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Há um quadrado de céu que não viram [ livro de poesias ]

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Sobre Marialzira Perestrello, autora do livro, encontrei em dois locais distintos, o mesmo texto que abaixo transcrevo com a ressalva de que, o primeiro é a fonte original.

O primeiro é a página de Antonio Miranda, disponível em http://www.antoniomiranda.com.br/poesia_brasis/rio_de_janeiro/marialzira_perestrello.html
Também disponível no blog Arte Cultural Brasil podendo ser acessado em
http://artculturalbrasil.blogspot.com.br/2009/01/marialzira-perestrello.html encontramos o seguinte texto referente à biografia da autora: MARIALZIRA PERESTRELLO

“Bibliografia: Carioca, médica, psicanalista e escritora. Começou a escrever poemas aos 45 anos e, em 2007, com 90 anos, publicou um novo livro pela editora Nova Razão Cultural. Personalidade das mais ricas da vida intelectual brasileira. O Conselho Nacional de Mulheres do Brasil elege-a como uma das ”Dez mulheres de 2004”. Viúva de Danilo Perestrello, psiquiatra pioneiro da psicanálise no Brasil. Uma das fundadoras da Sociedade de Psicanálise do Rio de Janeiro. Incentivada por José Paulo Moreira da Fonseca, que apresentou o livro, estreou em 1972 com o livro “Há um quadrado de céu que não viram”. Diz artigo de Sérgio Paulo Rouanet, publicado pelo Jornal do Brasil, que se encontra na página da Academia Brasileira de Letras: “Caracterizam essa poesia a musicalidade, o intenso lirismo, a ausência de artifício, uma sensualidade discreta e até mesmo uma certa gravidade religiosa, que por estranho que pareça se harmoniza bem com o agnosticismo da autora, porque é uma religião panteísta, como a de Spinoza (”Deus sive natura”) toda feita de reverência e deslumbramento diante do céu, do mar e da vida vegetal.” Sempre foi saudada por grandes escritores: Guilherme de Figueiredo, Érico Veríssimo, Alphonsus de Guimaraens Filho, José Cândido de Carvalho e tantos outros.” 

Sobre suas publicações, podemos enumerar abaixo os seguintes livros:
Livros publicados – “Há um quadrado de céu que não viram”, Rio de Janeiro, José Olympio, 1972; “Nosso canto a nosso jeito”, Rio de Janeiro, José Olympio, 1975; “Ruas caladas”, Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1978; “Mãos dadas”,  Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 1989; “A música persiste…” Rio de Janeiro, Imago, 1995; “Tudo é presente”, Rio de Janeiro, Imago, 2001; “Caminhos da vida”, Rio de Janeiro, Imago, 2003; “Pedaços da Vida” e “Futuro esquecido” (romance), editora Galo Branco, 2005; A barca branca, “Nova Razão Cultural”, 2007 (este seu último livro retrata a ilha de Paquetá, onde a autora morava).

Aos livros acima enumerados por Antonio Miranda e pelo blog Arte Cultural Brasil, há ainda um outro por eles esquecido: “Cartas a um jovem psicanalista”, Rio de Janeiro, Imago, 1998. Certamente influenciada pelo poeta Rainer Maria Rilke com o seu “Cartas a um jovem poeta”, muito em breve também a ser comentado aqui neste blog, a autora assim intitulou sua obra.

Há um quadrado de céu que não viram” é um livro que se lê em poucos minutos, menos de quinze, talvez… vale por uma única poesia – a que dá o título ao livro – “Há um quadrado de céu que não viram” e que, a seguir, transcrevo.

“…e perguntaram
como eu podia pintar
num canto de quarto
apertado assim.

Há um quadrado de céu
que não viram.”

São versos, dos mais lindos que já li em toda minha vida! Comprei este livro, há mais de 40 anos atrás, unicamente por causa deste poema. Hoje, revejo-o, revisito-o, após tantos anos, para fazer esta análise literária e encontro a mesma beleza, sutileza e lirismo descobertos há tanto tempo. 
Do site Amigos do Livro, extraí o seguinte sobre a autora:

“Como psicanalista escreveu quatro livros e colaborou em inúmeras publicações e artigos.
FONTE – Site Amigos do Livro – Disponível em http://www.amigosdolivro.com.br/lermais_materias.php?cd_materias=7584

Filha do grande jurista Pontes e Miranda e viúva de Danilo Perestrello, psiquiatra que foi um dos pioneiros da psicanálise no Brasil, ela está entre os fundadores da Sociedade de Psicanálise do Rio de Janeiro. Foi a primeira mulher no Rio a ser qualificada como analista pela Sociedade Psicanalítica Internacional (IPA). Participou de Congressos brasileiros e latino-americanos, bem como de encontros internacionais realizados, entre outras cidades, em Viena, Paris, Londres e Versalhes. Envelhecer para Marialzira não tem o peso da idade. Até hoje realiza palestras e ensina que a criatividade ajuda no envelhecimento. Conversar com Marialzira Perestrello é um verdadeiro prazer. Esta mulher de 91 anos de vida é uma das personalidades mais valiosas do cenário intelectual brasileiro. Não é por acaso que recebeu o prêmio “Dez Mulheres de 2004” pelo Conselho Nacional de Mulheres do Brasil. Como psicanalista escreveu quatro livros e colaborou em inúmeras publicações e artigos.”

E, do resumo de uma dissertação de mestrado encontrei o seguinte:
“RESUMO:
A presente dissertação tem como objetivo estudar a obra de Marialzira Perestrello- médica, psicanalista e poeta. Visa também contribuir para a história da psicologia e da psicanálise no Brasil. Do levantamento de dados biográficos e da bibliografia (localizada e organizada a produção em livros, artigos em periódicos, capítulos de livros, prefácios e introdução de livros, um vídeo, além de apresentações orais), passamos para a leitura da obra da autora pesquisada, priorizando três interesses particulares, expressos por Marialzira Perestrello em entrevista á pesquisadora: vida de Freud, psicanálise, artes e literatura e história da psicanálise. Com isso, foi possível apresentar sua contribuição profissional não só à psicanálise. Destacam-se, na conclusão, de um lado sua contribuição à psicologia e, de outro, características que ressaltam de sua bibliografia.”
FONTE – Dissertação de mestrado de Ana Karina Fachini Araújo, disponível em http://www.academicoo.com/artigo/marialzira-perestrello-um-pouco-da-vida-e-obra-de-uma-pioneira-da-psicanalise-no-rio-de-janeiro
Sobre a autora, resta  quase nada a dizer, a acrescentar ao que disseram sobre Marialzira Perestrello, Ana Karina Araújo, Antonio Miranda e o, ou a, responsável pelo site Amigos do Livro. Mas pode-se concluir que a autora é ou foi um verdadeiro fenômeno. Não consegui descobrir se ela ainda está viva mas, em caso positivo, estará com nada menos que 97 anos.

Sobre a obra, podemos ainda afirmar que trata-se de um livro de poesias de grande valor e que merece estar na estante de qualquer pessoa que ame a linguagem poética e a boa literatura.

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