A morena do lotação [Conto poético]

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Este poema foi publicado na Antologia ‘Poesias sem fronteiras’ organizada por Marcelo de Oliveira Souza e está na página 89 do livro.

Versos de Alberto Valença Lima, registrados na Biblioteca Nacional no setor de Direitos Autorais.

Certa tarde de segunda num arroubo,
Num ônibus subo, para não pensar, tentar,
Na cadeira junto à porta me aquieto,
De onde possa cada um contemplar,
Que por ela desfila inquieto.

A um tempo que perdi sua noção,
Sobe naquele ônibus acolhedor,
Esguia morena, de decote sedutor,
Seus cabelos, negros e pesados,
Revelam sua condição de mimados.

Por mim passou, e nem olhou,
Mas em pé, ao meu lado ficou,
E aquele cheiro forte de cio,
Para resistir, ao meu sofrer me alio.

E sem pensar, num ímpeto me levanto
E à bela dama, meu assento, num acalanto,
Ofereço com gentil e desprendido encanto.

Naquela tarde, que na memória ficou,
Ela, para de todos, espanto,
Meus lábios beijou, sem pudor!

Confira no link abaixo os vencedores do Concurso.
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Alberto Valença nasceu em Olinda - PE. Sempre gostou muito de escrever, sendo a leitura um de seus divertimentos preferidos. Com quatro graduações concluídas, o autor enveredou por várias áreas do conhecimento. Em 1973 concluiu Licencitaura em Física pela UFPE, em 1980 concluiu Bacharelado em Psicologia e Formação de Psicólogo com especialização na área de Psicologia Escolar. em 1999 bacharelou-se em Direito e, no mesmo ano, foi aprovado na OAB-PE exercendo a profissão por dez anos. Publicou em 2014 um poema numa antologia e, agora, publica 15 poemas em outra antologia. Desde a infância gostava também de cinema e, em 2006, criou o blog Verdades de um Ser no qual divulga seus textos e comenta sobre literatura e cinema. Posteriormente, criou também o blog O seu companheiro de viagem, com o qual compartilha suas experiências de viagem oferecendo sempre dicas valiosas para quem quer viajar.
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Uma ideia sobre “A morena do lotação [Conto poético]

  1. Silvandira

    Uau! Que arroubo de sensualidade! No coração do poeta há Dálias, Margaridas,Rosas…Há também morena! Tudo porque no coração do poeta há devaneios… ilusões… emoções!

    Responder

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