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Revista Novo Horizonte – Lançamento 17a. edição

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Revista Novo Horizonte

Ontem, dia 15 de outubro de 2017, aconteceu o lançamento da 17ª edição da  Revista Novo Horizonte. O fato aconteceu no auditório da Infraero, no Aeroporto Internacional dos Guararapes em Recife – PE. Trata-se de uma Revista de Literatura editada pela escritora e poetisa Lourdes Nicácio e pela jornalista Raphaela Nicácio.

Com uma presença bem superior ao lançamento da edição anterior na Biblioteca Pública do Estado de Pernambuco ocorrida em 13 de dezembro de 2016, esta 17ª edição da revista trouxe uma novidade – o lançamento paralelo de um site para divulgação da Revista e dos seus autores na internet. O endereço é o www.edicoesnovohorizonte.com.br que já está disponível e tem um vusual muito bonito. Nesta edição, é feita uma homenagem aos 480 anos de Recife e aos 482 anos de Olinda, comemorados no último dia 12 de março. Está incluído nela um texto de minha autoria sobre as duas cidades que pode ser lido no link abaixo.

O que falar de Recife e Olinda?

No texto, destaco o surgimento de Olinda e, posteriormente, o crescimento de Recife. Embora à sombra da cidade Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, Recife hoje é muito mais em Continue lendo

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Poesia, Palavra é Arte – Alberto Valença Lima [Livro de poesias]

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Poesia, Palavra é Arte é uma publicação da Editora Palavra é Arte e faz parte de um projeto idealizado por Gilberto Martins e Carmen Sestari que são seus editores. Trata-se de uma coletânea de poesias de Alberto Valença Lima e outros nove autores numa publicação primorosa da Editora Palavra é Arte de Brodowski – SP.

Gilberto Martins, o editor, assim se expressa no início do livro: A poesia tem uma estreita relação com a arte e, essencialmente com a beleza. Ela é, em si, a síntese de todas as demais manifestações de ordem estética ou comunicativa. Sem ela de que nos serviria a pintura, a escultura, a música, a dança…

Alberto Valença abre a coletânea com uma breve biografia seguida de uma Carta a uma ex namorada. Logo após, são apresentados 15 poemas do autor com temas variados.

Seguem-se os poemas dos outros nove autores, sendo cinco poetas e quatro poetisas a saber: Hélio Baragatti Neto, Alessandra da Silva dos Santos, Alana Cristina Ferreira, Alan Milhomem, Arthur Ribeiro da Silva, Guerreiro Tharley, Márcia Ramos, Renata Braga Freitas e Ângelo Martins. Infelizmente, todos incógnitos pois, nada se sabe sobre os mesmos. Os editores não deram nenhuma referência mesmo sendo solicitada.

Já falei de tantos livros e autores aqui no blog, por que não falar também do meu livro? Este texto será, no entanto, diferente dos demais que estou acostumado a aqui escrever. Usarei o meu blog para divulgar o livro e o que se diz sobre ele na imprensa e pelas redes sociais.

Arca Literária

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Na Arca Literária saíram duas matérias sobre o livro. Uma resenha e uma entrevista com o autor Alberto Valença Lima. Vou transcrevê-las abaixo para divulgação.

Resenha sobre o livro Poesia, Palavra é Arte

O autor nos oferece, nas páginas desta coletânea, um dos aspectos do seu ser, cheio de riquezas através de uma impecável correção gramatical, quinze dos seus poemas de uma obra já bem vasta publicada no seu blog Verdades de um Ser e também no sítio Recanto das Letras.

Em quase todos esses quinze poemas, ele expõe sua tristeza, que é patente neste excerto. Desde a primeira – Retalhos de vidro atrás da porta à esquerda -, até a penúltima – Soneto da saudade, encontramos vestígios desta tristeza impregnados nos seus versos.

Em Retalhos de vidro…, por exemplo, ele escreve na última estrofe:

“Agora, o mar é só e chora em vagas.
O mar e eu, o verde, a praia triste.
Terra molhada, sem paz, não tenho plagas.
Estou vazio, a praia só, e tu, partiste!”

Note que a tristeza está em todos os versos, em todas as imagens, em todo o seu ser! O mar “chora em vagas”, “a praia triste”, “sem paz, não tenho plagas”, “estou vazio”. Tudo remete a um sentimento de falta, de desolação, de tristeza.

Contudo, isso não faz  os versos serem menos belos. Nos versos citados mesmo, encontramos imagens bem criativas e belas como o mar chorar, por exemplo, e, em vários outros, as construções poéticas são de uma grandeza singular. Podemos citar também uma estrofe do segundo poema do livro – Intensité, mais uma vez encontramos presente a tristeza, embora projetadas nos sentimentos de outrem.

“Onde moram tuas tristezas?
Acaso, de intensas vivências, acreditas,
melancólica, que de luzes, te colherei em cores?”

Observe a imagem poética do autor no último verso. “… que de luzes, te colherei em cores”. Ele compara a mulher a uma flor (colherei) mas a flor é feita de luzes, e estas, estão impregnadas de cores. Muito bela a construção.

Já na carta publicada junto com os poemas, podemos descobrir o seu romantismo e a maestria com que escreve. São reminiscências do início de sua fase adulta, que ele compartilha com os leitores que quiserem conhecer um pouco mais deste homem, hoje maduro, no arroubo de sua juventude. E, embora a carta tenha sido escrita quando ele estava com mais de cinquenta anos, não sabemos se muito ou pouco mais, mas, certamente antes dos sessenta.

É uma carta na qual ele recorda “momentos inesquecíveis e paradisíacos” vividos por ele aos 22 anos, numa época em que, a comunicação à distância, era feita, quase que exclusivamente, por cartas.

Alem das poesias de Alberto Valença, o livro traz também poesias de 9 outros poetas e poetisas. Cinco poetas e quatro poetisas. Cada um deles, à sua maneira, apresentam suas verdades em versos que traduzem os sentimentos de cada um.

Este é um ótimo presente para quem quiser fazer diferente e dar poesia à namorada no próximo dia 12 de junho. Certamente ela irá adorar e você poderá até se inspirar em alguma das poesias do livro para se expressar de maneira poética nesse dia.

Palavra é Arte é um projeto dos editores Gilberto Martins e Carmen Sestari que visa dar oportunidade a novos talentos da literatura nacional como Alberto Valença e os demais. Nas palavras dos editores, “Fazer poesia é garimpar em terreno pedregoso, repleto de seixos ou, às vezes, de abundante oferta. O poeta é, portanto, garimpeiro das palavras e lapidador ao mesmo tempo.” Para Gilberto, “O texto poético é, por isso mesmo, revelação de sentimento que vem da alma, é inspiração e o resultado de uma visão única do mundo. O poeta é o grande mestre das artes.”

Para ler o sumário acesse o Wattpad

Fonte – Arca Literária (link para a matéria)

Entrevista com o autor Alberto Valença

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  1. Fale-nos um pouco de você.Sou uma pessoa simples e, ao mesmo tempo, complexa. É difícil falar de si próprio mas, sou simples nos meus costumes, gostos, comportamentos. Por exemplo, não sou de rejeitar qualquer comida, não sou exigente nos lugares que frequento, não me considero superior a ninguém mas, por outro lado, também sou uma pessoa complexa pois, sou muito perfeccionista. As coisas que faço sempre têm que estar impecáveis. Os textos que escrevo não devem conter erros de nenhuma espécie. Claro que podem acontecer pois, somos humanos e todos cometemos falhas e, pode passar algum erro sem que eu note mas, logo que descubro, tento corrigir. Gosto muito de música e, nesta questão, sou sofisticado pois não gosto de toda música. Gosto muito de música erudita, ou seja, a música clássica. Gosto também de música popular como as de Vinícius de Moares, Toquinho, Maria Bethânia, Chico Buarque, Djavan e muitas outras desse gênero. Não tolero músicas dessas chamadas “duplas sertanejas”. Gosto da poesia e do cinema.
  2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Bem, como todos que escrevem, eu também leio muito. O que me cai nas mãos estou lendo. Adoro ler, desde criança. Leio muito. Ultimamente tenho registrado através do Skoob, os livros que tenho lido e tenho descoberto que leio muito pouco, embora passe cerca de 40% do meu tempo lendo mas, no ano passado, por exemplo, só li 28 livros e este ano, até agora, só li dez. Alem de ler e escrever, passo cerca de 40%  do meu tempo vendo filmes. Gosto muito de cinema. Quanto a inspiração, ela vem dos mais diversos lugares. Tanto das leituras que faço, como dos filmes aos quais assisto, como do meu dia-a-dia, isto é, das coisas que vivencio ou ouço falar que alguém vivenciou.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Creio que a melhor coisa é poder registrar aquilo que está se passando em sua mente, é deixar uma marca para o futuro. Uma coisa que se escreve é como um filho que geramos. É uma marca, é um pedacinho de nós que tornamos visível.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Não, não tenho um cantinho especial para escrever. Escrevo em qualquer lugar e a qualquer momento.  E, algumas vezes já perdi boas inspirações por não ter como escrever, por estar em algum lugar onde não poderia dispor nem de caneta nem de lápis. Isso já aconteceu algumas vezes na minha vida. Mas nunca precisei de um lugar especial para escrever.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Não tenho um gênero literário que possa dizer: este é o meu gênero literário. Nunca elegi um. Aprecio vários gêneros, um deles é a poesia que, só recentemente, vim produzir de modo mais constante. Mas, na adolescência, compus alguns versos. Cheguei até a compor algumas notas de uma música. Mas na música, nunca fui além dessas poucas notas. Já a poesia, eu passei a criar mais e mais poemas, a ponto de hoje, já ter cerca de duzentas poesias.
Já escrevi em outros gêneros sim. Já enveredei pelos contos, por exemplo. Também já me aventurei nas crônicas mas, nunca me aventurei no romance, embora seja um dos meus futuros projetos.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

É muito difícil para mim falar do meu próprio livro mas, vou começar dizendo como ele aconteceu. No ano passado recebi uma mensagem do editor, Gilberto Martins, no Recanto das Letras onde publico algumas de minhas poesias. Ele dizia ter gostado muito de uma delas  de minhas poesias e falava de um projeto, o Palavra é Arte, para publicação de algumas poesias minhas junto com outros autores. Perguntou se me interessava.  Respondi afirmativamente e comecei a escolher entre dez e quinze poesias que seriam publicadas no livro. Selecionei então umas 20 ou 30 poesias. Pedi ajuda a algumas amigas para quem enviei para elas as poesias que havia selecionado pedindo que, cada uma, escolhesse dez poesias como melhores daquela seleção. As quinze poesias que foram mais escolhidas foram as que selecionei para enviar para editora. Veio então a fase da correção e diagramação e, finalmente, recebi o meu livro publicado.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Esta pergunta não cabe para o meu livro. Não foi feita pesquisa nenhuma pois o universo do meu livro é muito variado, sendo um universo diferente para cada poesia.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Claro, mas nem sempre isso ocorre. Muitas vezes minha inspiração é interna. É claro que aí tem a minha bagagem cultural que, certamente, está impregnada do estilo dos meus autores prediletos.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Não. Pelo contrário. Até tive facilidade. A dificuldade é para divulgar o livro, não para publicar.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Eu não enxergo um novo cenário. Até porque, não conheci o cenário do passado, isto é, não vivenciei as dificuldades que os escritores encontravam. Não creio porem que fosse muito pior do que agora. O cenário da literatura nacional é lamentável.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Sobre esta questão eu tenho péssimas experiências. Já comprei um livro na Amazon, por exemplo, que tive uma verdadeira revolta por tê-lo adquirido. Ele não era só mal escrito. Explorava um assunto inteiramente inexpressivo e tinha tantos erros que era mais difícil encontrar o que não estava errado. Em um conjunto de dez páginas cheguei a encontrar mais de trinta  erros. Erro de todo tipo. De grafia, de gramática, de concordância, etc. Eu considero isso um absurdo. Uma editora só devia aceitar publicar um livro com um revisor confiável, com um bom currículo. Caso contrário, deveria ser responsabilizada por danos morais e materiais juntamente com o autor.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Considero um absurdo que alguém para ler um livro, tenha que dispender 30, 40, 50 reais e, algumas vezes, até mais que isso. Isto é um forte indício do valor da educação para os nossos governantes. Os livros deveriam ter incentivos e serem distribuídos para todos.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Talvez até já tenha acontecido isso mas, não recordo.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

A quinta sinfonia de Beethoven, interpretada pela filarmônica de Berlim.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Sim. O Pequeno Príncipe (Exupéry), Dibs, em busca de si mesmo (Virginia M. Axline) e Fernão Capelo Gaivota (Richard Bach).

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim. Estou prestes a lançar um livro de poesias só meu que já está em fase final de edição. Também tenho desejo de escrever um livro de contos e, talvez, até um romance. Mas isso é coisa pra longo prazo.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho de alguns sim. A maioria escreve muito mal. Comete erros graves de concordância, de sintaxe, de gramática, etc. Mas aqueles que acompanho escrevem um pouco melhor. Mas é lamentável ler algumas coisas que encontramos por aí.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Uma poetisa que admiro muito: Bartyra Soares, acadêmica da Academia Pernambucana de Letras.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Creio que é ver seu livro nas mãos de alguém que não conhece.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Para os leitores, desejo que tenham tantas alegrias quanto já tive na vida lendo os mais variados livros. Para quem desejar um dia escrever um livro, sugiro que leia muito. Muito significa mais do que o normal. Isto é, se você está acostumado a ler 1 livro por mês, leia 10. Se está acostumado a ler 10, leia 20 ou 30. O maior amigo de um escritor é um livro permanente nas mãos para ler.

(Fonte para matéria – Arca Literária)

O que falaram sobre o livro no Skoob

Tom Azevedo

Coração às vezes partido, alma de poeta inteira pelos amores que se foram, pelos amores que se deixaram levar.
Alberto Valença Lima é, então, um poeta romântico, saudoso da suprema alegria de estar nos braços de amores transformados em musas ou musas transformadas em amores. Musas que fazem mais do que inspirar e que também fazem o escritor celebrar o amor.

Não só ao enamoramento o poeta dedica palavras. Há espaço para a saudade dolorosa da mãe e momentos para cantar a vida, como no trecho do poema “Um homem maduro”:

“Não vivemos na Terra para sofrer,
Só temos na história, uma missão:
Chegar ao céu, que é a perfeição.”
Tom Azevedo

Wilton Fonseca

Hoje, tive a feliz oportunidade de ler poesias de Alberto Valença Lima, poeta de Pernambuco. Ele honra o nome de um outro Valença, também pernambucano talentoso, o Alceu. Alberto respira poesia. Seus versos são naturais e dão a impressão de que as rimas fluíram naturalmente da alma em forma de poesia. Sua performance tem certa pureza selvagem, incontrolável. Daí as referências ao mar, às plantas silvestres. Na forma, mostra refinamento ao aplicar com maestria os recursos do soneto, a poesia por excelência. Espero que o poeta maduro, como ele mesmo intitula-se, tenha a oportunidade de sempre brindar-nos com a pureza de seu talento.

Wilton Fonseca

Daniela Viegas – Uma pérola incrustrada entre dois blogs

Olá, em algum dos posts antigo eu já tinha admitido meu amor pela leitura, o fato de ler praticamente de tudo um pouco e de sempre ler livros diferentes e de novos escritores tanto nacionais como internacionais. A resenha de hoje nos mostram não só o amor pela leitura, mas o amor pela escrita, pois os livros “nascem” assim, da necessidade de expressar tudo aquilo que estava em sua alma. Nosso querido Alberto (assim como eu, colaborador do blog Meu Pequeno Vicio Aqui e dono do blog Verdade de um ser Aqui  ) além de criticamente e sensível em sua visão unica da sétima arte se dedica a doce e desafiadora arte de escrever  poesias.

Sinopse:

         Coletânea de poesias de diversos autores que fazem da poesia uma forma de comunicação com o mundo. A´poesia tem uma estreita relação com a arte e, essencialmente com a beleza. Ela é, em si, a síntese de todas as demais manifestações de ordem estética ou comunicativa. Sem ela de que nos serviria a pintura, a escultura, a música, a dança?

       Alberto Valença Lima publicou em 2014 um poema de sua autoria numa antologia e, desde a infância, gostou de escrever. É poeta e escritor no Recanto das Letras e tem um blog chamado Verdades de um Ser desde 2006, onde escreve sobre literatura, cinema, música e outros assuntos do cotidiano. Nesta coletânea ele publica 15 de seus poemas e uma carta escrita para uma ex namorada. (Sinopse do Skoob)

Trechos do livro:

“Estes versos,  hoje tão tristonhos,
se mancham de alegria na janela,
a molhar a camisa, que nos sonhos,
chegam iluminando com vela.”

(página 20, Saudades de você, Alberto Valença Lima)

Esse livro é um projeto, onde vários escritores tem quinze poemas publicados cada um. O livro não segue um tema, mas, apesar de não ter um “tema” estabelecido, todos os autores escreveram um ou mais poemas que falam de saudades. Os estilos de escritas, de emoções são únicos para cada autor, todos os poemas tem o nome do escritor embaixo. O livro é cheio de ilustrações simples que rementem a natureza, a simplicidade da vida, porém cheia de beleza, assim como as poesias do livro, que são belas, sonoras e presente no nosso dia a dia, nas situações vividas por todos nós.

      Alguns dos poemas que mais gostei são os mais sonoro, com a estrutura mais “clássica” (com os versos com a terminação de palavras iguais) da poesia,  sonetos ( com quatro estrofes duas com quatro versos e duas com três versos):  Pela minha janela hoje, Versos na surdina, Para minha mãe e Soneto da saudade, Saudades de você,  Pequena carta para Ray Charles, Flores, Um samba de amor, O que sou?  Toxina sinistra, Pardalzinho do telhado, Para a alma não existe disfarce e Cura-me.

        Enfim, é um bom livro. Uma leitura rápida, porém cheia de conteúdo,  pois cada poema é um universo, uma situação, uma ação diferente, de cada escritor, que usou de sua experiencia, e extraiu de sua vida, arte da poesia, onde transformou o sentimento, na mais pura arte. É transformar uma carta, uma mensagem em poema, nos deixando assim, a ideia ( a certeza) de que a vida e a poesia estão lado a lado.

       Eu espero que vocês tenham gostado da resenha, leiam o livro, que foi escrito com muito carinho, e se também gostam de poesia,  me deem sugestões de livros e de poetas. É sempre bom conhecer novos escritores e livros.

Por Daniela Viegas

Página do blog Somos todos poeira estelar

Página do blog Meu pequeno vício

O livro pode ser adquirido diretamente com o autor no seu site oficial ou através de contato nas redes sociais a seguir.

Site oficial do autor

Página do livro no Facebook

Página do livro no Skoob

O autor está fazendo uma promoção que pode ser conferida no seu site oficial. Acesse-a no link acima e clique na guia Promoção para conhecer detalhes.

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Grande dia para Pernambuco – Bartyra Soares toma posse na APL

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Hoje Bartyra Soares toma posse na Academia Pernambucana de Letras (APL)

Hoje é um grande dia para Pernambuco. A APL estará empossando na cadeira de número 37, cujo patrono é José Higino Duarte Pereira, a poetisa pernambucana de Catende, Bartyra Soares, autora de diversos livros já mencionados aqui neste blog Verdades de um Ser.

Bartyra Soares é autora de um dos melhores livros que li no ano passado – Arquitetura dos sentidos – e que figura entre meus escritores favoritos. Poetisa de muito talento, recebe hoje a honra de ocupar uma das cadeiras da APL e que, por mim, ela já estaria lá, há muito tempo.

Seu patrono era recifense e, passou a patrocinar uma das cadeiras da APL, na sua última expansão em 1960, quando foi ampliado de 30 para 40 cadeiras, por proposta do acadêmico Mauro Mota, o número de cadeiras da APL. Higino era correspondente da APL e um de seus membros já falecidos, quando seu nome foi escolhido para patrocinar a cadeira de número 37. Foi ex ministro do interior, foi promotor público, membro da comissão constituinte da Constituição de 1890 e, posteriormente, integrante do STF durante cinco anos. Era antimonarquista e faleceu no México em 1901, enquanto participava de um congresso.

Para Bartyra Soares, nossos mais efusivos parabéns!

Queremos lembrar que, a partir de novembro, todas as sextas-feiras, você encontrará um novo filme para assistir online, aqui no Verdades de um Ser.  Na primeira sexta-feira será disponibilizado o filme Malévola, uma versão diferente do conto de A Bela Adormecida, na visão da bruxa malvada, que nem era tão malvada assim. Na semana seguinte você poderá ver Divertida Mente. Infelizmente não será em 3D mas, vale a pena ver.

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Arquitetura dos sentidos [Livro]

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capa_bartyraArquitetura dos sentidos, Ed. Novo Horizonte, Bartyra Soares,  Recife-PE, 2012, 89p [Livro de poesias].

Bartira Soares é pernambucana de Catende. É a filha caçula do contista Pelópidas Soares. Passou sua infância e adolescência em sua cidade natal mudando-se definitivamente para Recife em 1984.

Seu primeiro poema, composto aos seis anos, foi publicado no suplemento infantil do Diario de Pernambuco e seu primeiro livro – Enigma, foi publicado em 1976. Publicou mais nove livros entre 1980 e 2008, sendo sete de poesias e dois de contos, um deles editado com outros três contistas. Teve seus textos incluídos em dezenas de antologias, dentre as quais, Poésie du Brésil, publicada em Paris, França. Seus poemas já foram publicados em diversas revistas e jornais recifenses, centro-oeste, sudeste e sul do país.

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Florbela [Filme online]

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florbelaFlorbela é uma produção portuguesa de 2012 dirigida por Vicente Alves do Ó. Narra uma história parcial da vida da poetisa portuguesa Florbela Espanca num ambiente nostálgico de Portugal no começo do século XX, com uma música marcante e um enredo um pouco monótono mas com uma fotografia belíssima.
Sinopse – “A poetisa Florbela Espanca (Dalila Carmo) não consegue levar uma vida de dona de casa e esposa em uma região rural. Seu desejo de descobertas leva-a a acompanhar o irmão Apeles na grande Lisboa onde pode enfim conhecer tudo o que desejava: festas, Continue lendo

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A morena do lotação [Conto poético]

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Este poema foi publicado na Antologia ‘Poesias sem fronteiras’ organizada por Marcelo de Oliveira Souza e está na página 89 do livro.

Versos de Alberto Valença Lima, registrados na Biblioteca Nacional no setor de Direitos Autorais.

Certa tarde de segunda num arroubo,
Num ônibus subo, para não pensar, tentar,
Na cadeira junto à porta me aquieto,
De onde possa cada um contemplar,
Que por ela desfila inquieto.

A um tempo que perdi sua noção,
Sobe naquele ônibus acolhedor,
Esguia morena, de decote sedutor,
Seus cabelos, negros e pesados,
Revelam sua condição de mimados.

Por mim passou, e nem olhou,
Mas em pé, ao meu lado ficou,
E aquele cheiro forte de cio,
Para resistir, ao meu sofrer me alio.

E sem pensar, num ímpeto me levanto
E à bela dama, meu assento, num acalanto,
Ofereço com gentil e desprendido encanto.

Naquela tarde, que na memória ficou,
Ela, para de todos, espanto,
Meus lábios beijou, sem pudor!

Confira no link abaixo os vencedores do Concurso.
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Azul? Não quero de ti falar!

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Azul é a tez da manhã… Parodiando o poeta.
Azul é cor  que alguém associou com ciúme. Quem não conhece aquela música ‘Olhos castanhos’ de Francisco José?
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Azul é a cor mais escolhida pelas pessoas como predileta. É a cor da normalidade.
Mas, por incrível que pareça, não encontro o que dizer do azul. Hoje parece que estou travado.
Então saiu isso pra o poema do Poemaday de hoje
 p-C3-A1ssaro1
Azul…
Posso falar do céu,
do mar,
de um quadro,
até de pássaros!
Quiçá a lua
que está no sul?
Tudo isso pode ser azul.
Mas meu coração é vermelho.
Não quero de azul falar.
Vermelho é a cor do amor.
Vermelhas são as rosas
que quero a você ofertar.
p-25C3-25A1ssaro2
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Saudade_Page_1
Estava brincando de versejar e surgiu esse poema que depois se transformou num soneto.
Partilha-lo-ei aqui depois, para meus leitores que agora já contam 37. A todas e a todos vocês que me honram com suas visitas, sejam bem-vindos. Deixem seus comentários no final desta postagem. Eles enriquecem o blog, ajudam o autor a melhorar, acrescentam impressões, imagens, críticas, elogios para novos visitantes. Agradeço pelo prestígio que me concedem.
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Versilêncios [ livro de poesias ]

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Sinopse – Versilêncios – Gerusa Leal

“A poesia de Gerusa Leal constrói-se nessa contradição, ou melhor, nesse paradoxo necessário do signo feito presença, da relação feita substância, do infinito se fechando nele mesmo para deixar-se apreender. A poetisa encontra o objeto da sua escritura no fundo desse invisível metafísico “materializado” pelo “abismo” no qual com efeito cresce “a flor de gelo” – esse objeto poético que parece ser a própria metáfora da poesia. O seu lirismo tem a particularidade de não ser somente a expressão de um Eu, mas também, e sobretudo, a elucidação do enigma do Eu. Seria algo como um lirismo objetivo, uma postura pela qual a poetisa toma a sua própria consciência como objeto, e ao mesmo tempo tenta se reapropriar dela: busca impossível, pois o objeto poético último é uma flor de gelo, uma flor mineralizada, desvitalizada. O poema perfeito é a morte.”
Texto de Stéphane Chao.
A primeira parceria  deste blog foi com Gerusa Leal que, gentilmente enviou-nos um exemplar de Versilêncios juntamente com outros dois exemplares de sua obra que serão objeto de futuras críticas literárias de Verdades de um ser.

 Acaso soubesse eu a preciosidade que receberia, pedido feito sequer teria. Não estamos falando de um livro de poesia qualquer. Versilêncios é, sem nenhum favor, um dos melhores livros do gênero no Brasil. Não sou um expert em poesia mas, já li muitos livros com esta linguagem. Muitos de Vinícius, alguns de Drummond, de João Cabral de Melo Neto, Mário Quintana, Castro Alves; muitos de Cecília Meireles. Alguns poucos de Manuel Bandeira, Olavo Bilac, Gonçalves Dias, Ferreira Gullar, Augusto dos Anjos. Não recordo de ter ficado tão maravilhado ao concluir uma dessas leituras como fiquei ao finalizar Versilêncios.
Obra lançada pela Editora Bagaço em 25 de março de 2008, só não fez mais sucesso em virtude da falta de costume do nosso povo de ler e, menos ainda, poesia.Não seja talvez a causa, a falta de costume do brasileiro de ler poesia e sim, o que muitos falam por aí, de nossas editoras não investirem em divulgação das obras realmente de valor de nossa literatura.
Gerusa Leal, em breve a ser entrevistada neste blog, é uma poetisa com vários prêmios conquistados. Dentre os principais, excetuando os que não foram para poesias, citamos a premiação do concurso da festa literária de Porto em 2005 para o poema “Momento”, prêmio Edmir Domingues de Poesia de 2007 para esta obra, concedido pela Academia Pernambucana de Letras, 
Nas palavras de Stéphane Chao, num texto-análise da obra poética de Gerusa, “a figura do “espelho” não é apenas uma estrutura presente nos poemas de Gerusa Leal, é a temática central: ela sintetiza dos valores da circularidade além de remeter à idéia de condensação, característica do cristal, de verificação do Eu, como meio de suspender o movimento de fuga de si para si mesmo.”

Não poderia deixar também de citar Bentancur, no seu blog onde assim se expressa a respeito desta fantástica produção artística: “A poética de Versilêncios é construção rigorosa, com versos esculpidos, talhados, não tivesse, pela força do ritmo, uma fluência cuja harmonia atinge em cheio sua cadência nunca dura, nunca seca, mas, sim, quase sussurrada e, desta forma, buscando lírica rara: a marcar exatamente porque escolheu entremostrar-se e não o contrário, que é exibir-se com os excessos comuns de uma poesia que não passa de prosa ritmada ao extremo.” (disponível em http://bentancur.blogspot.com.br/2009/10/alem-e-aquem-do-verso-versilencios-de.html acessado em 16/jan/2014).

Impossível também não aludir, aos versos de Paulo Salles, nos comentários do mesmo blog acima referido. Diz Paulo, que aqui, por respeito,  corrijo (sem ao menos apontar):

Olá, Betancurt

Acessei o seu link por indicação da minha amiga e poeta Gerusa Leal, para ver os comentários sobre “Versilêncios”, que foi lançado um pouco antes do lançamento do meu terceiro livro de poesias “Horas Verdes”. A maneira que encontrei para homenagear Gerusa, foi através do poema que ora envio a vc.”
“(DI)VERSIFICANDO

Para a poetisa Gerusa Leal, autora de “Versilêncios’, Prêmio Edmir Domingues da APL em 2007.

mergulhei novamente nos teus versos.
quem sabe pudesse colher a flor de gelo
ou encontrasse algum resto de carpintaria
que pudesse ser objeto de reconstrução

escravo também sou da mesma senhora
e quero ver a poesia nas coisas simples
seja em um encontro familiar
ou segredos de alcova

nasci e também preciso caminhar
com nuvens, chuvisco de azul, fumaça…
não importa
e se viver não é profissão
poesia então…

quero ser, mesmo que intruso, parte dessa tua nau
que singra os mares de Holanda a Olinda
mesmo sem nome e sem falar de amor
só não quero ser barco sem rumo
ou escravo da paixão

Monalisas tive. Sem o mesmo riso
mas com outros atributos
Confessaram me amar. Também disse que as amava
com um ar de um certo talvez

falo de muitas coisas. Pouco dos meus segredos
e se não consigo dormir, também não falo
e no silêncio minha alma dorme

fiz uma pausa em tuas lembranças
no drinque depois do banho
da provisória danação e do teu céu encoberto
não queria te ver pegar a sombrinha e partir
mas, se foi preciso…

não és uma inútil. Tua poesia rasga as veias
e traspassa corações. Teu medo é natural
e nem todos os dias são bons

não és filha de Lilith. És somente uma Eva
quem sabe mais uma mulher de preto
rainha ou última guerreira

troca os morangos mofados
solve o vinho que ainda está na taça
sem apego ao que é fumaça ou cristal
devora as batatas
morrer? Nenhum pouquinho

só não quero é chegar ao final
e contemplar a face impassível de Deus
eu quero é pular o abismo
e ir morar com Ele.

Paulo Salles

30 de outubro de 2009 10:54″
Obs. Embora não possa deixar de apontar que, a palavra “Versificando” foi usada inicialmente por Waldir Mansur numa letra belíssima de sua autoria que foi musicada pelo próprio.
Poesia melhor para finalizar uma obra desta magnitude não poderia haver que a escolhida por Gerusa – “Contemplação”.. Nada  poderia ser mais apropriado para o leitor! Parado ficar, em êxtase, contemplando…
De dentro da imensidão poente/à beira do precipício de mim/contemplo carneiros de algodão/na face impassível de Deus.
Meus carneirinhos de algodão, foram os poemas e, desta obra que ainda ressoam em min’alma, são os olhos da face impassível de Deus que consegui enxergar ao finalizá-la.
Cinco estrelinhas sem favor algum! E recomendo a todos que apreciam uma boa literatura.
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Gênero – Poesia

Edição – 3a.  –  58 páginas
Autor – Isaac Rocha
Ilustração da capa – Luiz de França
Sinopse – Vida d’amor – Isaac Rocha
Livro de poesias com apresentação de Graça Grauna e Michael Zaidan Filho. Nas palavras da primeira, “o autor procura abordar os problemas que atingem , em cheio, as chamadas minorias menores e maiores abandonados, missionários(as) que saem pelo mundo promovendo a paz, desempregados e retirantes nordestinos, negros pobres e outros marginalizados.””Isaac Rocha de Lima é ator e autor e diretor de várias peças teatrais encenadas na Região Metropolitana do Recife e Mata Norte do Estado de Pernambuco. É graduado em história pela UFPE – Universidade Federal de Pernambuco, especialista em Ensino das Artes e das Religiões e é pesquisador apaixonado das manifestações folclóricas do nordeste brasileiro. (…) Desenvolve alguns trabalhos voluntários em algumas comunidades carentes da região, montando e construindo junto com o povo, folguedos populares. Publicou livros e livretos dentre os quais destacam-se:

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