Kramer versus Kramer – Robert Benton [Filme]

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Título original – Kramer vs Kramer

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Robert Benton arrebatou em 1979 cinco estatuetas em Hollywood com esta obra-prima da Sétima Arte, entre as quais o de Melhor Filme e Melhor Direção.  Kramer vs Kramer é um filme que deve figurar entre aqueles que você não pode morrer antes de assistir a ele. Com Dustin Hoffman num dos seus melhores papéis e Maryl Streep também num trabalho magistral, o que lhes rederam os Oscars de Melhor ator e Melhor atriz coadjuvante, respectivamente são um show à parte.

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Kramer versus Kramer é um filme que trata sobre a eterna situação de insatisfação no casamento e suas consequências, em especial, quando há um filho na relação. Robert Benton nos apresenta uma história onde a luta pela custódia do filho entre o pai, que fica com o filho por 18 meses após serem abandonados pela mulher que estava insatisfeita com a vida que estava levando, apesar de ser o pano de fundo da trama, chega quase a ficar em segundo plano diante da análise dos personagens feita de forma brilhante por Benton.

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Robert Benton consegue, nesta adaptação da obra de Avery Corman, sendo responsável pelo roteiro e direção, apresentar ao espectador, uma realidade vista pelos dois lados sem um mocinho ou um vilão, tão comum em situações desta natureza.

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A música é belíssima e os desempenhos, como já foi dito, são irreparáveis, magistrais. Sendo Benton o responsável pela adaptação e direção deste longa, ele merece todo o mérito do seu sucesso. Exceto pelos desempenhos de Hoffman e Meryl Streep, com os quais, certamente também contribuiu para tão maravilhosa criação. Até mesmo com a introdução do ator mirim Justin Henry, o filho do casal que completa a verdadeira perfeição de toda a obra.

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Uma das cenas mais lindas do filme acontece aos 40 minutos de exibição, em uma conversa entre o pai e o filho, enquanto Billy (o filho) se acomodava para dormir. Ele pergunta ao pai:

– Por isso que mamãe foi embora não é? Porque desobedeci.
– É isso que você pensa?
– Sim.
– Não foi por isso Billy. A mamãe te ama muito. E o motivo de ela ter ido embora não tem relação com você. Não sei se vai ter sentido mas vou te explicar está bem? Acho que a mamãe foi embora porque, por muito tempo, eu fiquei tentando obrigá-la a ser um tipo de pessoa, um tipo de mulher, que eu achava que ela devia ser. E ela não era daquele jeito. Ela era… Ela não era daquele jeito. E agora vejo que ela tentou tanto tempo me fazer feliz, e quando não conseguiu, ela tentou conversar comigo. Mas eu não escutei porque estava ocupado e envolvido demais. Mas acho que por dentro ela estava muito triste. A mamãe ficou aqui mais do que queria porque ela te ama. E a mamãe só não ficou mais porque ela não me aguentava Billy. Ela não foi embora por sua causa. Foi por minha causa.

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Este diálogo acontece apesar de a esposa estar lutando contra ele no tribunal para reaver a guarda do filho. Ele não se deixa envolver pelo ódio e pensa mais no filho do que em si próprio, preservando a imagem da máe para Billy, ao invés de jogá-lo contra ela como muitos pais fazem.

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Com uma música de Henry Purcell e Antônio Vivaldi, ao assistir a este filme maravilhoso você terá um verdadeiro prêmio de satisfação. De Purcell, você vai escutar a Sonata para trompete e stings, adaptada por John Kander e conduzida por Paul Gemignani e, de Vivaldi, você ouvirá o Concerto em Dó Maior para Mandolin e stings, adaptada e conduzida por Herb Harris.

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Mereceu, sem favor algum, as cinco estrelinhas possíveis e mais se houvesse.

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O sorriso de Mona Lisa – Mike Newell [Filme]

Título original – Mona Lisa Smile

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O filme é fantástico e imperdível. Com um roteiro de Lawrence Konner e Mark Rosenthal, O sorriso de Mona Lisa (Mona Lisa smile) transcorre num clima de tensão inicial a uma verdadeira festa de reconhecimento no final e com desempenhos primorosos de Julia Roberts (Katherine), Kirsten Dunst (Betty) e Julia Stiles (Joan).

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Katherine é uma professora de História da Arte que chega a um colégio tradicional feminino, o Wellesley College, em Massachussetts, Estados Unidos, tendo sido formada na liberal Universidade de Berkley na California e sofre um choque de valores que tenta lutar contra Continue lendo

Bonequinha de luxo – Blake Edwards [Filme online]

Título original – Breakfast at Tiffany’s

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Blake Edwards, o mesmo diretor de A pantera cor-de-rosa e Um tiro no escuro, grandes sucessos dos anos 1960 realizou Bonequinha de luxo, esta obra-prima do cinema, com a inesquecível Audrey Hepburn em um papel que lhe marcou a carreira. A cena em que ela chega num taxi, vestida com um longo preto e um belíssimo colar de pérolas, em frente à joalheria Thiffany, em Nova Iorque, com um saco de papel de onde tira algo para comer e um copo com algo para beber é clássica. E a música do filme, de autoria do mestre Henry Mancini, o mesmo também dos filme citados acima, além de Charada e o delicioso Hatari, é uma das mais belas de toda a história do cinema – Moon River, que na voz de Audrey torna-se ainda mais bonita. Esta música ganhou o Oscar de melhor canção original em 1962 e também foi premiado com o Oscar de melhor trilha sonora para Henry Mancini.

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Não vou escrever muito pois já passa da meia-noite e este filme deveria estar disponível para Continue lendo

filmes contendo palavra ultimo no titulo

Lista de filmes com a palavra último no título

Esta  postagem surgiu de uma conversa que tive com um amigo querido – Heraldo Pereira – enquanto falávamos sobre cinema. Conversa pra lá, conversa pra cá e surgiu o assunto de último nos títulos dos filmes. Ele começou a citar alguns títulos e eu a citar outros e, de repente, havíamos citado mais de 20 títulos. Sem consultar nenhuma fonte, apenas a nossa memória.

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Aí eu pensei: poderia fazer uma postagem aqui no blog com este tema já que é uma coisa tão recorrente no cinema. Afinal, o que representa essa tendência, ou preferência por essa palavra? Último está ligado à morte. Uma coisa só é última ou quando você muda ou quando morre. De um jeito ou de outro está ligado à morte pois, a mudança não deixa de ser uma morte também.

Pois bem, depois que resolvi escrever esta postagem, fui fazer uma pesquisa e me surpreendi com a quantidade de títulos com esta palavra. A princípio acreditava que encontraria uns 50 ou Continue lendo

Mogli, o menino-lobo – Jon Favreau [Filme]

 Direção – Jon Favreau

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Título original – The jungle book

A história se baseia num livro de Rudyard Kipling, um poeta e escritor inglês, autor de um dos mais famosos e belos poemas que já li – Se (tradução de Guilherme de Almeida) – ou If, no original. Ao final vou transcrever aqui este poema pois vale a pena sua divulgação. A primeira vez que ouvi falar de Rudyard Kipling tinha entre 10 e 12 anos. Foi quando li o livro de Huberto Rohden De alma para alma, no qual ele criou um texto baseado naquele poema de Rudyard Kipling intitulado Se puderes.
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Bem, inicialmente, quero pedir desculpas aos leitores do blog por ter deixado de publicar meus textos aqui no sábado da semana anterior. Estive viajando e onde estava a internet não era viável.
Bem, Mogli é um menino indiano interpretado maravilhosamente por Neel Sethi, um estreante, e dublado por Arthur Valadares. Ele é um menino criado por lobos após ter ficado órfão porque seu pai fora atacado por um tigre. O filme mistura computação gráfica com realidade e desenhos de animação. Os animais e os cenários são desenhados mas, Mogli e seu pai, são pessoas reais inseridos no cenáriio de computação gráfica através de um sistema chamado live action.

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Novo filme online para você ver no Dia dos Namorados

Nick Cassavetes – Diário de uma paixão – Filme online

Pela proximidade do Dia dos Namorados, nesta sexta-feira você vai poder assistir a mais um filme online aqui no blog Verdades de um Ser. Hoje está sendo disponibilizado aqui o filme de Nick Cassavetes, Diário de uma paixão, cujo roteiro foi baseado num livro homônimo de Nicholas Sparks.

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Como a resenha já foi publicada aqui no blog estou apenas oferecendo um link para você acessar a postagem correspondente. Infelizmente, a versão que consegui foi dublada mas, já estou providenciando a versão original para substituí-la e, em breve, você poderá assistir ao filme em sua versão original. Sei que há pessoas que preferem a opção de filmes dublados mas, pessoalmente, não gosto. Só gosto de assistir aos filmes em sua versão original.

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Então, acesse o link abaixo para ler o que escrevi sobre o filme e para asssitir online ao belo filme de amor escolhido especialmente para você curtir junto com sua namorada ou seu namorado o Dia dos Namorados.

Diário de uma paixão

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Um feliz Dia dos Namorados para todos! E divirta-se com o filme. Ao final não deixe de escrever um comentário dizendo o que achou. Isso é muito importante para todos e em especial, para mim.

Na próxima sexta você terá aqui para ver online o filme Bonequinha de luxo com Audrey Hebpurn num de seus papéis mais importantes. Este filme trás como trilha sonora uma das mais belas músicas já compostas para o cinema com a assinatura de Henry Mancini – Moon river, na voz da própria atriz. Aguarde.

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Star Wars III – A vingança dos Sith – George Lucas [Filme online]

Direção – George Lucas

George Lucas, o famoso diretor da série de Indiana Jones e também o criador da famosíssima série Star Wars, realiza este terceiro episódio que, na verdade é o sexto pelos motivos já explicados em outro post anterior do primeiro episódio desta série.

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Título original – Star Wars III – Revenge of the Sith

O filme começa da mesma forma que todos os outros, com um letreiro como se fosse em terceira dimensão, com um letreiro no céu que vai subindo e ficando distante. Neste episódio tem escrito:

Há muito tempo, numa galáxia muito distante…

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Episódio III – A vingança dos Sith

Guerra ! A República está se desmantelando com os ataques do cruel Lorde Sith, o Conde Dookan. Há heróis em ambos os lados. O mal está em toda parte. Numa ação impressionante, o diabólico líder dos androides, o General Grievous invadiu a capital da República e sequestrou o Chanceler Palpatine, líder do Senado Galático., enquanto o exército separatista tenta escapar da capital sitiada com seu valoroso refém, dois cavaleiros Jedi lideral a missão desesperada para resgatar o chanceler cativo…

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 A última sexta-feira do mês ficou convencionado de ser a data de serem disponibilizados aqui no blog os filmes desta série. Mais um imprevisto impediu que Continue lendo

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Agostinho dos Santos [Música]

Agostinho dos Santos foi um cantor brasileiro, paulista, nascido em abril de 1932 e falecido em Paris em julho de 1973. Tornou-se muito conhecido após sua participação no filme Orfeu negro, do diretor Marcel Camus. É uma coprodução Brasil – Itália – França, de 1959, tendo recebido a Palma de Ouro em Cannes naquele ano. Ganhou também o Oscar e o Globo de Ouro de 1960 na categoria de Melhor filme estrangeiro.

Agostinho dos Santos

Este post não estava previsto. Está acontecendo por causa da postagem de uma blogueira importante e já mencionada aqui na primeira postagem sobre música do blog por ter sido a responsável pela introdução desta categoria de postagens aqui. Trata-se de Ana Seerig, a quem mais uma vez agradeço pela linda postagem que ela acabou de fazer no blog O que tem na nossa estante.

Uma das m.úsicas pelas quais Agostinho dos Santos é mais conhecido por interpretá-la é Continue lendo

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Poesia – Palavra é Arte- Alberto Valença Lima e outros [Livro]

Poesia – Palavra é Arte, Alberto Valença Lima e outros, Palavra é Arte, SP, 160p.
ISBN – 978-85-68593-06-6

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O autor nos oferece, nas páginas desta coletânea, um dos aspectos do seu ser, cheio de riquezas através de uma impecável correção gramatical, 15 dos seus poemas de uma obra já bem vasta publicada neste blog Verdades de um Ser e também no sítio Recanto das Letras.

Em quase todos esses 15 poemas, ele expõe sua tristeza, que é patente neste excerto. Desde a primeira – Retalhos de vidro atrás da porta à esquerda, até a penúltima – Soneto da saudade, encontramos vestígios desta tristeza impregnados nos seus versos.

Em Retalhos de vidro…, por exemplo, ele escreve na última estrofe:

“Agora, o mar é só e chora em vagas.
O mar e eu, o verde, a praia triste.
Terra molhada, sem paz, não tenho plagas.
Estou vazio, a praia só, e tu, partiste!”

Note que a tristeza está em todos os versos, em todas as imagens, em todo o seu ser! O mar “chora em vagas”, “a praia triste”, “sem paz, não tenho plagas”, “estou vazio”. Tudo remete a um sentimento de falta, de desolação, de tristeza.

Isso não faz de seus versos terem pouca beleza. Nos versos citados mesmo, encontramos Continue lendo

Três solteirões e uma pequena dama – Emile Ardolino [Filme]

Direção – Emile Ardolino

Como em todo domingo hoje é dia de  postagem das minhas publicações no Meu pequeno vício de semanas atrás. Hoje é a continuação do filme postado no domingo da última semana: Três solteirões e uma pequena dama, com o mesmo elenco e nova direção. Emile Ardolino consegue um bom trabalho. Um destaque especial para Robin Weisman que desempenha o papel da pequena dama de forma magistral. Confira.

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Título original – Three men and a litle lady

Com o mesmo elenco do filme anterior, 3 solteirões e uma pequena dama é uma continuação de 3 solteirões e um bebê (1987), que na semana passada falamos sobre ele aqui. Este longa, a exemplo do anterior também começa com Michael fazendo uma pintura nas paredes do apartamento de Peter, só que desta vez é com os três e Sylvia, tendo Mary ao centro. O roteiro foi baseado na história de Sara Parriott e Josan McGibbon, que também foram os responsáveis pela história do filme Noiva em fuga (1999) e Um Favor indecente (1994), o primeiro, já Continue lendo