A culpa é das estrelas [Filme]

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Título original – The fault in our stars
Direção – Josh Boone
Produção – Estados Unidos
Duração – 122 min.

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Este longa começa com a narradora e  principal personagem (Hazel Grace) dizendo:

Creio que podemos escolher como contar histórias tristes. Por um lado você pode aliviar, como fazem nos filmes e romances açucarados, nos quais as pessoas bonitas aprendem belas lições dizendo que nada pode ser consertado com um pedido de perdão e uma canção ao Peter Gabriel. Gosto desta versão como qualquer garota. Acredite! Mas não é essa a verdade.

culpa_das_estrelas4Ela era fascinada, tinha verdadeira fixação, pelo livro “Uma aflição imperial” de Peter Van Houten. Um dia, na casa de Augustus, ele pergunta a ela se o livro tinha zumbis e stormtroopers. Ela responde que não e ele lhe diz: “Eu vou ler esse livro chato mas você precisa ler “O preço do alvorecer”, que é um livro sobre abraçar o seu destino e deixar sua marca no mundo. É sobre honra, coragem e heroísmo.” E eles trocam as indicações. Um está oferecendo a sua verdade, a sua visão de mundo ao outro que retribui com a sua própria e, cada um, passará então, a ter a visão também do outro.

Em um outro momento ele diz, citando uma frase do livro que ela tinha lhe indicado: “A dor precisa ser sentida.

culpa_das_estrelas6Eles viajam para Amsterdã, para conhecerem o escritor por quem Hazel era fascinada e por quem Augustus também passara a admirar por causa dela. Lá, Peter Van Houten oferece aos dois um jantar num restaurante romântico da cidade e o garçom lhes oferece champanhe. Ambos gostam e o garçom lhes pergunta se sabiam o que Dom Perignon havia dito ao descobrir o champanhe. Ele dissera: “Venham logo! Estou provando estrelas!” Augustus diz ao garçom: “Acho que vamos precisar de mais um pouco disso.” E o garçom lhe responde: “Engarrafamos todas as estrelas para esta noite meus jovens.

Em outro momento, Hazel diz:”Me apaixonei por ele como se pega no sono.

O filme é o encontro com a morte, com a dor e com o sofrimento. Mas, também é, um encontro com o amor. O amor de dois jovens, com doenças terminais e que conseguiram, sentir com toda intensidade, toda beleza e toda pureza do sentimento que existe quando duas pessoas estão apaixonadas.

Baseado na obra homônima de John Green, o diretor consegue uma boa adaptação que fará muito sucesso. Os desempenhos primorosos e muito convincentes dos dois atores principais, engrandece o filme. As cenas dos diálogos já citados também valorizam a obra de John Green. É um filme que vale a pena ver e eu recomendo.

quatro-estrelasO filme merece quatro estrelinhas.

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Alberto Valença nasceu em Olinda - PE. Sempre gostou muito de escrever, sendo a leitura um de seus divertimentos preferidos. Com quatro graduações concluídas, o autor enveredou por várias áreas do conhecimento. Em 1973 concluiu Licencitaura em Física pela UFPE, em 1980 concluiu Bacharelado em Psicologia e Formação de Psicólogo com especialização na área de Psicologia Escolar. em 1999 bacharelou-se em Direito e, no mesmo ano, foi aprovado na OAB-PE exercendo a profissão por dez anos. Publicou em 2014 um poema numa antologia e, agora, publica 15 poemas em outra antologia. Desde a infância gostava também de cinema e, em 2006, criou o blog Verdades de um Ser no qual divulga seus textos e comenta sobre literatura e cinema. Posteriormente, criou também o blog O seu companheiro de viagem, com o qual compartilha suas experiências de viagem oferecendo sempre dicas valiosas para quem quer viajar.
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4 ideias sobre “A culpa é das estrelas [Filme]

  1. Amanda Midori

    Eu vi esse filme e gostei para falar a verdade. Achei que foi bem desenvolvido, a história foi interessante, mas achei que ouve um pouco de exagero naquelas cenas do escritor e do restaurante. E, o que eu mais gostei, foi a amizade entre eles. Acredito que ‘A culpa é das estrelas’ mereceu o destaque que teve.

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    1. Alberto Valença Autor do post

      Olá Amanda, agradeço pelo seu comentário. Não considerei exagero. Acredito que era necessário o que você chama de exagero mas, cada um tem a sua perspectiva. Volte sempre pois será sempre bem-vinda!

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  2. Denise

    Que lindo! Eh verdade, a dor precisa ser sentida. Nao basta a gente saber que existe, se nao for sentida, nao a entenderemos, eu acho. Gostei da yroca de visoes dos dois e sobre “estou provando estrelas”. Eh um filme mais sobre aprender o que a vida eh, onde nos leva e/ou (nao) termina e nao so sobre a dor, mas aprender atraves dela. Otima resenha, como sempre!
    DenisesPlanet.com

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    1. Alberto Valença Autor do post

      Olá Denise, seja bem-vinda mais uma vez. Fico muito feliz quando encontro outro de seus comentários aqui no blog. É muito bom ter alguém que valoriza nosso trabalho e a gente fica sabendo. Agradeço por suas palavras sempre amáveis. Volte sempre.

      Responder

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