A ilha dos amores proibidos – Damiano Damiani [Filme visto há 50 anos]

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Direção – Damiano Damiani

O mesmo diretor de O dia da coruja (1968), Damiano Damiani foi premiado por este filme A ilha dos amores proibidos como Melhor diretor no Festival de San Sebastian em 1965.

Título original – L’Isola d’Arthuro

L’Isola d’Arthuro é verdadeiramente uma obra-prima do cinema italiano. Com uma música muito bonita de Carlo Rusticheli, uma direção muito bem conduzida de Damiani, ótimos desempenhos de seus protagonistas e uma belíssima fotografia em preto e branco A ilha dos amores proibidos ou L’Isola di Arthuro é um filme para deixar marcas.

Aviso

Este filme já foi postado anteriormente aqui no blog com as anotações feitas no meu caderno de cinema mas, em virtude de eu estar publicando todos os filmes a que assisti em 1967 na ordem cronológica em que os vi há 50 anos, estou publicando-o novamente. Evidentemente, com outros comentários e informações que não constam na postagem original. Para quem desejar ler o que escrevi na outra postagem, abaixo vai um link que direciona para ela.

Postagem anterior sobre este filme

Minha opinião sobre o filme

Assisti a este filme no Cinema de Arte Coliseu no dia 11 de março de 1967, um sábado. Atribuí a ele seis estrelinhas e o considerei excepcional com cotação moral para adultos com reservas. Este filme apresenta uma visão diferente da mesma história do filme Profanação (1962) e que retrata a história de Fedra da mitologia grega. Ela é filha de Minos, rei de Creta e Pacifae e casa com Teseu, rei de Atenas. Teseu, antes de casar com Fedra, tinha tido um filho com Antiopa, chamado Hipólito que já era um jovem formoso. Fedra apaixona-se por Hipólito que não aceita a corte da madrasta. Esta para vingar-se, se suicida e deixa uma carta acusando Hipólito de ser o responsável.  Teseu, que estava na guerra, ao retornar e ler a carta, manda matar Hipólito.

Neste filme há apenas uma inversão dos papéis pois, quem se apaixona pela madrasta é o filho. Mas é um filme belíssimo. Não foi à toa que escrevi na outra postagem que ele dificilmente será superado. E, como sendo um filme especial em qualidade, não poderia deixar de receber as seis estrelinhas.

Dados técnicos sobre o filme

Produção – Itália
Ano de lançamento – 1962
Duração do filme – 1 hora e 40 minutos
Música – Carlo Rusticheli
Filme em preto e branco em tela pequena
Gênero – Drama psicológico romântico
Elenco e personagens:
Vanni De Maigret … Arturo
Key Meersman … Nunziata
Reginald Kernan … Wilhelm
Gabriella Giorgelli … Teresa, a prostituta
Luigi Giuliani … Tonino Stella, o preso
e ainda: Elvira Tonelli, Luigi Zerbinati, Michele Barone, Aldo Vinci, Ireneo Petrucci e Ornella Vanoni

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Alberto Valença nasceu em Olinda - PE. Sempre gostou muito de escrever, sendo a leitura um de seus divertimentos preferidos. Com quatro graduações concluídas, o autor enveredou por várias áreas do conhecimento. Em 1973 concluiu Licencitaura em Física pela UFPE, em 1980 concluiu Bacharelado em Psicologia e Formação de Psicólogo com especialização na área de Psicologia Escolar. em 1999 bacharelou-se em Direito e, no mesmo ano, foi aprovado na OAB-PE exercendo a profissão por dez anos. Publicou em 2014 um poema numa antologia e, agora, publica 15 poemas em outra antologia. Desde a infância gostava também de cinema e, em 2006, criou o blog Verdades de um Ser no qual divulga seus textos e comenta sobre literatura e cinema. Posteriormente, criou também o blog O seu companheiro de viagem, com o qual compartilha suas experiências de viagem oferecendo sempre dicas valiosas para quem quer viajar.
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Uma ideia sobre “A ilha dos amores proibidos – Damiano Damiani [Filme visto há 50 anos]

  1. Ollie

    Thank you for including the beautiful pictures–
    so vulnerable to a feeling of contemplation.

Os comentários estão fechados.