Arquivos da categoria: Verdades de meu ser [Textos autorais]

Uma poesia minha premiada

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Poesia minha premiada

Poesia premiada não é para todos. Merece sempre destaque. Fico feliz em compartilhar com tod@s que visitam este blog uma poesia minha premiada com o segundo lugar num júri popular da CPP – Casa dos Poetas e da Poesia. Agradecido e surpreso, exibo o diploma e o meu poema a seguir.

Poesia minha premiada

Poesia minha premiada

Soneto do Casamento desejado

 

Por todo amor que durante a vida te dediquei,
quero com esta aliança nossa união selar.
Não te posso fazer este pedido sem exaltar
todo carinho que ao teu coração supliquei.

Não quero ouvir nada além de um sim
E não quero que fiques desse jeito assim
Nesse momento eu só quero festejar
Nosso amor que de brilho a vicejar

Não impede que cantemos a comemorar
Esta data que nossa vida vai marcar.
E com uma prece, em oração, abençoar.

Nada mais te posso com carinho ofertar
Mas a alegria que em teu rosto vi enfim,
É como as flores que nascem em meu jardim.

Versos de Alberto Valença Lima. Protegido pela Lei n. 9.610 de 19/02/1998.

Poesia minha premiada

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Poesia minha premiada

Não esperava obter uma classificação tão destacada ao participar deste concurso da CPP. Fiquei surpreso hoje ao constatar que havia sido distinguido com o segundo lugar no citado concurso e ganhei o belo diploma que é exibido mais acima.

Recebi lá vários elogios e, transcreverei alguns aqui, para compartilhar isso também com vocês. CPP

A poetisa Marsoalex escreveu:

Marsoalex 26 de Julho de 2017 as 9:46pm
Lindos versos, Alberto! Belíssima tala poética! Bjs

A poetisa Edith Lobato, uma das administradoras da casa escreveu:

Edith Lobato 22 de Julho de 2017 as 9:59pm
Lindo e romântico soneto.
Bela obra, Alberto.
Parabéns!

O poeta Edvaldo Rofatto escreveu:

A alegria do rosto dela comparada às flores do seu jardim! Está aí, Alberto, uma bela imagem resumitiva da beleza do seu soneto! Um abraço!

A poetisa Angélica, também uma das administradoras da casa escreveu:

Teus versos encantam meu coração e fazem minha alma jubilar. Parabéns!! DESTACADO!!!

 

A tod@s fico muito grato. Espero que vocês também apreciem. E deixem seus comentários para que eu saiba também o que acharam. Basta clicar lá no iniciozinho da postagem (acima do lado esquerdo).

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Reminiscências de adolescência [Texto autoral]

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Relembrando um fato curioso

Esta postagem tinha escrito há muito tempo. Há mais de dois anos e, por alguma razão, não a publiquei. Faço isto hoje pois acho o fato curioso, o que relato a seguir.

fato curioso

Crônica inspiradora

A leitura de uma crônica de Jabor num livro que estou lendo – “Amor é prosa, sexo é poesia” – inspirou-me a escrever este texto que há muito tinha vontade e, acredito mesmo, que já o mencionei aqui no blog. Hoje vou escrever sobre minhas reminiscências de adolescente. Para isto, quero falar em namoradas.

Meninas, mulheres, que já amei, que já significaram muito para mim, que, de algum modo, marcaram minha história e hoje, quero relembrá-las. Não quero aqui fazer nenhuma apologia à leviandade mas, fui um cara muito namorador. Nunca contei quantas namoradas tive mas, se fosse fazê-lo e conseguisse lembrar de todas, não tenho dúvidas de que chegaria nos três dígitos. E é porque eu era muito tímido. Tímido a tal ponto que, muitas vezes, em festas, ficava em pé, próximo a alguma mesa, criando coragem pra chamar pra dançar, alguma menina que me interessara  mas, quase sempre, ou eu passava a noite inteira ali, parado, inerte, em pé e sem coragem de ir adiante, ou via algum outro rapaz, chegar até ela, e levá-la pra o salão, deixando-me frustrado.

fato curiosoPor morar perto da praia, era o MAR que muitas vezes escutava os meus lamentos, ou as minhas alegrias pois, quase nunca, tinha com quem conversar. MAR. Estas três letras ou a palavra que elas formam, já tiveram grande importância na minha história.  Sabem por quê? Pois participavam sempre dos nomes das mulheres com quem fui envolvido, a começar pela minha mãe que se chamava MARia Olívia. Então, com exceção da minha primeira “namorada” se assim posso chamá-la, todas as demais tinham estas 3 letras na formação de seus nomes. Isto não parece curioso?

As mulheres de minha vida com MAR no nome

Marlene – com quem me correspondi por mais de 3 anos. Morava no Rio e foi um grande amor utópico;
Marluce e Lucimar- que moravam no Varadouro em Olinda;
Márcia – que estudava no Estadual de Olinda e tinha as mais belas pernas do colégio;
Marilene – com quem estudei no 2º ano ginasial e por quem fui muito apaixonado mas nunca a ela me declarei. Anos mais tarde, encontro-a num banco e descubro que ela também era apaixonada por mim.

Marília – que tinha os olhos verdes mais belos que já vi;
Marta – que ficava no quarto comigo escondida da mãe;
Guiomar – que fez de tudo pra que eu transasse com ela mas o risco de engravidá-la nunca me permitiu;
Marisa -que tinha as mãos mais macias que já encontrei;
Margarida – Morava no Jordão. Era bem longe de casa.

mulher-mar

Cleomar – conheci nos ensaios de uma festa para debutantes quando eu fui um dos escolhidos pra dançar a valsa por ser aluno do Colégio Militar;
Mauricéia – era uma doidinha com quem dancei quadrilha no São João. Dela tenho saudades.

Marina – que morava na rua onde eu morava e todas as tardes, passava por minha casa, diminuindo os passos ao se aproximar, até que fui convencido por um amigo a ir procurá-la;
Margot – com quem fiz a maior loucura de minha vida: transei com ela nas escadas do prédio onde ela morava;
Risomar – que conseguiu eliminar o medo que eu tinha de ir até a mesa tirar alguém pra dançar.

As especiais

Maria do Socorro – de quem fui noivo e a chamava de Pombinha sendo por ela chamado de Baby;

Teresa Maria – uma das pessoas a quem mais amei na vida e em quem eu dei meu primeiro beijo;

As Marias

Além de dezenas de Marias como Maria Luíza, que morava perto da padaria; Maria do Carmo, que era feia de dar pena mas sabia viver; Ana Maria, que depois de Marlene, foi a mulher mais extraordinária que conheci; Maria Angélica que nada tinha de angelical, era um furacão; Marias de Fátima, teve umas 3 ou 4, Maria Elisa, mais velha que eu, ensinou-me muitas coisas e foi a única mulher mais velha com quem me relacionei. Não, houve outra muito tempo depois, cujo nome não recordo.

Bem, a razão pela qual isso acontecia eu não sei. Talvez tenha alguma relação com o fato de eu ser de aquário, esta minha ligação com a água pois, outro fato interessante é que, muitas dessas mulheres eram de peixes que, por estranho que pareça, também vivem no mar. O mar que considero assemelhar-se ao infinito.

 

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Questões gramaticais # 16 – Emprego de Haver significando Existir

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Houve ou houveram?

O uso do verbo haver significando existir causa muitas dúvidas nas pessoas e, frequentemente, escuto ou leio um emprego errado deste verbo. Vou então escrever um pouco hoje sobre como empregar corretamente o verbo haver nestas situações.

Que resposta você deu para a pergunta acima na imagem?  Qual a forma correta?

Haver significando existir

Bem, se você escolheu a primeira alternativa, acertou. Mas muitas vezes escutamos a segunda alternativa não é mesmo? Sabe por quê? Algumas pessoas acham que o verbo sempre tem que concordar com o sujeito. Mas isso não é verdade. Em algumas situações (como esta, por exemplo), o verbo é impessoal, isto é, ele não concorda com o sujeito e fica sempre no singular.

Então se lembre a partir de agora. Sempre que empregar o verbo haver, veja se pode substituí-lo pelo verbo existir. Em caso afirmativo, ele ficará no singular, independente do sujeito ser plural ou singular.

Outras situações semelhantes

Também é impessoal o verbo HAVER significando tempo transcorrido. Por exemplo: Há dez dias que a loja está fechada.

Situação equivalente ocorre com o verbo FAZER significando tempo. Sempre que o verbo FAZER é empregado no sentido de tempo ele é impessoal, logo, não varia com o sujeito. Independente de o sujeito estar no singular ou plural, o verbo sempre será empregado no singular (3ª pessoa).

Desse modo, qual é o certo? Fazem duas semanas que estou doente, ou Faz duas semanas que estou doente?

O correto é Faz duas semanas que estou doente, pois, como o verbo FAZER está empregado no sentido de tempo, deve ficar na terceira pessoa do singular, independente de ser uma semana, duas ou dez semanas.

Exemplos:

Emprego correto.

Faz três meses que eu comecei a me exercitar

Os operários fazem carros na fábrica (não está sendo usado em situação de tempo)

Faz mais de dois mil anos que  Jesus nasceu.

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Crônica de um viajante [Parte 2]

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Continuando minha crônica de viajante, hoje vou escrever sobre uma viagem para o Ceará. Mais precisamente, para Quixeramobim, terra natal de meu pai, onde moravam meus avós paternos. Na época, apenas meu avô ainda era vivo.

Quixeramobim – CE

Já tinha ido uma vez àquela fazenda onde a seca era o cartão postal. Fora com meu pai e meu irmão mais novo, Alexandre. Não recordo se Continue lendo

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UMA GOTINHA DE SOL

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Hoje quero compartilhar um texto que escrevi há muito tempo. Devia ter uns 20 anos ou menos. Para que entendam o seu conteúdo, preciso fazer uma rápida ambientação e falar sobre o que aconteceu antes. Estava noivo e este noivado acabou deixando-me completamente arrasado. Passei nove meses em estado de completo aniquilamento até que depois desse tempo, resolvi escrever o texto a seguir que foi lido em público numa igreja (Igreja dos Salesianos, Recife – PE) para mais de 200 pessoas durante uma missa dominical. Leiam então o que escrevi. Espero que gostem. Peço que deixem suas opiniões sobre o texto nos comentários.

* * * * * * * * * * * * 

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Uma gotinha de sol

Depois de tanto tempo ausente, meu amigo Cristo, por motivos que bem sabes quais foram, volto para falar contigo e, tenho um presente a dar-te: a perda de um amor que sofri (e sofri muito, tu bem o sabes) e a minha vitória.  Por isto, passei tanto tempo longe de ti, sem te procurar. Tinha vergonha de mostrar-me tão fraco, sabendo da tua superioridade. E eu não queria ter-te por amigo para que fosses mostrar-me que eu jamais poderia chegar a amar como tu. E, embora sabendo que tu não farias isto, não quis arriscar-me. Hoje eu volto pra te contar a história, pois já consegui superar a decepção, a derrota! Não voltaria aqui, se não fosse assim. Foi aqui que te encontrei pela primeira vez e, foi aqui, que me deste, pela primeira vez, a maior sensação de calor humano que já senti. Não poderia voltar, caso não pudesse eu também, transmitir esse calor para os outros. E eu não poderia, se não estivesse amando a alguém, que trás, como uma estrela, o eco das nebulosas de volta para mim e, como uma rapozinha, devolve-me as coisas que são essenciais e ensina-me novamente a “ver as coisas que são invisíveis para os olhos mas, que se vê bem, quando se olha com o coração.” Continue lendo

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Café com poesia [Texto autoral]

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Olá, tenho tido pouco tempo para atualizar o blog. Alguns de meus compromissos com vocês eu tenho relaxado. Como por exemplo, os filmes que deveriam estar sendo postados nas sextas feiras. Peço desculpas por isso e vou procurar não falhar tanto.

Hoje quero dividir com você uma espécie de repente, ou como alguns falam, desafio de que participei num site de poesias. Foi muito interessante pois, ao postar lá uma poesia que tinha feito e publicado no Recanto das Letras e que nunca rendeu mais que alguns comentários, de repente, virou um desafio, um dueto que aqui reparto com você.

CAFE COM POESIA

Inicialmente, republiquei na Casa dos Poetas, uma de minhas poesias já publicadas no RL. Uma poetisa da casa, Edith Lobato, resolveu responder ao convite com  outra poesia. Aí ficou assim.

Convite pra um café

Onde tu moras querida?
A ti quero conhecer
um café, vai na saída
só terei muito prazer.

E a todos os demais,
que me visitar vierem,
sejam muito bem-vindos,
puxe a cadeira e espere.

Um café será servido,
e meus poemas e textos,
podem ler, eu vos convido
seus comentários deixados

são todos muito bem quistos
embora o convite fosse
para uma garota que quero.

Versos de Alberto Valença

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Edith então respondeu com o seguinte poema.

Resposta ao convite

O prazer é todo meu
Querido Alberto Valença
Respondo o convite seu,
com minha doce presença.

Cheguei e já sinto o cheiro,
do café que o verso exala,
por toda essa grande sala;
vou me apresentar primeiro.

Sou natural do Pará,
Nascida em Fortaleza.
Há muito saí de lá
Deixando o que me prendia.

Meu pai, minha mãe, irmãos,
a paz onde me criei.
Levando nas minhas mãos,
os sonhos que inventei.

Poeta, eu sofri demais!
Nem sabes o que passei,
mas como sou pertinaz
no estudo me debrucei.

O sonho de ser doutora,
tão cedo me abandonou,
Eu, hoje, sou professora,
o amor que me encantou.

Obrigada e até mais ler,
os versos de tua lavra,
pra mim será um prazer,
senti palavra a palavra.

Edith Lobato 03/01/15

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Eu, não satisfeito, fiz uma réplica para o poema da Edith. Vejam como ficou.

Réplica à resposta de Edith

Edith Lobato quisera,
saber como tu, esse belo versejar;
me inebria qual doce quimera,
e me acolhe; que mais posso almejar?

Tens por sobrenome um mito
um dos maiores do Brasil,
isso te distingue no rito,
do café que te ofereço sutil.

Minha agradável paraense,
por não te conhecer ainda,
crio um certo suspense,
colocando-te na berlinda.

Professora tão sofredora
vamos logo nos assentar
E talvez até uma cantora
Poderemos também convidar.

Para cantar esses teus versos,
com melodia, estrelas e luar
Não admitiremos encontros adversos
Fico feliz por te agradar.

Versos de Alberto Valença 03/01/2015

Ela, mais uma vez, respondeu ao meu poema com outro em uma tréplica. Depois, um dos participantes da casa reuniu os quatro poemas em uma só imagem e ficou como mostrado abaixo.

Resposta à réplica de Alberto Valença

Querido Alberto Valença
escuta o que eu vou te contar,
assim eu te peço licença,
pra teu verso treplicar.

Nasci na floresta grandiosa,
ao som do sussurro das águas.
Saci, tucuxi, boto rosa,
conheço igual minhas mágoas.

O canto que soa na mata
é grande mistério divino,
parece que soa até sino,
no véu que adorna a cascata.

O lobo que adorna meu nome
herdei do meu grande herói
de quem a ausência consome
e a saudade, me corroí.

Na terra de pedra miúda,
o Rio Tapajós se debruça,
o ouro fez gente graúda
morrer com tiro na fuça.

Amigo poeta agradeço,
por tua gentil deferência,
tu tens o meu grande apreço,
respeito tua experiência.

Edith Lobato – 03/01/16

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Ser mãe – poema em homenagem às mães [Texto autoral]

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Poesia Ser Mãe – Autoria de Alberto Valença Lima

Ser mãe – Poema em homenagem às mães

A poesia Ser mãe, poema em homenagem às mães, de autoria de Alberto Valença Lima, o autor deste blog Verdades de um Ser dedicada à sua mãe (já falecida) no dia dedicado às mães está reproduzido a seguir. Trata-se de um soneto, estilo poético caracterizado por conter 14 versos divididos em quatro estrofes, sendo quatro versos em cada uma das duas primeiras estrofes e três versos em cada uma das duas últimas.

SER MÃE

Mulher que floresce em todas as estações
Seja outono, verão, primavera ou inverno
Ao desabrochares com um rebento materno
A alegria a todos chega e só se ouve canções;

Hoje devemos festejar, no mês de maio
O dia a ti dedicado, neste segundo domingo
Chegando tão iluminado, a tua atenção, distraio
Com muitas flores e presentes, de amor te respingo.

Também espero que tenhas, muita saúde e amor
Para teus filhos criares e sempre neste dia festejar
As pérolas que da vida recebes te deixando furtacor.

Agora vou me despedir, e deixo a ti esta flor
Que deves guardar em teu seio, e meu anseio,
É que da vida, nunca vivas como eu, alguma dor.

Versos de Alberto Valença Lima

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Carinho, é de graça [Texto autoral]

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Faz tanto tempo que aqui não chego
Que até penso que o blog sempre me mete medo
Mas pra não passar despercebido,
Deixo aqui estes versos para o aconchego

De  quem aqui chegar logo cedo.
E não vou fazer nenhum segredo
Quando os compus, nada tinha bebido
Só alegria, sorrisos e muito folguedo.

CARINHO

 

CARINHO É DE GRAÇA

Versos de Alberto Valença Lima

Carinho não se agradece, é de graça!
Não paga aluguel, venha pra praça.
Estou aqui, não faço ameaça.
Quero cantar, fazer arruaça.
Um beijo na testa, não embaraça.

Obs. – Estes versos estão registrados no setor de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional. Sua reprodução, total ou parcial, sem autorização do autor é proibida, e a violação desta limitação constitui-se em crime previsto no Código Penal no art. 184, e na Lei 9.610/98 e é passível de punição.

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O meu vestibular de 1969 – a epopéia com uma redação

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Em 3 oportunidades já mencionei o meu drama no vestibular com a redação da prova de português. Na última vez que fiz referência a este caso (30/03/16) houve uma certa repercussão e, Mi Colmán, do blog Rivotril com Coca Cola demonstrou interesse em conhecer a história. Resolvi então compartilhar com todos que aqui neste blog aportam para lerem o que escrevi. Talvez seja mesmo interessante aquela velha história que só compartilhei com algumas pessoas ao longo da minha vida. Uma foi Marlene. Marlene de Souza Vaz que morava em Valença – RJ com quem mantive correspondência por uns 4 ou 5 anos, não sei bem ao certo. Uma das cartas com mais de 25 folhas (escritas dos dois lados, na frente e no verso) foi contando minha epopeia naquele vestibular de 1969. Vai fazer 50 anos daqui a 3 anos esse episódio e ainda me lembo como se tivesse ocorrido ontem. Minha primeira opção era para Engenharia e, como segunda opção, Física. Para que melhor compreendam o ocorrido, faz-se necessárias algumas informações adicionais.

redacao-vestibular

Como era a prova de português

Naquele tempo o vestibular durava cerca de 3 meses. Havia a prova de português em dezembro que era só uma redação e, só no final de janeiro, quando saiam os resultados desta prova, que era eliminatória, era que os candidatos que tinham tirado acima da nota mínima faziam as demais provas. E não eram todas num dia só. Era apenas uma em cada dia e havia um intervalo de uns 3 ou 4 dias entre cada uma. Ou seja, o vestibular começava em dezembro e só terminava em fevereiro. E ainda tinha o tempo de espera para sair o resultado final que demorava uns 10 dias.

felicidade-dentro-nós

Os temas da redação naquele ano

Como eu não tinha problema com redação eu não estudei nada. Simplesmente esperei o dia de fazer a prova. Como acontece sempre, havia especulações sobre os possíveis temas para aquele ano. Sempre ofereciam 3 temas para o vestibulando escolher um deles. E como em 1969 estava se completando 10 anos da criação da SUDENE (ela foi criada em 15/12/69 através de uma Lei federal), estava como certo que um dos temas seria sobre esse aniversário. E aconteceu que, muita gente, muita gente mesmo, tinha decorado a redação para transcrever na hora da prova, admitindo que um dos temas seria este. Pois bem, isso vazou e, de última hora, a Comissão Organizadora resolveu substituir o tema que realmente iria ser este, por outro. Resultado? Milhares de pessoas estavam sendo eliminadas por terem fugido ao tema da redação. Essa foi a notícia nos jornais e telejornais no dia seguinte ao da prova. O tema era, por exemplo, O papel da Universidade na formação dos brasileiros e a pessoa escrevia sobre os dez anos da SUDENE pois, era esta a redação que tinham decorado. Foi um verdadeiro caos.

 

O meu drama

Onde é que eu entro nessa história toda? Evidentemente, eu não tinha decorado redação nenhuma. O tema que escolhi foi bem diferente disto. Eu não lembro mais dos outros dois mas, o que escolhi foi A FELICIDADE ESTÁ ENTRE NÓS ou, pelo menos, era este o tema que eu julgava que estava escrito na prova. No primeiro dia depois da prova, não houve problema algum. Li a notícia de que muitos estavam sendo eliminados por causa da fuga ao tema da redação mas, não dei importância. Isso não era o meu caso. Até que, conversando com alguém, falei do tema que eu tinha escolhido. E essa pessoa disse espantado: “Mas não foi esse o tema da redação. O tema era A FELICIDADE ESTÁ EM NÓS. Eu contestei com veemência. Não, o tema era esse outro. Tenho certeza. E fui pegar o jornal onde tinham sido publicados os 3 temas para mostrar àquela pessoa o que estava afirmando. Olhe aqui fulano (não recordo mais com quem foi essa discussão). Veja você mesmo. Aqui tem ENTRE NÓS e não EM NÓS como você tá dizendo. E eu estava lendo mesmo ENTRE NÓS só que o que estava escrito era EM NÓS e não ENTRE NÓS. Aí o tal fulano me acordou do meu delírio e mostrou-me que o que estava ali no jornal era EM NÓS. Olhando melhor, constatei que ele realmente tinha razão e me desesperei. Ora, EM NÓS era uma coisa completamente diferente de ENTRE NÓS. No primeiro caso estava se dizendo que a felicidade era parte de nós, estava em nosso ser, como parte integrante dele. No outro, que tinha sido como eu tinha visto, significava que a felicidade estava ao nosso redor, os outros eram os responsáveis por ela. Se eles não existissem, a felicidade não podia ser alcançada.

Aí foram vários dias de angústia até sair o resultado da prova. Eu passei, pois acredito que, quem corrigiu a minha prova, viu que eu não tinha escrito aquilo por ter decorado uma dissertação para transcrever na hora. Mas vivi dias de muita tensão. Como disse, o resultado não saia de imediato. Era o mês todinho de dezembro aguardando que dezenas de milhares de redações fossem corrigidas.

Isso mostra, como o nosso subconsciente é capaz de mudar nossa percepção. Como eu acreditava naquela época que a felicidade não fazia parte de mim, eu dependia dos outros ou das circunstâncias ou de alguma coisa exterior para ser feliz, eu Vi e Li o que eu acreditava ser verdade. Eu li A felicidade está ENTRE NÓS embora estivesse escrito outra coisa ali na prova. E isso me custou muitas noites de sono.

vestibular-resultado
Bem, esta é a história da minha tormenta com a redação do vestibular de 69. Mas pensa que a minha epopeia acaba por aí? Ledo engano. Ainda tem mais 2 episódios dantescos. O primeiro com a prova de Matemática e o outro com a prova de Física. Mas, isso é assunto pra um outro capítulo. (Risos…)

Achou interessante? Deixe aí nos comentários sua opinião. Já viveu algo parecido? Conte, nos comentários, a sua experiência. Achou um besteira? Diga isso nos comentários. Participe!

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Eu e Meu Blog – Primeiro concurso cultural

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Sempre gostei de escrever e, creio que por este motivo, hoje tenho relativa facilidade para redigir qualquer coisa. Nunca tive medo de redação no vestibular. Era a única coisa que tinha certeza da ausência de problemas, embora, tenha sido justamente nela, que vivi um dos maiores dramas de minha vida. Mas, o assunto é outro então, deixe-me mudar o rumo da prosa. Devo escrever sobre meu blog mas, como iniciei dizendo, tenho relativa facilidade para escrever. Este é um dos principais fatores para o sucesso de um blog.

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A princípio escrevia meu diário. Quando tinha meus 12 ou 13 anos, influenciado pelo livro O diário de Dany que tinha lido há pouco tempo. Depois, troquei cartas com garotas de vários lugares. Escrevia muito. Algumas dessas cartas que escrevi tinham mais de 25 páginas. Na mesma época, comecei a escrever também sobre cinema. Anotava todos os filmes aos quais assistia e, posteriormente, também escrevia comentários sobre eles.

Um belo dia de 2006, lendo um blog de um jornalista, notei que podia fazer a mesma coisa, ou seja, eu mesmo escrever meus artigos. Resolvi então criar o meu blog. Pensei num nome para ele e o que me surgiu foi Verdades de um Ser, nome que desde o seu início permaneceu inalterado. Minha primeira postagem falava sobre o caos que vivia o país, bem parecido com o que existe hoje, mais de dez anos depois.

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De lá pra cá o blog só fez crescer. Em todos os aspectos. Em número de leitores, que passou de apenas sete para hoje mais de quinhentos, cresceu também em termos de abrangência e de repercussão. Finalmente, meio que sem sentir, ele transformou-se num site que hoje tem fan page no Facebook, com mais de 500 curtidas, tem página do Google+, um perfil no Twitter e Instagran.

Ele cresceu tanto qeu resolvi criar outro blog para abrigar as postagens sobre viagens que o Verdades de um Ser acolhia desde agosto de 2014 até maio de 2015 quando, passei a postar os textos sobre viagens no novo blog que chamei de O seu companheiro de viagem.

Dentre as coisas maravilhosas que este blog me proporcionou, uma das mais caras foram as amizades que conquistei. Foram tantas que até perco a conta mas, não poderia deixar de citar algumas dessas pessoas queridas. Sem desmerecer as demais mas, quero falar de Marli Fiorentin, Luisa Zacarias, Amanda Midori, Denise do Denise’s Planet, Jaci Pandora, Ana Seerig… Todas muito queridas.

Hoje o blog Verdades de um Ser tem domínio próprio, uma logomarca e um bom público sendo muito mais um site do que um blog. Eu só tenho a agradecer às pessoas que passam por aqui e me leem. Da mesma forma agradeço também a quem dispende algum tempo para fazer algum comentário. Grato, muito grato a você que prestigia o Verdades de um Ser com sua atenção. Tenho me esforçado para oferecer o melhor de mim. As minhas verdades. As verdades de meu Ser.

Essa postagem existe para participar do “1º Concurso Cultural: Eu e Meu Blog” proposto pela Mi F. Colmán.
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