Arquivos da categoria: Verdades de meu ser [Textos autorais]

UMA GOTINHA DE SOL

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Hoje quero compartilhar um texto que escrevi há muito tempo. Devia ter uns 20 anos ou menos. Para que entendam o seu conteúdo, preciso fazer uma rápida ambientação e falar sobre o que aconteceu antes. Estava noivo e este noivado acabou deixando-me completamente arrasado. Passei nove meses em estado de completo aniquilamento até que depois desse tempo, resolvi escrever o texto a seguir que foi lido em público numa igreja (Igreja dos Salesianos, Recife – PE) para mais de 200 pessoas durante uma missa dominical. Leiam então o que escrevi. Espero que gostem. Peço que deixem suas opiniões sobre o texto nos comentários.

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Uma gotinha de sol

Depois de tanto tempo ausente, meu amigo Cristo, por motivos que bem sabes quais foram, volto para falar contigo e, tenho um presente a dar-te: a perda de um amor que sofri (e sofri muito, tu bem o sabes) e a minha vitória.  Por isto, passei tanto tempo longe de ti, sem te procurar. Tinha vergonha de mostrar-me tão fraco, sabendo da tua superioridade. E eu não queria ter-te por amigo para que fosses mostrar-me que eu jamais poderia chegar a amar como tu. E, embora sabendo que tu não farias isto, não quis arriscar-me. Hoje eu volto pra te contar a história, pois já consegui superar a decepção, a derrota! Não voltaria aqui, se não fosse assim. Foi aqui que te encontrei pela primeira vez e, foi aqui, que me deste, pela primeira vez, a maior sensação de calor humano que já senti. Não poderia voltar, caso não pudesse eu também, transmitir esse calor para os outros. E eu não poderia, se não estivesse amando a alguém, que trás, como uma estrela, o eco das nebulosas de volta para mim e, como uma rapozinha, devolve-me as coisas que são essenciais e ensina-me novamente a “ver as coisas que são invisíveis para os olhos mas, que se vê bem, quando se olha com o coração.” Continue lendo

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Café com poesia [Texto autoral]

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Olá, tenho tido pouco tempo para atualizar o blog. Alguns de meus compromissos com vocês eu tenho relaxado. Como por exemplo, os filmes que deveriam estar sendo postados nas sextas feiras. Peço desculpas por isso e vou procurar não falhar tanto.

Hoje quero dividir com você uma espécie de repente, ou como alguns falam, desafio de que participei num site de poesias. Foi muito interessante pois, ao postar lá uma poesia que tinha feito e publicado no Recanto das Letras e que nunca rendeu mais que alguns comentários, de repente, virou um desafio, um dueto que aqui reparto com você.

CAFE COM POESIA

Inicialmente, republiquei na Casa dos Poetas, uma de minhas poesias já publicadas no RL. Uma poetisa da casa, Edith Lobato, resolveu responder ao convite com  outra poesia. Aí ficou assim.

Convite pra um café

Onde tu moras querida?
A ti quero conhecer
um café, vai na saída
só terei muito prazer.

E a todos os demais,
que me visitar vierem,
sejam muito bem-vindos,
puxe a cadeira e espere.

Um café será servido,
e meus poemas e textos,
podem ler, eu vos convido
seus comentários deixados

são todos muito bem quistos
embora o convite fosse
para uma garota que quero.

Versos de Alberto Valença

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Edith então respondeu com o seguinte poema.

Resposta ao convite

O prazer é todo meu
Querido Alberto Valença
Respondo o convite seu,
com minha doce presença.

Cheguei e já sinto o cheiro,
do café que o verso exala,
por toda essa grande sala;
vou me apresentar primeiro.

Sou natural do Pará,
Nascida em Fortaleza.
Há muito saí de lá
Deixando o que me prendia.

Meu pai, minha mãe, irmãos,
a paz onde me criei.
Levando nas minhas mãos,
os sonhos que inventei.

Poeta, eu sofri demais!
Nem sabes o que passei,
mas como sou pertinaz
no estudo me debrucei.

O sonho de ser doutora,
tão cedo me abandonou,
Eu, hoje, sou professora,
o amor que me encantou.

Obrigada e até mais ler,
os versos de tua lavra,
pra mim será um prazer,
senti palavra a palavra.

Edith Lobato 03/01/15

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Clique na imagem para ampliá-la

Eu, não satisfeito, fiz uma réplica para o poema da Edith. Vejam como ficou.

Réplica à resposta de Edith

Edith Lobato quisera,
saber como tu, esse belo versejar;
me inebria qual doce quimera,
e me acolhe; que mais posso almejar?

Tens por sobrenome um mito
um dos maiores do Brasil,
isso te distingue no rito,
do café que te ofereço sutil.

Minha agradável paraense,
por não te conhecer ainda,
crio um certo suspense,
colocando-te na berlinda.

Professora tão sofredora
vamos logo nos assentar
E talvez até uma cantora
Poderemos também convidar.

Para cantar esses teus versos,
com melodia, estrelas e luar
Não admitiremos encontros adversos
Fico feliz por te agradar.

Versos de Alberto Valença 03/01/2015

Ela, mais uma vez, respondeu ao meu poema com outro em uma tréplica. Depois, um dos participantes da casa reuniu os quatro poemas em uma só imagem e ficou como mostrado abaixo.

Resposta à réplica de Alberto Valença

Querido Alberto Valença
escuta o que eu vou te contar,
assim eu te peço licença,
pra teu verso treplicar.

Nasci na floresta grandiosa,
ao som do sussurro das águas.
Saci, tucuxi, boto rosa,
conheço igual minhas mágoas.

O canto que soa na mata
é grande mistério divino,
parece que soa até sino,
no véu que adorna a cascata.

O lobo que adorna meu nome
herdei do meu grande herói
de quem a ausência consome
e a saudade, me corroí.

Na terra de pedra miúda,
o Rio Tapajós se debruça,
o ouro fez gente graúda
morrer com tiro na fuça.

Amigo poeta agradeço,
por tua gentil deferência,
tu tens o meu grande apreço,
respeito tua experiência.

Edith Lobato – 03/01/16

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Ser mãe – poema em homenagem às mães [Texto autoral]

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Poesia Ser Mãe – Autoria de Alberto Valença Lima

Ser mãe – Poema em homenagem às mães

A poesia Ser mãe, poema em homenagem às mães, de autoria de Alberto Valença Lima, o autor deste blog Verdades de um Ser dedicada à sua mãe (já falecida) no dia dedicado às mães está reproduzido a seguir. Trata-se de um soneto, estilo poético caracterizado por conter 14 versos divididos em quatro estrofes, sendo quatro versos em cada uma das duas primeiras estrofes e três versos em cada uma das duas últimas.

SER MÃE

Mulher que floresce em todas as estações
Seja outono, verão, primavera ou inverno
Ao desabrochares com um rebento materno
A alegria a todos chega e só se ouve canções;

Hoje devemos festejar, no mês de maio
O dia a ti dedicado, neste segundo domingo
Chegando tão iluminado, a tua atenção, distraio
Com muitas flores e presentes, de amor te respingo.

Também espero que tenhas, muita saúde e amor
Para teus filhos criares e sempre neste dia festejar
As pérolas que da vida recebes te deixando furtacor.

Agora vou me despedir, e deixo a ti esta flor
Que deves guardar em teu seio, e meu anseio,
É que da vida, nunca vivas como eu, alguma dor.

Versos de Alberto Valença Lima

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Carinho, é de graça [Texto autoral]

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Faz tanto tempo que aqui não chego
Que até penso que o blog sempre me mete medo
Mas pra não passar despercebido,
Deixo aqui estes versos para o aconchego

De  quem aqui chegar logo cedo.
E não vou fazer nenhum segredo
Quando os compus, nada tinha bebido
Só alegria, sorrisos e muito folguedo.

CARINHO

 

CARINHO É DE GRAÇA

Versos de Alberto Valença Lima

Carinho não se agradece, é de graça!
Não paga aluguel, venha pra praça.
Estou aqui, não faço ameaça.
Quero cantar, fazer arruaça.
Um beijo na testa, não embaraça.

Obs. – Estes versos estão registrados no setor de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional. Sua reprodução, total ou parcial, sem autorização do autor é proibida, e a violação desta limitação constitui-se em crime previsto no Código Penal no art. 184, e na Lei 9.610/98 e é passível de punição.

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O meu vestibular de 1969 – a epopéia com uma redação

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Em 3 oportunidades já mencionei o meu drama no vestibular com a redação da prova de português. Na última vez que fiz referência a este caso (30/03/16) houve uma certa repercussão e, Mi Colmán, do blog Rivotril com Coca Cola demonstrou interesse em conhecer a história. Resolvi então compartilhar com todos que aqui neste blog aportam para lerem o que escrevi. Talvez seja mesmo interessante aquela velha história que só compartilhei com algumas pessoas ao longo da minha vida. Uma foi Marlene. Marlene de Souza Vaz que morava em Valença – RJ com quem mantive correspondência por uns 4 ou 5 anos, não sei bem ao certo. Uma das cartas com mais de 25 folhas (escritas dos dois lados, na frente e no verso) foi contando minha epopeia naquele vestibular de 1969. Vai fazer 50 anos daqui a 3 anos esse episódio e ainda me lembo como se tivesse ocorrido ontem. Minha primeira opção era para Engenharia e, como segunda opção, Física. Para que melhor compreendam o ocorrido, faz-se necessárias algumas informações adicionais.

redacao-vestibular

Como era a prova de português

Naquele tempo o vestibular durava cerca de 3 meses. Havia a prova de português em dezembro que era só uma redação e, só no final de janeiro, quando saiam os resultados desta prova, que era eliminatória, era que os candidatos que tinham tirado acima da nota mínima faziam as demais provas. E não eram todas num dia só. Era apenas uma em cada dia e havia um intervalo de uns 3 ou 4 dias entre cada uma. Ou seja, o vestibular começava em dezembro e só terminava em fevereiro. E ainda tinha o tempo de espera para sair o resultado final que demorava uns 10 dias.

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Os temas da redação naquele ano

Como eu não tinha problema com redação eu não estudei nada. Simplesmente esperei o dia de fazer a prova. Como acontece sempre, havia especulações sobre os possíveis temas para aquele ano. Sempre ofereciam 3 temas para o vestibulando escolher um deles. E como em 1969 estava se completando 10 anos da criação da SUDENE (ela foi criada em 15/12/69 através de uma Lei federal), estava como certo que um dos temas seria sobre esse aniversário. E aconteceu que, muita gente, muita gente mesmo, tinha decorado a redação para transcrever na hora da prova, admitindo que um dos temas seria este. Pois bem, isso vazou e, de última hora, a Comissão Organizadora resolveu substituir o tema que realmente iria ser este, por outro. Resultado? Milhares de pessoas estavam sendo eliminadas por terem fugido ao tema da redação. Essa foi a notícia nos jornais e telejornais no dia seguinte ao da prova. O tema era, por exemplo, O papel da Universidade na formação dos brasileiros e a pessoa escrevia sobre os dez anos da SUDENE pois, era esta a redação que tinham decorado. Foi um verdadeiro caos.

 

O meu drama

Onde é que eu entro nessa história toda? Evidentemente, eu não tinha decorado redação nenhuma. O tema que escolhi foi bem diferente disto. Eu não lembro mais dos outros dois mas, o que escolhi foi A FELICIDADE ESTÁ ENTRE NÓS ou, pelo menos, era este o tema que eu julgava que estava escrito na prova. No primeiro dia depois da prova, não houve problema algum. Li a notícia de que muitos estavam sendo eliminados por causa da fuga ao tema da redação mas, não dei importância. Isso não era o meu caso. Até que, conversando com alguém, falei do tema que eu tinha escolhido. E essa pessoa disse espantado: “Mas não foi esse o tema da redação. O tema era A FELICIDADE ESTÁ EM NÓS. Eu contestei com veemência. Não, o tema era esse outro. Tenho certeza. E fui pegar o jornal onde tinham sido publicados os 3 temas para mostrar àquela pessoa o que estava afirmando. Olhe aqui fulano (não recordo mais com quem foi essa discussão). Veja você mesmo. Aqui tem ENTRE NÓS e não EM NÓS como você tá dizendo. E eu estava lendo mesmo ENTRE NÓS só que o que estava escrito era EM NÓS e não ENTRE NÓS. Aí o tal fulano me acordou do meu delírio e mostrou-me que o que estava ali no jornal era EM NÓS. Olhando melhor, constatei que ele realmente tinha razão e me desesperei. Ora, EM NÓS era uma coisa completamente diferente de ENTRE NÓS. No primeiro caso estava se dizendo que a felicidade era parte de nós, estava em nosso ser, como parte integrante dele. No outro, que tinha sido como eu tinha visto, significava que a felicidade estava ao nosso redor, os outros eram os responsáveis por ela. Se eles não existissem, a felicidade não podia ser alcançada.

Aí foram vários dias de angústia até sair o resultado da prova. Eu passei, pois acredito que, quem corrigiu a minha prova, viu que eu não tinha escrito aquilo por ter decorado uma dissertação para transcrever na hora. Mas vivi dias de muita tensão. Como disse, o resultado não saia de imediato. Era o mês todinho de dezembro aguardando que dezenas de milhares de redações fossem corrigidas.

Isso mostra, como o nosso subconsciente é capaz de mudar nossa percepção. Como eu acreditava naquela época que a felicidade não fazia parte de mim, eu dependia dos outros ou das circunstâncias ou de alguma coisa exterior para ser feliz, eu Vi e Li o que eu acreditava ser verdade. Eu li A felicidade está ENTRE NÓS embora estivesse escrito outra coisa ali na prova. E isso me custou muitas noites de sono.

vestibular-resultado
Bem, esta é a história da minha tormenta com a redação do vestibular de 69. Mas pensa que a minha epopeia acaba por aí? Ledo engano. Ainda tem mais 2 episódios dantescos. O primeiro com a prova de Matemática e o outro com a prova de Física. Mas, isso é assunto pra um outro capítulo. (Risos…)

Achou interessante? Deixe aí nos comentários sua opinião. Já viveu algo parecido? Conte, nos comentários, a sua experiência. Achou um besteira? Diga isso nos comentários. Participe!

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Eu e Meu Blog – Primeiro concurso cultural

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Sempre gostei de escrever e, creio que por este motivo, hoje tenho relativa facilidade para redigir qualquer coisa. Nunca tive medo de redação no vestibular. Era a única coisa que tinha certeza da ausência de problemas, embora, tenha sido justamente nela, que vivi um dos maiores dramas de minha vida. Mas, o assunto é outro então, deixe-me mudar o rumo da prosa. Devo escrever sobre meu blog mas, como iniciei dizendo, tenho relativa facilidade para escrever. Este é um dos principais fatores para o sucesso de um blog.

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A princípio escrevia meu diário. Quando tinha meus 12 ou 13 anos, influenciado pelo livro O diário de Dany que tinha lido há pouco tempo. Depois, troquei cartas com garotas de vários lugares. Escrevia muito. Algumas dessas cartas que escrevi tinham mais de 25 páginas. Na mesma época, comecei a escrever também sobre cinema. Anotava todos os filmes aos quais assistia e, posteriormente, também escrevia comentários sobre eles.

Um belo dia de 2006, lendo um blog de um jornalista, notei que podia fazer a mesma coisa, ou seja, eu mesmo escrever meus artigos. Resolvi então criar o meu blog. Pensei num nome para ele e o que me surgiu foi Verdades de um Ser, nome que desde o seu início permaneceu inalterado. Minha primeira postagem falava sobre o caos que vivia o país, bem parecido com o que existe hoje, mais de dez anos depois.

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De lá pra cá o blog só fez crescer. Em todos os aspectos. Em número de leitores, que passou de apenas sete para hoje mais de quinhentos, cresceu também em termos de abrangência e de repercussão. Finalmente, meio que sem sentir, ele transformou-se num site que hoje tem fan page no Facebook, com mais de 500 curtidas, tem página do Google+, um perfil no Twitter e Instagran.

Ele cresceu tanto qeu resolvi criar outro blog para abrigar as postagens sobre viagens que o Verdades de um Ser acolhia desde agosto de 2014 até maio de 2015 quando, passei a postar os textos sobre viagens no novo blog que chamei de O seu companheiro de viagem.

Dentre as coisas maravilhosas que este blog me proporcionou, uma das mais caras foram as amizades que conquistei. Foram tantas que até perco a conta mas, não poderia deixar de citar algumas dessas pessoas queridas. Sem desmerecer as demais mas, quero falar de Marli Fiorentin, Luisa Zacarias, Amanda Midori, Denise do Denise’s Planet, Jaci Pandora, Ana Seerig… Todas muito queridas.

Hoje o blog Verdades de um Ser tem domínio próprio, uma logomarca e um bom público sendo muito mais um site do que um blog. Eu só tenho a agradecer às pessoas que passam por aqui e me leem. Da mesma forma agradeço também a quem dispende algum tempo para fazer algum comentário. Grato, muito grato a você que prestigia o Verdades de um Ser com sua atenção. Tenho me esforçado para oferecer o melhor de mim. As minhas verdades. As verdades de meu Ser.

Essa postagem existe para participar do “1º Concurso Cultural: Eu e Meu Blog” proposto pela Mi F. Colmán.
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Questões gramaticais #15 – Regência verbal – ASSISTIR

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Uma lição de português para quem não quer passar por ridículo

Como você fala? Hoje fui assistir o filme ou fui assistir ao filme? O que você acha que está correto? Vou assistir a uma partida de futebol ou assistir uma partida de futebol?

Se você respondeu a primeira alternativa nas duas frases acertou.

Infelizmente, tenho visto com tristeza, a maioria das pessoas cometer o erro de usar o verbo ASSISTIR de forma inadequada. Este verbo é especial. Ele possui três significados diferentes, um para cada regência verbal.

Regência verbal

Para quem não sabe, regência verbal é um assunto que indica a forma de um verbo ser aplicado, isto é, se ele é transitivo direto, indireto ou intransitivo. Transitivo direto é aquele que entre o verbo e o objeto (complemento do verbo)  não há preposição. Transitivo indireto é quando o verbo exige (daí o nome de regência) uma preposição entre ele e o objeto. E o verbo é intransitivo quando o verbo não exige um complemento.

  • O verbo assistir pode significar ajudar, prestar assistência ou auxílio a alguém, neste caso ele é transitivo direto, ou seja, não exige preposição.

Exemplos:

  1. Os planos de saúde resistem a assistir os idosos.
  2. As enfermeiras assistiram os feridos
  • O verbo assistir pode significar estar presente, ver um filme ou programa de TV, neste caso ele é transitivo indireto, ou seja, exige uma preposição entre ele e o objeto.

Exemplos:

  1. Vou assistir a uma partida de futebol.
  2. Ontem fui assistir ao filme que estava em cartaz no cinema.
  3. Você pode assistir ao filme online aqui no blog.

Há ainda uma questão importante quanto ao verbo assistir como transitivo indireto. É que ele não admite as formas  pronominais átonas como la, las, lo, los, lhe, lhes. Apenas as tônicas como a ele, a eles, a ela, a elas. Portanto, é errado escrever, por exemplo, “O filme é bom mas ainda não fui assisti-lo” ESTÁ ERRADO! O correto é “ainda não fui assistir a ele”.

  • E ainda pode ser intransitivo, no caso de significar morar, residir.

Exemplos:

  1. Eu assisto em Recife e você no Rio de Janeiro.
  2. Ele assiste em sua casa na rua do Ouvidor.

Respondendo então à pergunta inicial, o correto é “Fui assistir ao filme” e não, fui assistir o filme como muita gente anda escrevendo por aí. Lembre-se sempre. Se assistir estiver ligado a ver exige preposição. Assistir ao filme online, assistir à sessão de cinema, fui assistir à última sessão no cinema (com crase).

Infelizmente, até professores de português, vivem cometendo erros na internet. Comprovem com a foto colhida ontem do site Brasil Escola. Lamentável uma professora de português, em um site assim denominado, ensinar uma barbaridade como esta. Dizer que o complemento de um verbo é a preposição.  Nome da professora? Vânia Duarte. Deixei lá um comentário dizendo que o complemento exigido pelo verbo transitivo é chamado de OBJETO, que pode ser direto ou indireto. A preposição é um complemento exigido pelo verbo transitivo indireto. O erro dela foi dizer que o complemento do verbo é a preposição, afirmando ainda que, verbos intransitivos não exigem preposição. Isso é absurdo! Quem não exige preposição é o  verbo transitivo DIRETO.

verbo assistir-erro do site brasil escola

Site Brasil Escola – Erro de definição

Observação – Esta é a postagem de número 500 deste blog. Por esta razão, escolhi um tema que gosto de falar sobre ele – correção de texto e/ou de fala.

Como o próprio título indica, este é o 15º texto que escrevo sobre questões gramaticais da língua portuguesa. Se desejar, pode consultar na lista abaixo os demais títulos.

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Três notícias que me abalaram

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Como todos que me conhecem sabem, tenho evitado notícias de jornais, TV, revistas, e quaisquer outros meios de comunicação acaso ainda existentes. Mas hoje, deparei-me com 3 coisas que não me foi possível ignorá-las.

Cita-las-ei a seguir e comentarei sobre cada uma.

A primeira nem foi hoje. Foi ontem. Até publiquei no facebook. (clique na imagem para ampliá-la)

violencia contra mulheres deficientesOntem vinha no ônibus e me deparei com este cartaz IMBECIL cuja foto anexo a este texto. Por que só lutar pelo fim da violência contra mulheres COM DEFICIÊNCIA? Por que não contra todas as mulheres? Pra não dizer contra todos. Mas SÓ contra as mulheres COM DEFICIÊNCIA pra mim soa como IMBECIL.

É muita discriminação ! É muita exclusão !

As mulheres com deficiência SÃO MULHERES. Concordo que violência contra um deficiente (mulher ou homem) é uma violência. Mas fazer um cartaz desses? Poupem a minha beleza por favor!

* * * * * * *

A segunda e a tercira, são do Diario de Pernambuco. Ambas tiradas de sua primeira página. A segunda é sobre Dilma. Eu prometera a mim mesmo que não veria mais nada relacionado com este nome mas não   me contive desta vez. Vejam o que esta senhora está fazendo. E ainda tem gente pregando por aí que ela não tem culpa. Pelo amor de Deus minha gente! Nem cego deixa de ver uma coisa tão evidente. A notícia veiculada pelo DP dispensa comentários. Para poupar meu vocabulário, vou apenas postar a foto adiante.

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Clique na imagem para ampliá-la

A terceira coisa, deixei para o fim justamente para poder comentar melhor, é de uma leitora do DP. A senhora Fatima Koeder de Recife. Leiam abaixo o que ela escreveu. Não deixa de ser uma verdade mas, vamos e venhamos. Será que é SÓ porque não existe uma punição mais severa que ainda existe racismo? E mais. Será que se fosse aplicada uma punição mais severa, REALMENTE, iria por fim a tão aviltante preconceito?

Certamente, acredito, todos concordam que as respostas, coerentes, para ambas as perguntas acima, são negativas. E ainda acrescento mais outra pergunta: E qual seria o grau de severidade desta tal punição? A morte? É o único caso em que poria fim ao racismo. E mesmo assim, não seria por fim ao racismo mas, APENAS, ao racismo daquela pessoa. As outras continuariam do mesmo jeito.  Depois de dez, mil, um milhão de mortes? Sim, poria fim ao racismo para estas 10, 1000 ou 1.000.000 de pessoas. Mas as outras? Continuariam com O MESMO preconceito. Até o dia de suas mortes. Daqui a centenas de anos, pode ser que não exista mais o racismo mas, óbviamente, não é com punições mais ou menos severas, que ele vai ser extinto.

O racismo existe, por uma questão cultural. Alem de outras, é claro. Mas fundamentalmente, por uma questão cultural. Herdamos isso de nossos colonizadores. Como era que eles tratavam os índios? E os negros?  Acham por acaso que este exemplo não ficou marcado? Indelevelmente? Na mente de todos? Ora, me poupem

Senhora Fatima Kroeder, perdoe-me mas, seu pensamento está redondamente equivocado! Fosse ele verdadeiro, não existiriam crimes nos Estados Unidos, por exemplo. Lá, a pena é a mais severa possível. É a morte! Mesmo assim, continuam havendo assassinatos. Se a severidade da pena fosse remédio, não haveriam crimes por lá, concorda?

Então, minha cara senhora, por mais grave que venha a ser a pena aplicada para o crime do racismo, ele continuará existindo ainda por muitos anos.

Infelizmente…

dp

 

A seguir vou transcrever um depoimento de uma leitora – Lenice Alves Nogueira – que o escreveu no meu canal da comunidade Verdades de um Ser no G+. Ela retrata muito bem o pensamento das pessoas em relação aos assuntos comentados acima. Confiram. Notem que o texto está entre aspas logo, encontra-se tal qual foi escrito por ela originalmente.

“Boa tarde amigo. Suas conclusões são coerentes. No que se refere à violência contra as mulheres você está coberto de razão. Não é só as mulheres deficientes que precisam de proteção e sim todas as mulheres que dia a dia são mortas, violentadas, agredidas, desrespeitadas e sofrem discriminação no campo profissional. A lei Maria da Penha é ótima mas não é aplicada como deveria por conta das.brechas de nosso Código Penal Brasileiro atrasado, arcaico e inútil. Precisamos de leis mais severas para todo tipo de crime pois a lei existe mas ela precisa estar amparada com um Código Penal a altura dessas leis. Em.relação a Dilma não entrarei nesse mérito pois não gosto de falar de política. E por fim em relação ao racismo você está certo. O racismo vive dentro de cada um de nós e não estou falando só de racismo que é o preconceito mais imbecil que existe, desumano e injusto. Mas estou falando do preconceito em todas as esferas da nossa sociedade. Preconceito com os homossexuais, nordestinos, pobres de baixa renda, com as pessoas que moram nas comunidades, que para a maioria, todas as pessoas que moram em.comunidades são Bandidas, traficantes, vagabundas. E isso não é verdade. A maioria das pessoas que mora nas comunidade é trabalhadora, lutadora, honesta e só mora lá porque não tem outro lugar para viver devido o descaso de nossos políticos corruptos que não criam um.plano habitacional justo onde as pessoas possam.pagar um.preço justo por suas moradias. Então o preconceito está enraizado dentro de nós e precisamos entender de uma vez por todas que somos todos iguais perante o nosso Criador e que um dia tenho fé teremos um mundo mais justo com igualdade para todos. Sei que vivemos em um.mundo difícil, materialista, ganancioso onde o dinheiro e a beleza exterior é que falam mais alto. Mas tenho certeza que um dia tudo isso mudará e que viveremos em um.mundo de pessoas verdadeiras, com sentimentos verdadeiros e teremos orgulho em viver nesse mundo. Não sei se viverei para ver e presenciar a transformação desse mundo. Mas o.legado que deixarei para os meus netos será sim, de um mundo onde viver será só festejar. E um dia a paz irá vencer a guerra. O amor vencerá e reinara para sempre. Vamos ter fé. Grande abraço.”
(Texto escrito na Comunidade do blog por Lenice Alves Nogueira e alterado por mim, para corrigir algumas pequenas falhas, com a autorização da autora)
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Uma noite na Academia Pernambucana de Letras

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Ontem foi um dia diferente, para mim e, mais ainda, para Bartyra Soares. Para ela por ter sido empossada em uma das 40 cadeiras da Academia Pernambucana de Letras (APL), da qual seu pai, já tinha sido um dos acadêmicos, para mim, por ter sido um dos convidados dela. Sim, recebi um convite pessoal para estar presente naquela noite em sua posse. Abaixo uma foto do mesmo.

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Pois bem, às 19 horas eu já estava lá. Ela também. Não falei com ela. Estava rodeada de repórteres, amigos, familiares… Achei que deveria esperar, deixar para depois da cerimônia. E fiquei lá sentado no auditório aguardando. Parece que houve algum imbróglio com relação ao horário. Alguns pensavam ser as 19 h 30 e outros acreditavam ser às 20 horas. Respeitou-se o horário mais tarde. Era o mais lógico.

Visão da mesa antes da cerimônia

Visão da mesa antes da cerimônia

A cerimônia começou.  O responsável pela condução da mesma apresentou-se e começou a compor a mesa chamando a Presidente da APL, a acadêmica Fátima Quintas. Depois, a Vicepresidente, a acadêmica Margarida Cantarelli. Depois o Secretário Geral, o acadêmico Rostand Paraiso e outros mais que não recordo os nomes.

O mestre de cerimônias compondo a mesa

O mestre de cerimônias compondo a mesa

Após composta a mesa, foi dada a palavra para a Presidente para abrir a sessão. Ela o fez e formou uma comitiva especial de 3 acadêmicos, na qual ela se incluia, para trazerem ao recinto a poetisa e futura acadêmica  Bartyra Soares.

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Bartyra sendo conduzida por uma comitiva especial

Após ser conduzida até a mesa pela comitiva, tratando-a como uma jóia rara, a Presidente convida todos a ouvirem de pé, o hino nacional.

Bartyra sendo conduzida pela comitiva especial

Bartyra sendo conduzida à mesa, pela comitiva especial

Momento em que todos ouviam, de pé, o hino nacional

Momento em que todos ouviam, de pé, o hino nacional

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Após o hino nacional, seguiu-se um discurso de boas vindas belíssimo, proferido pela Presidente da APL, a escritora Fátima Quintas. No discurso ela falou sobre a beleza da obra de Bartyra e enalteceu sua poesia e sensibilidade. Gostaria muito de poder reproduzir aqui aquele belo discurso.

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Fátima Quintas proferindo seu discurso de boas vindas à nova acadêmica

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No detalhe, Bartyra ladeada pelas Vice Presidente e Presidente da APL à sua esquerda, e o conselheiro da OAB e a sobrinha da acadêmica à sua direita

Segue-se após o discurso da Presidente, o discurso da nova acadêmica que, em virtude de sua deficiência visual, foi lido por sua sobrinha. Um discurso em que a poetisa fala do seu patrono, dados que já tinham sido aqui mencionados na postagem anterior, e fala também de seus antecessores a ocupar a cadeira que ora assumia.

Sobrinha de Bartyra lendo o discurso da nova acadêmica

Sobrinha de Bartyra lendo o discurso da nova acadêmica

Após o discurso, a Presidente da APL leu o juramento que foi repetido pela nova acadêmica, após o que, a mesma foi empossada pela Presidente da APL como nova ocupante da cadeira de n. 37, antes ocupada pela escritora Deborah Brennand.

Leitura do juramento da nova acadêmica feita pela Presidente da APL e repetido pela poetisa Bartyra Soares

Leitura do juramento da nova acadêmica feita pela Presidente da APL e repetido pela poetisa Bartyra Soares

Seguiu-se  a entrega do diploma de acadêmica, feita pela Presidente da APL Fátima Quintas à nova acadêmica.

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Em seguida, foi convidada para fazer a entrega do colar de acadêmica para poetisa, sua mâe, que ficou emocionada com a filha que ora assumia uma cadeira na mesma Academia em que, seu marido, pai da poetisa, havia no passado ocupado.

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Notem a mãe enxugando uma lágrima que insistia em cair

Notem a mãe enxugando uma lágrima que insistia em cair

Seguiu-se o discurso do patrono da escritora (ou paraninfo, não recordo bem), o acadêmico que lhe indicou para APL, o escritor José Paulo Cavalcanti Filho, que fez um discurso muito bem-humorado e descontraído, enaltecendo também a obra da nova acadêmica, falando de sua vida, os rios que estavam em sua história e, comparando-os com o rio Tejo, exaltado pelo escritor português Fernando Pessoa.

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Discurso do acadêmico José Paulo Cavalcanti Filho

Segui-se uma apresentação belíssima de arte, iniciada com a declamação de 3 poemas da escritora recem-empossada, em homenagem a 3 pessoas de sua família já falecidas, seguida de uma apresentação de 3 tenores acompanhados ao violino. Belíssimas apresentações. Bravo!

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Ao fundo, os 3 tenores com o violinista

Finalizadas as apresentações artísticas, a Presidente de por encerrada a solenidade e convidou todos, a ouvirem de pé, o hino de Pernambuco.

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Após a cerimônia, foi servido um coquetel no lado externo da APL. Para escritora, poetisa e contista Bartyra Soares, mais uma vez, nossos parabéns.

Obs. Este texto foi iniciado no dia 28 e, só hoje concluído. Por isso que falo, no início, que “ontem foi um dia diferente para mim…”

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Queremos lembrar que, a partir de novembro, todas as sextas-feiras, você encontrará um novo filme para assistir online, aqui no Verdades de um Ser.  Na primeira sexta-feira será disponibilizado o filme Malévola, uma versão diferente do conto de A Bela Adormecida, na visão da bruxa malvada, que nem era tão malvada assim. Na semana seguinte você poderá ver Divertida Mente. Infelizmente não será em 3D mas, vale a pena ver.

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