Reminiscências de adolescência [Texto autoral]

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Relembrando um fato curioso

Esta postagem tinha escrito há muito tempo. Há mais de dois anos e, por alguma razão, não a publiquei. Faço isto hoje pois acho o fato curioso, o que relato a seguir.

fato curioso

Crônica inspiradora

A leitura de uma crônica de Jabor num livro que estou lendo – “Amor é prosa, sexo é poesia” – inspirou-me a escrever este texto que há muito tinha vontade e, acredito mesmo, que já o mencionei aqui no blog. Hoje vou escrever sobre minhas reminiscências de adolescente. Para isto, quero falar em namoradas.

Meninas, mulheres, que já amei, que já significaram muito para mim, que, de algum modo, marcaram minha história e hoje, quero relembrá-las. Não quero aqui fazer nenhuma apologia à leviandade mas, fui um cara muito namorador. Nunca contei quantas namoradas tive mas, se fosse fazê-lo e conseguisse lembrar de todas, não tenho dúvidas de que chegaria nos três dígitos. E é porque eu era muito tímido. Tímido a tal ponto que, muitas vezes, em festas, ficava em pé, próximo a alguma mesa, criando coragem pra chamar pra dançar, alguma menina que me interessara  mas, quase sempre, ou eu passava a noite inteira ali, parado, inerte, em pé e sem coragem de ir adiante, ou via algum outro rapaz, chegar até ela, e levá-la pra o salão, deixando-me frustrado.

fato curiosoPor morar perto da praia, era o MAR que muitas vezes escutava os meus lamentos, ou as minhas alegrias pois, quase nunca, tinha com quem conversar. MAR. Estas três letras ou a palavra que elas formam, já tiveram grande importância na minha história.  Sabem por quê? Pois participavam sempre dos nomes das mulheres com quem fui envolvido, a começar pela minha mãe que se chamava MARia Olívia. Então, com exceção da minha primeira “namorada” se assim posso chamá-la, todas as demais tinham estas 3 letras na formação de seus nomes. Isto não parece curioso?

As mulheres de minha vida com MAR no nome

Marlene – com quem me correspondi por mais de 3 anos. Morava no Rio e foi um grande amor utópico;
Marluce e Lucimar- que moravam no Varadouro em Olinda;
Márcia – que estudava no Estadual de Olinda e tinha as mais belas pernas do colégio;
Marilene – com quem estudei no 2º ano ginasial e por quem fui muito apaixonado mas nunca a ela me declarei. Anos mais tarde, encontro-a num banco e descubro que ela também era apaixonada por mim.

Marília – que tinha os olhos verdes mais belos que já vi;
Marta – que ficava no quarto comigo escondida da mãe;
Guiomar – que fez de tudo pra que eu transasse com ela mas o risco de engravidá-la nunca me permitiu;
Marisa -que tinha as mãos mais macias que já encontrei;
Margarida – Morava no Jordão. Era bem longe de casa.

mulher-mar

Cleomar – conheci nos ensaios de uma festa para debutantes quando eu fui um dos escolhidos pra dançar a valsa por ser aluno do Colégio Militar;
Mauricéia – era uma doidinha com quem dancei quadrilha no São João. Dela tenho saudades.

Marina – que morava na rua onde eu morava e todas as tardes, passava por minha casa, diminuindo os passos ao se aproximar, até que fui convencido por um amigo a ir procurá-la;
Margot – com quem fiz a maior loucura de minha vida: transei com ela nas escadas do prédio onde ela morava;
Risomar – que conseguiu eliminar o medo que eu tinha de ir até a mesa tirar alguém pra dançar.

As especiais

Maria do Socorro – de quem fui noivo e a chamava de Pombinha sendo por ela chamado de Baby;

Teresa Maria – uma das pessoas a quem mais amei na vida e em quem eu dei meu primeiro beijo;

As Marias

Além de dezenas de Marias como Maria Luíza, que morava perto da padaria; Maria do Carmo, que era feia de dar pena mas sabia viver; Ana Maria, que depois de Marlene, foi a mulher mais extraordinária que conheci; Maria Angélica que nada tinha de angelical, era um furacão; Marias de Fátima, teve umas 3 ou 4, Maria Elisa, mais velha que eu, ensinou-me muitas coisas e foi a única mulher mais velha com quem me relacionei. Não, houve outra muito tempo depois, cujo nome não recordo.

Bem, a razão pela qual isso acontecia eu não sei. Talvez tenha alguma relação com o fato de eu ser de aquário, esta minha ligação com a água pois, outro fato interessante é que, muitas dessas mulheres eram de peixes que, por estranho que pareça, também vivem no mar. O mar que considero assemelhar-se ao infinito.

 

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Alberto Valença nasceu em Olinda - PE. Sempre gostou muito de escrever, sendo a leitura um de seus divertimentos preferidos. Com quatro graduações concluídas, o autor enveredou por várias áreas do conhecimento. Em 1973 concluiu Licencitaura em Física pela UFPE, em 1980 concluiu Bacharelado em Psicologia e Formação de Psicólogo com especialização na área de Psicologia Escolar. em 1999 bacharelou-se em Direito e, no mesmo ano, foi aprovado na OAB-PE exercendo a profissão por dez anos. Publicou em 2014 um poema numa antologia e, agora, publica 15 poemas em outra antologia. Desde a infância gostava também de cinema e, em 2006, criou o blog Verdades de um Ser no qual divulga seus textos e comenta sobre literatura e cinema. Posteriormente, criou também o blog O seu companheiro de viagem, com o qual compartilha suas experiências de viagem oferecendo sempre dicas valiosas para quem quer viajar.
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