a se tornar a razão do seu viver. Esperando o trem numa estação solitária dos arredores de Paris, ele a vê chegar acompanhada do seu pai, que a leva a um internato de freiras, tomando o propósito de jamais vir buscá-la, uma vez que ela era um estorvo para sua vida de homem mundano.

Muda e casual testemunha do drama, Pierre resolve apanhar a menina num domingo à tarde para leva-la a passear. Passando-se por seu pai ante as freiras, ele estabelece entre si e a menina, que ele chama “Françoise”, e que se nega a revelar-lhe o nome, guardando-o para uma ocasião especial.

O sentimento que os une é sublime, puro, terno e não é compreendido pela sociedade que os cerca. Inocentemente, “Françoise” cria um mundo atormentado (mas maravilhoso) para Pierre, provocando em Madeleine, mulher que também o amava (de um modo completamente diverso, porém), um ódio e ciúme doentios, que a fazia ver naquela ligação tão pura, intenções vis, que eles desconheciam.

Revelações importantes mas com spoiler

Chega o Natal. Com ele a neve e a noite maravilhosa para o estranho idílio de Pierre. Arriscando-se, ele sobe ao campanário de uma igreja, para de lá retirar um galo que a menina pedira de presente. Atormentado por uma morte que causara acidentalmente na guerra, onde fora piloto, Pierre vira em “Françoise”, a única coisa boa e pura, que poderia dar-lhe um sentido para a vida. Que mal poderia haver em roubar um galo de madeira para ela, na noite de Natal?

Tal qual um débil-mental pelas ruas, ele leva o estranho presente. A menina o espera ansiosa. Vão à floresta, e ali, entre as árvores e a neve, tomam champanne. Ele lhe entrega o que trouxera e, ela toda feliz, lhe retribui com um pacotinho embrulhado em papel de presente. Abrindo, Pierre vê uma caixa de fósforos, e dentro desta, um papel dobrado que, ao abrir lê o nome =>  C Y B È L E. Ela lhe diz: É como “si belle” (que, traduzindo, significa tão bela). Aquele era o presente de Natal dela para ele, o seu verdadeiro nome, o verdadeiro nome da menina que se tornara tudo para ele, e que nele achara tudo o que nunca tivera na vida até conhece-lo: amor, carinho, compreensão, afeição. A noite é linda e eles estão felizes. Muito felizes.

Enquanto isso, Madeleine, apavorada com a demorada ausência do amante, chama a polícia, que se póe a procura-lo pela cidade. Quando os encontra, Pierre estava apenas procurando mostrar a Cybèle, a utilidade de uma faca de cartomante que ele também roubara para ela numa feira de atrações e, com a qual, ouviam-se vozes dos espíritos do além.

Spoiler

Julgando que ele iria matar a menina, um dos policiais atira nele, e ele cai morto no chão. Inocente. Vítima da maldade da sociedade. Cybèle o olha desesperada. O que seria dela agora? O seu “TUDO”, jazia ali reduzido a nada. Fita incrédula os policiais, que a cercam estupefatos com o crime que cometeram. Mataram duas vidas inocentes. Um dos policiais pergunta-lhe então, qual era o seu nome. Ela atormentada e em pranto, responde com toda repugnância daqueles homens que não souberam compreender a pureza de um lindo amor: “Eu não tenho mais nome, não sou ninguém.” E sai correndo desesperada no meio da solidão da floresta, na noite de Natal, onde aquela solidão a compreendia mais que “os homens de boa vontade“.

Tudo isto cheio de poesia e lirismo, me levou a considerar este filme, o melhor do ano em 1966, bem como, o melhor de minha vida.

Significado do título do filme para mim

Por causa deste filme, o nome de minha irmã caçula, ficou sendo C Y B È L E. Tal qual está escrito na legenda do filme e nos cartazes. Sim, pois um dos títulos originais do filme é Cybèle, o nome da garota. Aconteceu neste caso uma coisa gozada e muito interessante que passo a relatar.

O nome que meu pai queria colocar nesta minha irmã era Marília. Como eu queria Cybèle, procurei argumentos para convencer meu pai a mudar de idéia. Descobri que os nomes de todos os meus irmãos e irmãs, eram em ordem alfabética na cronologia das idades. Os homens todos começam com A e as mulheres com C. Marília ia distoar completamente esta ordem. E Cybèle, era um dos poucos nomes com C que faria permanecer a ordem alfabética dos nomes, pois era Y a segunda letra. E com este argumento, terminei convencendo meu pai e ficou mesmo CYBÈLE.

LEIA AS INSTRUÇÕES ABAIXO COM ATENÇÃO

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Alberto Valença nasceu em Olinda - PE. Sempre gostou muito de escrever, sendo a leitura um de seus divertimentos preferidos. Com quatro graduações concluídas, o autor enveredou por várias áreas do conhecimento. Em 1973 concluiu Licencitaura em Física pela UFPE, em 1980 concluiu Bacharelado em Psicologia e Formação de Psicólogo com especialização na área de Psicologia Escolar. em 1999 bacharelou-se em Direito e, no mesmo ano, foi aprovado na OAB-PE exercendo a profissão por dez anos. Publicou em 2014 um poema numa antologia e, agora, publica 15 poemas em outra antologia. Desde a infância gostava também de cinema e, em 2006, criou o blog Verdades de um Ser no qual divulga seus textos e comenta sobre literatura e cinema. Posteriormente, criou também o blog O seu companheiro de viagem, com o qual compartilha suas experiências de viagem oferecendo sempre dicas valiosas para quem quer viajar.
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