Arquivos da categoria: Minhas verdades através dos livros

Recife em tom menor – Bartyra Soares [Livro]

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 Bartyra Soares

A poetisa Bartyra Soares, acaba de lançar seu mais novo livro no mercado. Recife em tom menor é uma obra composta por 40 poemas com o tema Recife, e 14 fotografias do jornalista e fotógrafo Marcus Prado que ilustram o livro contendo 103 páginas numa primorosa edição da Companhia Editora de Pernambuco – CEPE.

Recife recebeu dois presentes. Um em 1984, quando Bartyra resolveu sair de sua cidade natal e vir morar nesta cidade tão encantadora e, ao mesmo tempo, tão cheia de mazelas. O segundo neste ano de 2017 com o lançamento deste livro que homenageia esta cidade que lhe acolheu.

Fotografia de Marcus Prado

Recife em tom menor

O novo trabalho da Imortal Bartyra Soares, a poetisa e escritora de Catende – PE, está dividido em duas partes. A primeira contendo 24 poemas com a temática Recife, e a segunda seis, todos relativos ao Capibaribe, rio que banha a capital pernambucana e já serviu de inspiração para Continue lendo

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O jardim dos Finzi-Contini – Giorgio Bassani [Livro]

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Giorgio Bassani

Escritor italiano que entre outros três livros escreveu este aclamado romance ambientado na província de Ferrara na Itália. Conta a história de uma família judaica que vivia na Itália. Assim como nas suas outras três obras, ele se ocupa em fazer uma análise da comunidade judaica na Itália antes da primeira Grande Guerra analisando a burguesia judaica com profundidade.

O jardim dos Finzi-Contini

Este livro de Giorgio Bassani, segundo a crítica especializada é uma das obras primas da literatura italiana. Não vi muito de extraordinário. É um livro fácil de ler pois, só tem 222 páginas que se dividem em quatro partes que, por sua vez, dividem-se em trinta capítulos distribuídos em quantidades desiguais entre elas. Na primeira parte há seis capítulos, na segunda, cinco, na terceira, sete e na última, dez. Alem destes, há ainda um prólogo e um epílogo, perfazendo assim um total de trinta capítulos.

Autor – Bassani
Tradução – Sandra Lazarini
Editora – Record
Distribuição – Fernando Chinaglia
Local de lançamento – Rio de Janeiro
Ano de lançamento – não consta. O ano do copyright é 1980.

Narrativa

A narrativa é feita pelo próprio autor, Giorgio Bassani, que era apaixonado por Micól, filha mais velha do Prof. Ermano e Sra. Olga de uma rica família de Ferrara, norte da Itália, os Finzi- Continue lendo

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A cabana – William P. Young [Livro]

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William P. Young

O autor William P. Young, é um escritor canadense que,  juntamente com Wayne Jacobsen e Brad Cummings, escreve A cabana que, tornou-se um best seller em pouco tempo.

A cabana

A cabana

A cabana é um livro de apenas 232 páginas que se desdobram em 18 capítulos, um prefácio, um posfácio e um capítulo de agradecimentos. A narrativa é na terceira pessoa e conta uma história que, como o próprio autor afirma, pode parecer inverossímil, mas, totalmente possível. A história é contada por Willie, um amigo de Mack, personagem central da narrativa. Eles se conhecem há pouco mais de 20 anos. Mack é o apelido para os íntimos – sua esposa, Nan, e os amigos mais chegados.

Autor – William P. Young
Com colaboração de Wayne Jacobsen e Brad Cummings;

Tradução – Alves Calado
Editora – Sextante
Local de lançamento – Rio de Janeiro
Ano de lançamento – 2008

A cabana é um livro de apenas 232 páginas que se desdobram em 18 capítulos, um prefácio, um posfácio e um capítulo de agradecimentos. A narrativa é na terceira pessoa e conta uma história que, como o próprio autor afirma, pode parecer inverossímil, mas, totalmente possível. A história é contada por Willie, um amigo de Mack, personagem central da narrativa. Eles se conhecem há pouco mais de 20 anos. Mack é o apelido para os íntimos – sua esposa, Nan, e os amigos mais chegados. Continue lendo

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Poesia, Palavra é Arte – Alberto Valença Lima [Livro de poesias]

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Poesia, Palavra é Arte é uma publicação da Editora Palavra é Arte e faz parte de um projeto idealizado por Gilberto Martins e Carmen Sestari que são seus editores. Trata-se de uma coletânea de poesias de Alberto Valença Lima e outros nove autores numa publicação primorosa da Editora Palavra é Arte de Brodowski – SP.

Gilberto Martins, o editor, assim se expressa no início do livro: A poesia tem uma estreita relação com a arte e, essencialmente com a beleza. Ela é, em si, a síntese de todas as demais manifestações de ordem estética ou comunicativa. Sem ela de que nos serviria a pintura, a escultura, a música, a dança…

Alberto Valença abre a coletânea com uma breve biografia seguida de uma Carta a uma ex namorada. Logo após, são apresentados 15 poemas do autor com temas variados.

Seguem-se os poemas dos outros nove autores, sendo cinco poetas e quatro poetisas a saber: Hélio Baragatti Neto, Alessandra da Silva dos Santos, Alana Cristina Ferreira, Alan Milhomem, Arthur Ribeiro da Silva, Guerreiro Tharley, Márcia Ramos, Renata Braga Freitas e Ângelo Martins. Infelizmente, todos incógnitos pois, nada se sabe sobre os mesmos. Os editores não deram nenhuma referência mesmo sendo solicitada.

Já falei de tantos livros e autores aqui no blog, por que não falar também do meu livro? Este texto será, no entanto, diferente dos demais que estou acostumado a aqui escrever. Usarei o meu blog para divulgar o livro e o que se diz sobre ele na imprensa e pelas redes sociais.

Arca Literária

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Na Arca Literária saíram duas matérias sobre o livro. Uma resenha e uma entrevista com o autor Alberto Valença Lima. Vou transcrevê-las abaixo para divulgação.

Resenha sobre o livro Poesia, Palavra é Arte

O autor nos oferece, nas páginas desta coletânea, um dos aspectos do seu ser, cheio de riquezas através de uma impecável correção gramatical, quinze dos seus poemas de uma obra já bem vasta publicada no seu blog Verdades de um Ser e também no sítio Recanto das Letras.

Em quase todos esses quinze poemas, ele expõe sua tristeza, que é patente neste excerto. Desde a primeira – Retalhos de vidro atrás da porta à esquerda -, até a penúltima – Soneto da saudade, encontramos vestígios desta tristeza impregnados nos seus versos.

Em Retalhos de vidro…, por exemplo, ele escreve na última estrofe:

“Agora, o mar é só e chora em vagas.
O mar e eu, o verde, a praia triste.
Terra molhada, sem paz, não tenho plagas.
Estou vazio, a praia só, e tu, partiste!”

Note que a tristeza está em todos os versos, em todas as imagens, em todo o seu ser! O mar “chora em vagas”, “a praia triste”, “sem paz, não tenho plagas”, “estou vazio”. Tudo remete a um sentimento de falta, de desolação, de tristeza.

Contudo, isso não faz  os versos serem menos belos. Nos versos citados mesmo, encontramos imagens bem criativas e belas como o mar chorar, por exemplo, e, em vários outros, as construções poéticas são de uma grandeza singular. Podemos citar também uma estrofe do segundo poema do livro – Intensité, mais uma vez encontramos presente a tristeza, embora projetadas nos sentimentos de outrem.

“Onde moram tuas tristezas?
Acaso, de intensas vivências, acreditas,
melancólica, que de luzes, te colherei em cores?”

Observe a imagem poética do autor no último verso. “… que de luzes, te colherei em cores”. Ele compara a mulher a uma flor (colherei) mas a flor é feita de luzes, e estas, estão impregnadas de cores. Muito bela a construção.

Já na carta publicada junto com os poemas, podemos descobrir o seu romantismo e a maestria com que escreve. São reminiscências do início de sua fase adulta, que ele compartilha com os leitores que quiserem conhecer um pouco mais deste homem, hoje maduro, no arroubo de sua juventude. E, embora a carta tenha sido escrita quando ele estava com mais de cinquenta anos, não sabemos se muito ou pouco mais, mas, certamente antes dos sessenta.

É uma carta na qual ele recorda “momentos inesquecíveis e paradisíacos” vividos por ele aos 22 anos, numa época em que, a comunicação à distância, era feita, quase que exclusivamente, por cartas.

Alem das poesias de Alberto Valença, o livro traz também poesias de 9 outros poetas e poetisas. Cinco poetas e quatro poetisas. Cada um deles, à sua maneira, apresentam suas verdades em versos que traduzem os sentimentos de cada um.

Este é um ótimo presente para quem quiser fazer diferente e dar poesia à namorada no próximo dia 12 de junho. Certamente ela irá adorar e você poderá até se inspirar em alguma das poesias do livro para se expressar de maneira poética nesse dia.

Palavra é Arte é um projeto dos editores Gilberto Martins e Carmen Sestari que visa dar oportunidade a novos talentos da literatura nacional como Alberto Valença e os demais. Nas palavras dos editores, “Fazer poesia é garimpar em terreno pedregoso, repleto de seixos ou, às vezes, de abundante oferta. O poeta é, portanto, garimpeiro das palavras e lapidador ao mesmo tempo.” Para Gilberto, “O texto poético é, por isso mesmo, revelação de sentimento que vem da alma, é inspiração e o resultado de uma visão única do mundo. O poeta é o grande mestre das artes.”

Para ler o sumário acesse o Wattpad

Fonte – Arca Literária (link para a matéria)

Entrevista com o autor Alberto Valença

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  1. Fale-nos um pouco de você.Sou uma pessoa simples e, ao mesmo tempo, complexa. É difícil falar de si próprio mas, sou simples nos meus costumes, gostos, comportamentos. Por exemplo, não sou de rejeitar qualquer comida, não sou exigente nos lugares que frequento, não me considero superior a ninguém mas, por outro lado, também sou uma pessoa complexa pois, sou muito perfeccionista. As coisas que faço sempre têm que estar impecáveis. Os textos que escrevo não devem conter erros de nenhuma espécie. Claro que podem acontecer pois, somos humanos e todos cometemos falhas e, pode passar algum erro sem que eu note mas, logo que descubro, tento corrigir. Gosto muito de música e, nesta questão, sou sofisticado pois não gosto de toda música. Gosto muito de música erudita, ou seja, a música clássica. Gosto também de música popular como as de Vinícius de Moares, Toquinho, Maria Bethânia, Chico Buarque, Djavan e muitas outras desse gênero. Não tolero músicas dessas chamadas “duplas sertanejas”. Gosto da poesia e do cinema.
  2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Bem, como todos que escrevem, eu também leio muito. O que me cai nas mãos estou lendo. Adoro ler, desde criança. Leio muito. Ultimamente tenho registrado através do Skoob, os livros que tenho lido e tenho descoberto que leio muito pouco, embora passe cerca de 40% do meu tempo lendo mas, no ano passado, por exemplo, só li 28 livros e este ano, até agora, só li dez. Alem de ler e escrever, passo cerca de 40%  do meu tempo vendo filmes. Gosto muito de cinema. Quanto a inspiração, ela vem dos mais diversos lugares. Tanto das leituras que faço, como dos filmes aos quais assisto, como do meu dia-a-dia, isto é, das coisas que vivencio ou ouço falar que alguém vivenciou.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Creio que a melhor coisa é poder registrar aquilo que está se passando em sua mente, é deixar uma marca para o futuro. Uma coisa que se escreve é como um filho que geramos. É uma marca, é um pedacinho de nós que tornamos visível.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Não, não tenho um cantinho especial para escrever. Escrevo em qualquer lugar e a qualquer momento.  E, algumas vezes já perdi boas inspirações por não ter como escrever, por estar em algum lugar onde não poderia dispor nem de caneta nem de lápis. Isso já aconteceu algumas vezes na minha vida. Mas nunca precisei de um lugar especial para escrever.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Não tenho um gênero literário que possa dizer: este é o meu gênero literário. Nunca elegi um. Aprecio vários gêneros, um deles é a poesia que, só recentemente, vim produzir de modo mais constante. Mas, na adolescência, compus alguns versos. Cheguei até a compor algumas notas de uma música. Mas na música, nunca fui além dessas poucas notas. Já a poesia, eu passei a criar mais e mais poemas, a ponto de hoje, já ter cerca de duzentas poesias.
Já escrevi em outros gêneros sim. Já enveredei pelos contos, por exemplo. Também já me aventurei nas crônicas mas, nunca me aventurei no romance, embora seja um dos meus futuros projetos.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

É muito difícil para mim falar do meu próprio livro mas, vou começar dizendo como ele aconteceu. No ano passado recebi uma mensagem do editor, Gilberto Martins, no Recanto das Letras onde publico algumas de minhas poesias. Ele dizia ter gostado muito de uma delas  de minhas poesias e falava de um projeto, o Palavra é Arte, para publicação de algumas poesias minhas junto com outros autores. Perguntou se me interessava.  Respondi afirmativamente e comecei a escolher entre dez e quinze poesias que seriam publicadas no livro. Selecionei então umas 20 ou 30 poesias. Pedi ajuda a algumas amigas para quem enviei para elas as poesias que havia selecionado pedindo que, cada uma, escolhesse dez poesias como melhores daquela seleção. As quinze poesias que foram mais escolhidas foram as que selecionei para enviar para editora. Veio então a fase da correção e diagramação e, finalmente, recebi o meu livro publicado.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Esta pergunta não cabe para o meu livro. Não foi feita pesquisa nenhuma pois o universo do meu livro é muito variado, sendo um universo diferente para cada poesia.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Claro, mas nem sempre isso ocorre. Muitas vezes minha inspiração é interna. É claro que aí tem a minha bagagem cultural que, certamente, está impregnada do estilo dos meus autores prediletos.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Não. Pelo contrário. Até tive facilidade. A dificuldade é para divulgar o livro, não para publicar.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Eu não enxergo um novo cenário. Até porque, não conheci o cenário do passado, isto é, não vivenciei as dificuldades que os escritores encontravam. Não creio porem que fosse muito pior do que agora. O cenário da literatura nacional é lamentável.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Sobre esta questão eu tenho péssimas experiências. Já comprei um livro na Amazon, por exemplo, que tive uma verdadeira revolta por tê-lo adquirido. Ele não era só mal escrito. Explorava um assunto inteiramente inexpressivo e tinha tantos erros que era mais difícil encontrar o que não estava errado. Em um conjunto de dez páginas cheguei a encontrar mais de trinta  erros. Erro de todo tipo. De grafia, de gramática, de concordância, etc. Eu considero isso um absurdo. Uma editora só devia aceitar publicar um livro com um revisor confiável, com um bom currículo. Caso contrário, deveria ser responsabilizada por danos morais e materiais juntamente com o autor.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Considero um absurdo que alguém para ler um livro, tenha que dispender 30, 40, 50 reais e, algumas vezes, até mais que isso. Isto é um forte indício do valor da educação para os nossos governantes. Os livros deveriam ter incentivos e serem distribuídos para todos.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Talvez até já tenha acontecido isso mas, não recordo.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

A quinta sinfonia de Beethoven, interpretada pela filarmônica de Berlim.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Sim. O Pequeno Príncipe (Exupéry), Dibs, em busca de si mesmo (Virginia M. Axline) e Fernão Capelo Gaivota (Richard Bach).

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim. Estou prestes a lançar um livro de poesias só meu que já está em fase final de edição. Também tenho desejo de escrever um livro de contos e, talvez, até um romance. Mas isso é coisa pra longo prazo.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho de alguns sim. A maioria escreve muito mal. Comete erros graves de concordância, de sintaxe, de gramática, etc. Mas aqueles que acompanho escrevem um pouco melhor. Mas é lamentável ler algumas coisas que encontramos por aí.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Uma poetisa que admiro muito: Bartyra Soares, acadêmica da Academia Pernambucana de Letras.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Creio que é ver seu livro nas mãos de alguém que não conhece.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Para os leitores, desejo que tenham tantas alegrias quanto já tive na vida lendo os mais variados livros. Para quem desejar um dia escrever um livro, sugiro que leia muito. Muito significa mais do que o normal. Isto é, se você está acostumado a ler 1 livro por mês, leia 10. Se está acostumado a ler 10, leia 20 ou 30. O maior amigo de um escritor é um livro permanente nas mãos para ler.

(Fonte para matéria – Arca Literária)

O que falaram sobre o livro no Skoob

Tom Azevedo

Coração às vezes partido, alma de poeta inteira pelos amores que se foram, pelos amores que se deixaram levar.
Alberto Valença Lima é, então, um poeta romântico, saudoso da suprema alegria de estar nos braços de amores transformados em musas ou musas transformadas em amores. Musas que fazem mais do que inspirar e que também fazem o escritor celebrar o amor.

Não só ao enamoramento o poeta dedica palavras. Há espaço para a saudade dolorosa da mãe e momentos para cantar a vida, como no trecho do poema “Um homem maduro”:

“Não vivemos na Terra para sofrer,
Só temos na história, uma missão:
Chegar ao céu, que é a perfeição.”
Tom Azevedo

Wilton Fonseca

Hoje, tive a feliz oportunidade de ler poesias de Alberto Valença Lima, poeta de Pernambuco. Ele honra o nome de um outro Valença, também pernambucano talentoso, o Alceu. Alberto respira poesia. Seus versos são naturais e dão a impressão de que as rimas fluíram naturalmente da alma em forma de poesia. Sua performance tem certa pureza selvagem, incontrolável. Daí as referências ao mar, às plantas silvestres. Na forma, mostra refinamento ao aplicar com maestria os recursos do soneto, a poesia por excelência. Espero que o poeta maduro, como ele mesmo intitula-se, tenha a oportunidade de sempre brindar-nos com a pureza de seu talento.

Wilton Fonseca

Daniela Viegas – Uma pérola incrustrada entre dois blogs

Olá, em algum dos posts antigo eu já tinha admitido meu amor pela leitura, o fato de ler praticamente de tudo um pouco e de sempre ler livros diferentes e de novos escritores tanto nacionais como internacionais. A resenha de hoje nos mostram não só o amor pela leitura, mas o amor pela escrita, pois os livros “nascem” assim, da necessidade de expressar tudo aquilo que estava em sua alma. Nosso querido Alberto (assim como eu, colaborador do blog Meu Pequeno Vicio Aqui e dono do blog Verdade de um ser Aqui  ) além de criticamente e sensível em sua visão unica da sétima arte se dedica a doce e desafiadora arte de escrever  poesias.

Sinopse:

         Coletânea de poesias de diversos autores que fazem da poesia uma forma de comunicação com o mundo. A´poesia tem uma estreita relação com a arte e, essencialmente com a beleza. Ela é, em si, a síntese de todas as demais manifestações de ordem estética ou comunicativa. Sem ela de que nos serviria a pintura, a escultura, a música, a dança?

       Alberto Valença Lima publicou em 2014 um poema de sua autoria numa antologia e, desde a infância, gostou de escrever. É poeta e escritor no Recanto das Letras e tem um blog chamado Verdades de um Ser desde 2006, onde escreve sobre literatura, cinema, música e outros assuntos do cotidiano. Nesta coletânea ele publica 15 de seus poemas e uma carta escrita para uma ex namorada. (Sinopse do Skoob)

Trechos do livro:

“Estes versos,  hoje tão tristonhos,
se mancham de alegria na janela,
a molhar a camisa, que nos sonhos,
chegam iluminando com vela.”

(página 20, Saudades de você, Alberto Valença Lima)

Esse livro é um projeto, onde vários escritores tem quinze poemas publicados cada um. O livro não segue um tema, mas, apesar de não ter um “tema” estabelecido, todos os autores escreveram um ou mais poemas que falam de saudades. Os estilos de escritas, de emoções são únicos para cada autor, todos os poemas tem o nome do escritor embaixo. O livro é cheio de ilustrações simples que rementem a natureza, a simplicidade da vida, porém cheia de beleza, assim como as poesias do livro, que são belas, sonoras e presente no nosso dia a dia, nas situações vividas por todos nós.

      Alguns dos poemas que mais gostei são os mais sonoro, com a estrutura mais “clássica” (com os versos com a terminação de palavras iguais) da poesia,  sonetos ( com quatro estrofes duas com quatro versos e duas com três versos):  Pela minha janela hoje, Versos na surdina, Para minha mãe e Soneto da saudade, Saudades de você,  Pequena carta para Ray Charles, Flores, Um samba de amor, O que sou?  Toxina sinistra, Pardalzinho do telhado, Para a alma não existe disfarce e Cura-me.

        Enfim, é um bom livro. Uma leitura rápida, porém cheia de conteúdo,  pois cada poema é um universo, uma situação, uma ação diferente, de cada escritor, que usou de sua experiencia, e extraiu de sua vida, arte da poesia, onde transformou o sentimento, na mais pura arte. É transformar uma carta, uma mensagem em poema, nos deixando assim, a ideia ( a certeza) de que a vida e a poesia estão lado a lado.

       Eu espero que vocês tenham gostado da resenha, leiam o livro, que foi escrito com muito carinho, e se também gostam de poesia,  me deem sugestões de livros e de poetas. É sempre bom conhecer novos escritores e livros.

Por Daniela Viegas

Página do blog Somos todos poeira estelar

Página do blog Meu pequeno vício

O livro pode ser adquirido diretamente com o autor no seu site oficial ou através de contato nas redes sociais a seguir.

Site oficial do autor

Página do livro no Facebook

Página do livro no Skoob

O autor está fazendo uma promoção que pode ser conferida no seu site oficial. Acesse-a no link acima e clique na guia Promoção para conhecer detalhes.

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Um ano bom – Ana Faria [Livro]

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Um ano bom – Ana Faria

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O livro de estreia de Ana Faria é apresentado em 35 capítulos que se desenrolam em uma narrativa quase perfeita. A autora consegue oferecer ao leitor através de Um ano bom uma oportunidade de refletir sobre vários temas que são abordados ao longo da história de Christopher (Chris) e Clara.

A narrativa é feita na terceira pessoa e, dentre outros, são explorados, com muita propriedade e seriedade, os seguintes temas: bullying, gravidez prematura e indesejada entre adolescentes, educação religiosa, respeito ao próximo, namoro, a formatura do 2ºgrau, a escolha de profissão, a relação entre pais e filhos, a separação dos pais.

Os personagens

Os personagens principais são Christopher e Clara. Alem destes, há ainda alguns outros que merecem destaque como Augusto, o pai de Clara, Lilian, a mãe de Chris, Jéssica, uma das colegas de Chris e Clara na escola, Tiago também aluno da mesma classe dos principais personagens, Ariana, vizinha de Clara e Juliana, mãe de Clara. Alem de outros menos significativos e que não iremos falar sobre eles. A seguir, farei uma pequena análise (resumo) de cada um desses personagens.

Christopher (Chris) é o rapaz mais bonito da escola, atleta e cobiçado por todas as garotas. Sempre cercado de amigos, tinha boa relação com os professores e, apesar de não ser um aluno exemplar, de destaque, conseguia quase sempre manter-se na média e, quando a nota baixava, sempre conseguia se recuperar. Apesar deste sucesso e alto índice de popularidade, ele não era arrogante, ao contrário de seus colegas. Fica interessado em Clara e se empenha em se aproximar dela.

Clara era uma moça de 17 anos que estava chegando na classe de Chris pela primeira vez, no ano em que cursavam o último ano do Ensino Médio. Ao contrário dos demais, que estudavam juntos desde a sexta série do Ensino Fundamental, Viera transferida de outra escola de onde fora expulsa por causa de uma briga com outra garota que vivia atormentando-a por inveja ou despeito. Na briga, Clara quebrara o braço da colega que deu queixa na polícia e tiveram, ela e o pai, que comparecer na delegacia. Era uma menina despojada e excêntrica, com cabelos pintados de vermelho e roupas fora dos padrões. Apaixona-se por Chris logo que o vê mas, fica resistindo a admitir isso com medo de machucar-se.

Augusto é o pai de Clara. Um homem atormentado e triste, que sofria desde que a esposa e mãe de Clara os abandonara, deixando apenas um bilhete quando Clara ainda era uma menina de cinco anos. Desde então não dera mais nenhuma notícia.

Juliana era a mãe de Clara, de quem o leitor só toma conhecimento de sua existência pelo fato narrado anteriormente e, até a quarta parte final do livro, permanece ausente da narrativa. Só nesta parte final é que o leitor será apresentado a ela.

Ariana é a melhor amiga de Clara e também sua vizinha. Tem um maior equilíbrio e representa o lado correto e mais bem comportado dos jovens.

Tiago é o melhor amigo de Chris e também seu colega de classe. Vai desempenhar um papel mais importante na parte final do livro quando engravida uma menina e se desespera diante da possibilidade se ser pai. E neste ponto Chris o ajudará muito como amigo.

Jéssica é a menina mais bonita da escola e estuda na mesma classe de Chris de quem já foi namorada por um tempo e nutre esperanças de uma renovação. Terá um papel decisivo na história pois será a responsável pelo tormento de Clara na nova escola, implicando com ela e tudo fazendo para desestabilizá-la. Clara reúne forças e paciência para cumprir o que prometera ao pai de não brigar mais no novo colégio.  Jéssica lidera uma turma de patricinhas como ela, que a idolatram e a seguem como se fossem suas súditas.

Lilian é a mãe de Chris que vive sozinha junto com Chris e o irmão desde a morte do marido. Não tem grande participação na história além de uma conversa com Clara e com o filho.

Todos os personagens são muito bem construídos e elaborados pela autora que deve ter feito uma boa pesquisa para realizar um trabalho tão bem feito.

Dados bibliográficos

Título – Um ano bom
Autora – Ana Faria
Editora – Ases da literatura
Páginas – 231
Ano de publicação – 2014
ISBN – 9788541303941
Revisão – Marcia Dias
Diagramação – Isabelle Martins
Capa – Rebeca Prado

A história de Clara e Chris se desenvolve, como já foi dito, em 35 capítulos, distribuídos em 131 páginas. A grande maioria deles é muito curto, isto é, duas ou três páginas apenas. Após o capítulo final a autora oferece um roteiro de estudos, que pode ser usado não só por alunos cujos professores adotem este livro como literatura complementar para suas aulas de literatura, como também por qualquer outro leitor que queira explorar melhor a leitura realizada. Tudo isso, além de uma página dedicada aos dados da editora e dos contatos da autora.

A autora Ana Faria

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Ana Faria é geógrafa e professora que se aventurou na arte de escrever, realizando um desejo que tinha desde pequena que era fazer a diferença na vida das pessoas. Este é o seu livro de estreia mas ela já  publicou um outro livro intitulado Um amor de muitos verões. Ela também é confeiteira e adora cinema e leitura. É mineira de Belo Horizonte aonde mora.

Já escreveu poemas, contos e romances. No livro ela apresenta um de seus poemas através de Clara. Também gosta de esmaltes, viagens e teologia. Está publicando semanalmente um novo capítulo de seu novo livro intitulado Um romance inapropriado.

A autora pode ser encontrada em um dos links a seguir.

Ana Faria

Minha opinião

Há muito tempo não leio um livro quase de um só fôlego como aconteceu com este. Só não o li num só dia por absoluta falta de tempo motivado por diversos outros afazeres e obrigações mas, a leitura foi feita em apenas cinco dias. Isso é inédito desde que li O advogado de John Grisham. Nem mesmo Versilêncios, que era um livro de poemas e fininho, não li de um só fôlego.

A autora conseguiu escrever um romance muito bem estruturado e com personagens cuidadosamente construídos. Os cenários são descritos com exatidão e detalhes, lembrando Graciliano Ramos, com sua perfeição descritiva em Vidas Secas que é citado no livro embora não seja mencionado o título. No Skoob, assim me manifestei no histórico de leitura:

“Um livro que tinha tudo pra ser perfeito mas, infelizmente, peca por um defeito muito grave: As letras além de minúsculas, são muito empilhadas umas sobre as outras. Isso prejudica imensamente a leitura além de causar uma aversão ao início dela. Lutei contra esta aversão e estou me deliciando com a riqueza empresatada pela autora aos seus personagens que lembra, em muitos casos, o próprio Graciliano Ramos por ela citado na descrição dos cenários de personagens.”  Nota: 4 (Ao final da página 43)

“Este livro realmente me surpreendeu. Ele é quase perfeito. Só não leva as 5 estrelinhas por duas razões: algumas poucas falhas na revisão e a diagramação muito ruim, com letras muito pequenas e linhas muito próximas uma da outra dificultando muito a leitura. No mais, ele é magnífico.. Uma narrativa ágil e cativante, personagens e cenários muito bem descritos, personagens muito bem caracterizados, bem explorados e sem se tornarem supérfluos nem cansativos. É um livro que recomendo a qualquer pessoa principalmente àquelas que gostem de romances.”  Nota: 4 (Ao final da página 170 quatro dias depois)

“Fazia tempo que não lia um livro quase de um só fôlego. Um ano bom foi, como já falei, uma grata surpresa mas, ao mesmo tempo, uma pequena decepção pois, tinha quase certeza de que, ao finalizá-lo, aumentaria para cinco estrelas a minha cotação, apesar das pequenas falhas já apontadas. Infelizmente, isso não aconteceu. Alem de pecar novamente na revisão em dois outros trechos, de fazer citações inadequadas e incorretas, a autora se perde um pouco na parte final do livro. A partir do capítulo 26 ocorre uma reviravolta meio mágica na narrativa e isto macula de forma lamentável o desenrolar da história que vinha sendo tão maravilhosamente bem conduzida. Embora isso tenha me impedido de dar as cinco estrelinhas para o livro, ele não deixa de ser uma grata surpresa e merece as 4 estrelinhas. A autora consegue, ao menos até a página 173 causar uma excelente impressão, ou seja, é pelo menos 3/4 do livro. A quarta parte final deixa um pouco a desejar mas, ainda assim, é bem explorada e os temas abordados são de grande relevância como bullying gravidez em adolescentes, separação dos pais, criação de filhos, amizades, ética, comportamento de adolescentes e alguns outros. Todos temas de muita importância, principalmente para adolescentes. Uma leitura maravilhosa!”  Nota: 4 (Ao concluir a leitura no dia seguinte)

Mereceu então quatro estrelinhas.4-estrelas-red

 

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Agradeço a Ana pelo livro e pela parceria.

Guardarei com carinho este livro com dedicatória.

(Para ampliar, clique na foto)

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Diário de uma paixão – Nicholas Sparks [Livro]

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Nicholas Sparks e seu Diário de uma paixão

Neste quarto livro de Nicholas Sparks ele finalmente alcança o buscado sucesso. Os dois primeiros não foram publicados e o terceiro teve apenas pouca aceitação. Diário de uma paixão é baseado na história dos avós da esposa de Sparks e é o livro que o tornou conhecido e best seller do New York Times.

diario de uma paixão livro

Capítulos de Diário de uma paixão

O livro é dividido em 12 capítulos a saber: Milagres, Fantasmas, Reunião, Telefonemas, Caiaques e sonhos esquecidos, Águas que se movem, Cisnes e tempestades, Tribunais, Uma visita inesperada, Caminhhos cruzados, uma carta de outrora, Inverno, e mais 4 capitulos adicionais e que o enriquecem. São eles: Perguntas pafra discussão, Autor, O que dizem, Um amor para recordar.

Dados bibliográficos

Título do livro – Diário de uma paixão
Autor – Nicholas Sparks
Tradução: Renato Marques de Oliveira
Editora – Novo Conceito
Local de publicação – São Paulo
Ano da edição – 2010
Esta edição – 19ª impressão (2014)
Número de páginas – 256
ISBN – 928.85.63219-20-6

Narração:

O livro é narrado ora na primeira pessoa, ora na terceira. Noah, o personagem principal, conta sua história para Allie, sua esposa que se encontra com Mal de Alzheimer em estado avançado internada num hospital. Todos os dias Noah vai ao hospital para ler para ela um tracho do diário que escrevera sobre a vida dos dois. Ela não sabe que aquela história é sobre ela nem muito menos que Noah é o seu marido.

Enredo

Noah e Allie eram dois adolescentes que se apaixonaram após um romance de verão mas, Noah era pobre e Allie era rica. Isso fez a família de Allie afastar os dois e, embora Noah tenha escrito 365 cartas para Allie, uma a cada dia após a separação dos dois, Allie nunca recebeu nenhuma pois a mãe as interceptava. Noah terminou desistindo do seu amor embora nunca tenha esquecido Allie. Foi para guerra e, ao voltar, recebeu de herança de um ex-patrão uma casa em ruínas que ele gostava muito. Restaurou a casa toda e passou a morar nela. Durante quatorze anos nunca mais ouviu falar de Allie até que um dia, ela já noiva, com o casamento marcado para a semna seguinte, viu num jornal local uma notícia sobre Noah que havia restaurado a casa em ruínas. Ela vai lhe fazer uma visita e o amor adormecido dos dois renasce. Ela descobre que Noah lhe havia escrito as 365 cartas e Noah descobre que ela não recebera nenhuma. Os dois vivem uma noite de amor e ela volta para casa indo ao encontro do noivo.

O leitor não fica sabendo o que acontece pois, é inserida na narrativa uma nova história com Noah já idoso, lendo para Allie que estava internada num hospital, seu diário do amor entre eles. Ela com Alzheimer não sabe que aquilo que Noah está narrando era a história da vida dela. Tomamos então conhecimento de que eles haviam se casado mas, não sabemos o que aconteceu naquele dia em que ela foi ao encontro do noivo. Isto é, não ficamos sabendo se ela se casara com o noivo e depois se separaram ou se ela não chega a se casar com ele. E este mistério perdura até perto do final do livro.

Minha opinião

Trata-se de um belo romance com diálogos muito bem escritos e marcantes. Alguns muito bonitos.O filme é bem melhor que o livro. Não sei se digo isso por ter assistido ao filme primeiro mas, o fato é que a narrativa do livro é meio cansativa, repetitiva. Transcrevo abaixo meu histórico de leitura no Skoob. Mereceu três estrelinhas. estrelasred

17/02/2015 – 8% – p. 19
Ainda muito no começo para avaliar alguma coisa mas, até o momento, estou gostando.” Nota: 3
24/09/2015 – 26% – p.68
“Por enquanto ainda não estou empolgado com o livro. É meio que… digamos, previsível.” Nota: 3
10/04/2016 – 67% – p.161
“A história se arrasta em um ritmo meio cansativo. Tem algumas coisas boas mas o estilo do autor não me agrada.” Nota: 2
13/05/2016 – 83% – p. 202
“Quanto mais se vai chegando no final, mais chato vai ficando o livro. E a doença dela e dele são coisas que não são bem exploradas pelo autor.” Nota: 2
17/05/2016- 100% – p. 242
“No final o autor consegue recuperar a beleza do início da história e agradar um pouco mais. É um bom livro apesar dos momentos muito chatos no decorrer da história.” Nota: 3
Note que, ao longo de quase todo o livro, a leitura foi para mim desagradável. O estilo do autor realmente não me agrada, apesar de ele conseguir escrever belos diálogos.

Nicholas Sparks

Nicholas Sparks nasceu em Nebraska em dezembro de 1965, na véspera do ano novo de 1966. Seu pai era garçom e, como tal, viviam com certa dificuldade mas, ele não poupou recursos para dar à esposa, um bom hospital e o melhor obstetra de Omaha, cidade de Nebraska onde Nicholas nasceu.

Nicholas Sparks

Aos 3 anos foi morar com a família em Los Angeles, onde o pai foi fazer doutorado. Aos 8 anos mudou-se novamente para Nebraska, na cidade de Grand Island com a mãe e seus irmãos. No ano seguinte, mudaram-se todos para CaliforniaEstudou na Universidade de Minesota mas, passou lá apenas 2 anos.

Livros do autor

Seu primeiro romance, A passagem, nunca foi publicado. Na escola ele foi atleta tendo batido alguns records, o que lhe rendeu uma bolsa de estudos integral para universidade. Em julho de 1989 casou-se com Cathy Cote, garota que conhecera há um ano enquanto gozava as férias da primavera e com quem permaneceu casado por 25 anos, tendo anunciado o rompimento em 2015 Seu segundo livro, Os assassinos reais, também nunca foi publicado. Seu terceiro livro, Wokini, foi publicado em 1990 por uma pequena editora de Sacramento, California e, posteriormente, republicado pela Radom House em 1994, quando finalmente alcançou o sucesso.

Livro Diário de uma paixão

Em 1995 ele concluia o seu quarto livro e o segundo a ser publicado – Diário de uma paixão.  Foi um sucesso estrondoso, tendo na primeira semana do lançamento entrado na lista dos Best Selleres da New York Times.  Dez anos depois ele eera adaptado para o cinema por Jan Sardi, com roteiro de Jeremy Leven e dirigido por Nick Cassavetes, já tendo sido comentado aqui neste blog. Para ler os comentários sobre o filme, clique aqui. Inclusive você pode assistir à versão dublada online aqui no blog no link acima.

Em 2012, foi lançado  um filme indiano – Zindagi Tere Naam – também baseado no livro Diário de uma paixão.

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Poesia – Palavra é Arte- Alberto Valença Lima e outros [Livro]

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Poesia – Palavra é Arte, Alberto Valença Lima e outros, Palavra é Arte, SP, 160p.
ISBN – 978-85-68593-06-6

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O autor nos oferece, nas páginas desta coletânea, um dos aspectos do seu ser, cheio de riquezas através de uma impecável correção gramatical, 15 dos seus poemas de uma obra já bem vasta publicada neste blog Verdades de um Ser e também no sítio Recanto das Letras.

Em quase todos esses 15 poemas, ele expõe sua tristeza, que é patente neste excerto. Desde a primeira – Retalhos de vidro atrás da porta à esquerda, até a penúltima – Soneto da saudade, encontramos vestígios desta tristeza impregnados nos seus versos.

Em Retalhos de vidro…, por exemplo, ele escreve na última estrofe:

“Agora, o mar é só e chora em vagas.
O mar e eu, o verde, a praia triste.
Terra molhada, sem paz, não tenho plagas.
Estou vazio, a praia só, e tu, partiste!”

Note que a tristeza está em todos os versos, em todas as imagens, em todo o seu ser! O mar “chora em vagas”, “a praia triste”, “sem paz, não tenho plagas”, “estou vazio”. Tudo remete a um sentimento de falta, de desolação, de tristeza.

Isso não faz de seus versos terem pouca beleza. Nos versos citados mesmo, encontramos Continue lendo

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O Mestre da Vida – Augusto Cury [Livro]

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Com um prefácio do próprio autor, Augusto Cury inicia o terceiro volume da série sobre o Mestre dos Mestres – Jesus. Neste volume ele analisa a vida de Cristo desde as causas de seu julgamento até o momento em que Ele deixa a casa de Pilatos para iniciar seu suplício, já sentenciado, carregando uma cruz rumo ao Gólgota.

O Mestre da vida, Augusto Cury,  Sextante, RJ, 2012, 139p.

“É um livro meio repetitivo. E olhe que é o primeiro que leio da coleção que são cinco livros. Tenho todos eles mas comecei pelo terceiro.” Foi assim que registrei minha primeira impressão do livro no Skoob.

Enumero a seguir os cinco livros da coleção Análise da inteligência de Cristo.

  • O Mestre dos mestres
  • O Mestre da sensibilidade
  • O Mestre da vida
  • O Mestre do amor
  • O Mestre inesquecível

O Mestre da vida, Augusto Cury, RJ, Sextante, 2012, 144p.

O que é impressionante são os artifícios que o autor utiliza para dizer a mesma coisa em 20, 30 páginas diferentes. E isso termina cansando porque você vê que a coisa não sai do lugar. É como uma ladainha repetitiva, andando em círculos. A certa altura da leitura, escrevi o seguinte no Skoob:

“Não sei se vou aguentar ler até o final. Tá valendo mais pela capacidade de o autor escrever a mesma coisa de mil maneiras diferentes em cada página do que pelo conteúdo.”

“É quase inacreditável que alguém possa escrever tantas páginas sobre um mesmo tema sem repetir as mesmas palavras ou o mesmo assunto. Nisso Augusto Cury é genial embora o livro seja muito chato.”

Mas não gosto de abandonar livros sem concluir a leitura. Mesmo ruim, costumo  ler até o final pois, pode em algum momento mudar, surprender. O livro fala sobre o que aconteceu com Jesus entre a sua prisão e a sua condenação à morte, passando por todos os acontecimentos durante o seu julgamento.

Perto do final, ou melhor, no final da segunda terça parte do livro, eu comecei a mudar de opinião e acreditei que iria melhorar a leitura. Ledo engano. No início da última terça parte assim escrevi no Skoob:

“Até que estava melhorando por algumas colocações do autor sobre Jesus mas, a partir de determinado ponto (p. 106) quando o autor resolve provar a existência de Deus, ele perde completamente a noção de bom-senso. Lamentavelmente, envereda pelo caminho da tentativa de provar uma tese usando argumentos totalmente estapafúrdios, sem nenhum fundamento ou sustentação. Não estou dizendo com isso que não acredito em Deus ou que não se pode provar a sua existência. Refiro-me, exclusivamente, à forma como o autor resolveu provar a existência de Deus. Seus argumentos são totalmente insustentáveis. A lógica usada é pueril. Não vou entrar em pormenores aqui pois foge ao objetivo do texto mas, foi lamentável o que encontrei. Pensei seriamente em baixar a cotação para 1 mas, apesar de tudo, o livro tem alguns valores. Poucos, mas tem. Não recomendo sua leitura.”

Augusto Cury é um brasileiro, médico, psiquiatra, psicanalista, psicoterapeuta, professor e escritor além de conferencista. Nascido em outubro de 1958. Criou a Teoria da Inteligência Multifocal. Já publicou perto de 50 livros sendo um dos autores brasieiros mais lidos da atualidade. “Já vendeu mais de 25 milhões de exemplares só no Brasil, tendo seus livros sido  publicados em mais de 70 países” segundo a Wikipédia. De acordo com a Folha de São Paulo e pela revista Isto é, “foi o escritor mais lido na última década no Brasil.” (2000/2010)

Seus livros mais conhecidos são: Pais brilhantes, professores fascinantes (2003), Nunca desista de seus sonhos (2004) e os cinco livros da Coleção Análise da Inteligência de Cristo (2006).

Mereceu duas estrelinhas2-estrelas-red

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Memória de minhas putas tristes – Gabriel Garcia Marquez [Livro]

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Memória de minhas putas tristes

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O livro foi escrito por Gabriel Garcia Marquez antes de completar 90 anos, sendo portanto, uma ficção, pois fala de um jornalista que acabara de completar aquela idade e, é uma verdadeira preciosidade. A despeito de já ter lido Cem anos de solidão, e da fama de Garcia Marquez, conhecia muito pouco sobre o autor até ler este livro que é um tesouro para você guardar com cuidado. O autor nos oferece com um raro bom-humor, situações emocionantes e reveladoras de sua personalidade, embora o livro seja uma ficção.

Memória de minhas putas tristes – Gabriel Garcia Marquez, Trad. Eric Nepomuceno, 25ª ed. RJ, Record, 2014, 128p.

Memória de minhas putas tristes

Para o aniversário de 90 anos do autor, ele resolve que merecia transar com uma virgem. Encomenda então uma moça dessas, à dona de um bordel que ele costumava frequentar. No dia do aniversário ele sai todo arrumado para o bordel. Lá chegando, encontra a moça nua, deitada na cama e dormindo. A dona do bordel diz a ele que era melhor deixá-la dormir um pouco, pois assim, ela relaxaria. Ele então passa um tempão admirando aquele corpo na sua frente. A descrição das coisas é o ponto alto do livro. Apesar de ainda estar muito no começo, quando escrevi o texto acima para dar uma opinião mais segura sobre o livro mas, parecia ser um livro muito interessante. Ao longo da leitura fui gravando impressões no Skoob e, a seguir, transcrevo o que registrei por lá.

“Que delícia de leitura! Difícil alguém chegar aos 90 anos. Mais ainda, chegar a esta idade com o espírito jovem, a pureza e exuberância da juventude. Que ser humano fantástico! Nem gostava tanto assim de Garcia Marquez mas, depois dessa leitura vou procurar ler outros livros dele alem do clássico Cem anos de solidão que já li.”

“E de repente, um texto que aparentava apresentar uma história de depravação, transformou-se numa sublime declaração de amor. Belo!”

“Acabei de ler este livro que me surpreendeu. Recomendo a todos sua leitura. O que mais me deixou encantado foi a personalidade do autor exposta entre uma página e outra de revelações e declarações de amor. Recomendo. Nota – 4”

Gabriel Garcia Marquez

O autor nasceu em Aracataca, Colômbia em 6 de março de 1927 e faleceu na Cidade do México em 17 de abril de 2014 de pneumonia. Foi escritor, jornalista, editor, ativista e político. Trabalhou também como diretor de cinema. Recebeu em 1982 o Prêmio Nobel de Literatura pelo conjunto de sua obra e foi também agraciado 10 anos antes, com o Prêmio Internacional Neusdadt de Literatura. É considerado um dos melhores autores do século XX tendo mais de 40 milhões de livros vendidos no mundo todo, traduzido em 36 idiomas.

Tinha 10 irmãos e foi criado por seus avós maternos pois, quando ele tinha dois anos, seus pais se mudaram para Barranquilla, no extremo norte do país e ele ficou em Aracataca com os avós. Seu avô era um veterano da Guerra dos Mil Dias e encantava o garoto com suas histórias e, juntamente com a esposa, influenciaram muito a vida de Garcia Marquez como se pode comprovar em Cem anos de solidão, o livro mais famoso do autor.

Aos oito anos, com a morte do avô, mudou-se para junto dos pais. Estudou Direito e Ciências Políticas na Universidade Nacional da Colômbia mas não concluiu. Como jornalista trabalhou no jornal El Universal e no El Heraldo como repórter. Tinhas fortes ligações com Fidel Castro, o que lhe custou perseguições pela CIA enquanto estava em Nova Iorque em 1961.

Dentre os seus mais de 30 livros publicados, destacam-se Cem anos de solidão (1967), O amor nos tempos do cólera (1985), Relato de um náufrago (1995 embora tenha sido publicado pela primeira vez em 1955 pelo jornal El Espectador), O general em seu labirinto (1989) e Memória de minhas putas tristes (2004).

O livro mereceu quatro estrelinhas.4-estrelas-red

Obs. Existe também um filme homônimo dirigido por Henning Carlsem com Emilio Echevarria e Angela Molina de 2011. Em breve este filme será disponibilizado aqui no blog para você ver online. Aguarde.

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O resgate de Maria Metálica – Lorena Rocque [Livro]

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Lorena Rocque oferece, em 27 capítulos, uma história cheia de emoções e perigos vividos por uma bruxa do bem, uma das mais antigas da Terra e conhecedora de muitas magias. O resgate de Maria Metálica conta a “história de Maria Quitéria, que é uma bruxa do bem,  enviada às profundezas da Terra, para resgatar uma prisioneira muito especial e poderosa – Maria Metálica”, uma menina oriunda do planeta Marte. Ela se encontrava no castelo de um mago do lado negro da Força há muitos anos, e era chegada a hora de sua libertação. O leitor fará uma viagem ao submundo do mal, onde conhecerá as artimanhas dos que lutam do lado negro da Força e os desafios vividos pelas personagens nas diversas cidades que constituem este submundo. Também verá como agem as forças do bem.

Obs. Os textos em itálico no parágrafo acima são citações do resumo fornecido pela autora.

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Dados bibliográficos:

O resgate de Maria Metálica, Lorena Rocque, Coleção Viagens na ficção, Chiado Editora, Lisboa, Portugal, 2014, 154p.

  • ISBN:  9895113544

O livro se constitui de 27 capítulos, nos quais Lorena oferece ao leitor uma verdadeira viagem às profundezas da Terra.

O livro é agradável mas é muito bobinho. Não sabendo ainda no início da leitura o objetivo da autora assim escrevi no histórico de leitura do Skoob: uma coisa há que se destacar neste livro: a quantidade de termos de magia que a autora lança mão é surpreendente. Isso é o lado positivo mas, infelizmente, tem também o lado negativo. Há algumas palavras usadas sem significado algum. Se fossem substituídias por outra semelhante mas que daria sentido à frase, tudo ficaria bem, dando a entender que a autora desconhece o significado daquela palavra usada e que, gostaria de ter usado a outra semelhante mas com um significado completamente diferente. Por exemplo: Na frase “(…) inúmeros pós mágicos para mobilizar e neutralizar mentalmente seus adversários.” Creio que a autora quis usar a palavra imobilizar ao invés de mobilizar pois, se os pós mágicos fossem mobilizar os adversários, eles ficariam mais perigosos. Mobilizar significa por em ação, movimentar-se em prol de uma atividade, por em circulação. Evidentemente, não é isso que  a bruxa deseja fazer com seus inimigos mas sim, imobilizá-los, o que significa torná-los imóveis, estáticos, sem ação. E como esta, existem várias outras palavras aplicadas inadequadamente o que, de certa forma, prejudica um pouco o livro.

Maria Metálica é uma menina que, até cerca de metade do livro, ainda não foi desvendado seu verdadeiro papel na história. Ela está presa por um mago do mal num castelo cheio de defesas. Ele pretende sacrificá-la numa missa, cuja finalidade ainda não se sabe, nesta altura da história.

Maria Qutéria é uma bruxa do bem que tem a missão de libertar a menina pois ela tem um importante papel na história da humanidade. Para isso, há a inclusão de outros personagens como bruxas do mal e do bem, elfos, e a velha e conhecida luta do bem contra o mal. A história passa a se tornar interessante depois da metade do livro e a leitura é ´fácil, embora já comecem a aparecer também, várias falhas de revisão.

O livro só começa a ficar um pouco mais interessante na sua terça parte final, com a proximidade do resgate de Maria Metálica. Uma coisa que achei negativa no livro é o próprio título pois, não há suspense algum, uma vez que se sabe que a menina será resgatada.

Maria Mestalica-tatuagem

Lorena é natural do Estado de São Paulo mas, atualmente mora no Rio de Janeiro.  Atua como radiestesista e cromoterapêuta desde 1999. Este é o seu livro de estréia e, em 2015, publicou o segundo livro da série intitulado O retorno de Maria Metálica que, em breve, farei também aqui comentários sobre ele. O terceiro livro da trilogia ainda está por vir e não sabemos ainda o título deste último volume da trilogia Maria Metálica. O que podemos informar é que em breve virá um livro desvinculado desta trilogia – Meu doce golpista – romance que está em vias de ser lançado.

Por ocasião do lançamento do livro Lorena fez uma tatuagem na mão/braço, como vocês podem ver na foto acima. O próximo livro tem a capa conforme a foto abaixo.

volume2 - Maria Metalica

Para contato com a autora há vários canais. A própria página do livro, cujo link disponibilizo abaixo, o Facebook da autora cujo link também disponibilizo e ainda um blog do livro ou o Twitter da autora. O livro também pode ser encontrado na Livraria Cultura.

É um bom livro mas peca pelos erros de revisão. Mereceu 3 estrelinhas.

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