Poesia, Palavra é Arte – Alberto Valença Lima [Livro de poesias]

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Poesia, Palavra é Arte é uma publicação da Editora Palavra é Arte e faz parte de um projeto idealizado por Gilberto Martins e Carmen Sestari que são seus editores. Trata-se de uma coletânea de poesias de Alberto Valença Lima e outros nove autores numa publicação primorosa da Editora Palavra é Arte de Brodowski – SP.

Gilberto Martins, o editor, assim se expressa no início do livro: A poesia tem uma estreita relação com a arte e, essencialmente com a beleza. Ela é, em si, a síntese de todas as demais manifestações de ordem estética ou comunicativa. Sem ela de que nos serviria a pintura, a escultura, a música, a dança…

Alberto Valença abre a coletânea com uma breve biografia seguida de uma Carta a uma ex namorada. Logo após, são apresentados 15 poemas do autor com temas variados.

Seguem-se os poemas dos outros nove autores, sendo cinco poetas e quatro poetisas a saber: Hélio Baragatti Neto, Alessandra da Silva dos Santos, Alana Cristina Ferreira, Alan Milhomem, Arthur Ribeiro da Silva, Guerreiro Tharley, Márcia Ramos, Renata Braga Freitas e Ângelo Martins. Infelizmente, todos incógnitos pois, nada se sabe sobre os mesmos. Os editores não deram nenhuma referência mesmo sendo solicitada.

Já falei de tantos livros e autores aqui no blog, por que não falar também do meu livro? Este texto será, no entanto, diferente dos demais que estou acostumado a aqui escrever. Usarei o meu blog para divulgar o livro e o que se diz sobre ele na imprensa e pelas redes sociais.

Arca Literária

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Na Arca Literária saíram duas matérias sobre o livro. Uma resenha e uma entrevista com o autor Alberto Valença Lima. Vou transcrevê-las abaixo para divulgação.

Resenha sobre o livro Poesia, Palavra é Arte

O autor nos oferece, nas páginas desta coletânea, um dos aspectos do seu ser, cheio de riquezas através de uma impecável correção gramatical, quinze dos seus poemas de uma obra já bem vasta publicada no seu blog Verdades de um Ser e também no sítio Recanto das Letras.

Em quase todos esses quinze poemas, ele expõe sua tristeza, que é patente neste excerto. Desde a primeira – Retalhos de vidro atrás da porta à esquerda -, até a penúltima – Soneto da saudade, encontramos vestígios desta tristeza impregnados nos seus versos.

Em Retalhos de vidro…, por exemplo, ele escreve na última estrofe:

“Agora, o mar é só e chora em vagas.
O mar e eu, o verde, a praia triste.
Terra molhada, sem paz, não tenho plagas.
Estou vazio, a praia só, e tu, partiste!”

Note que a tristeza está em todos os versos, em todas as imagens, em todo o seu ser! O mar “chora em vagas”, “a praia triste”, “sem paz, não tenho plagas”, “estou vazio”. Tudo remete a um sentimento de falta, de desolação, de tristeza.

Contudo, isso não faz  os versos serem menos belos. Nos versos citados mesmo, encontramos imagens bem criativas e belas como o mar chorar, por exemplo, e, em vários outros, as construções poéticas são de uma grandeza singular. Podemos citar também uma estrofe do segundo poema do livro – Intensité, mais uma vez encontramos presente a tristeza, embora projetadas nos sentimentos de outrem.

“Onde moram tuas tristezas?
Acaso, de intensas vivências, acreditas,
melancólica, que de luzes, te colherei em cores?”

Observe a imagem poética do autor no último verso. “… que de luzes, te colherei em cores”. Ele compara a mulher a uma flor (colherei) mas a flor é feita de luzes, e estas, estão impregnadas de cores. Muito bela a construção.

Já na carta publicada junto com os poemas, podemos descobrir o seu romantismo e a maestria com que escreve. São reminiscências do início de sua fase adulta, que ele compartilha com os leitores que quiserem conhecer um pouco mais deste homem, hoje maduro, no arroubo de sua juventude. E, embora a carta tenha sido escrita quando ele estava com mais de cinquenta anos, não sabemos se muito ou pouco mais, mas, certamente antes dos sessenta.

É uma carta na qual ele recorda “momentos inesquecíveis e paradisíacos” vividos por ele aos 22 anos, numa época em que, a comunicação à distância, era feita, quase que exclusivamente, por cartas.

Alem das poesias de Alberto Valença, o livro traz também poesias de 9 outros poetas e poetisas. Cinco poetas e quatro poetisas. Cada um deles, à sua maneira, apresentam suas verdades em versos que traduzem os sentimentos de cada um.

Este é um ótimo presente para quem quiser fazer diferente e dar poesia à namorada no próximo dia 12 de junho. Certamente ela irá adorar e você poderá até se inspirar em alguma das poesias do livro para se expressar de maneira poética nesse dia.

Palavra é Arte é um projeto dos editores Gilberto Martins e Carmen Sestari que visa dar oportunidade a novos talentos da literatura nacional como Alberto Valença e os demais. Nas palavras dos editores, “Fazer poesia é garimpar em terreno pedregoso, repleto de seixos ou, às vezes, de abundante oferta. O poeta é, portanto, garimpeiro das palavras e lapidador ao mesmo tempo.” Para Gilberto, “O texto poético é, por isso mesmo, revelação de sentimento que vem da alma, é inspiração e o resultado de uma visão única do mundo. O poeta é o grande mestre das artes.”

Para ler o sumário acesse o Wattpad

Fonte – Arca Literária (link para a matéria)

Entrevista com o autor Alberto Valença

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  1. Fale-nos um pouco de você.Sou uma pessoa simples e, ao mesmo tempo, complexa. É difícil falar de si próprio mas, sou simples nos meus costumes, gostos, comportamentos. Por exemplo, não sou de rejeitar qualquer comida, não sou exigente nos lugares que frequento, não me considero superior a ninguém mas, por outro lado, também sou uma pessoa complexa pois, sou muito perfeccionista. As coisas que faço sempre têm que estar impecáveis. Os textos que escrevo não devem conter erros de nenhuma espécie. Claro que podem acontecer pois, somos humanos e todos cometemos falhas e, pode passar algum erro sem que eu note mas, logo que descubro, tento corrigir. Gosto muito de música e, nesta questão, sou sofisticado pois não gosto de toda música. Gosto muito de música erudita, ou seja, a música clássica. Gosto também de música popular como as de Vinícius de Moares, Toquinho, Maria Bethânia, Chico Buarque, Djavan e muitas outras desse gênero. Não tolero músicas dessas chamadas “duplas sertanejas”. Gosto da poesia e do cinema.
  2. O que vc fazia/faz além de escrever? De onde veio a inspiração para a escrita?

Bem, como todos que escrevem, eu também leio muito. O que me cai nas mãos estou lendo. Adoro ler, desde criança. Leio muito. Ultimamente tenho registrado através do Skoob, os livros que tenho lido e tenho descoberto que leio muito pouco, embora passe cerca de 40% do meu tempo lendo mas, no ano passado, por exemplo, só li 28 livros e este ano, até agora, só li dez. Alem de ler e escrever, passo cerca de 40%  do meu tempo vendo filmes. Gosto muito de cinema. Quanto a inspiração, ela vem dos mais diversos lugares. Tanto das leituras que faço, como dos filmes aos quais assisto, como do meu dia-a-dia, isto é, das coisas que vivencio ou ouço falar que alguém vivenciou.

  1. Qual a melhor coisa em escrever?

Creio que a melhor coisa é poder registrar aquilo que está se passando em sua mente, é deixar uma marca para o futuro. Uma coisa que se escreve é como um filho que geramos. É uma marca, é um pedacinho de nós que tornamos visível.

  1. Você tem um cantinho especial para escrever? (envie-nos uma foto)

Não, não tenho um cantinho especial para escrever. Escrevo em qualquer lugar e a qualquer momento.  E, algumas vezes já perdi boas inspirações por não ter como escrever, por estar em algum lugar onde não poderia dispor nem de caneta nem de lápis. Isso já aconteceu algumas vezes na minha vida. Mas nunca precisei de um lugar especial para escrever.

  1. Qual seu gênero literário? Já tentou passear em outros gêneros?

Não tenho um gênero literário que possa dizer: este é o meu gênero literário. Nunca elegi um. Aprecio vários gêneros, um deles é a poesia que, só recentemente, vim produzir de modo mais constante. Mas, na adolescência, compus alguns versos. Cheguei até a compor algumas notas de uma música. Mas na música, nunca fui além dessas poucas notas. Já a poesia, eu passei a criar mais e mais poemas, a ponto de hoje, já ter cerca de duzentas poesias.
Já escrevi em outros gêneros sim. Já enveredei pelos contos, por exemplo. Também já me aventurei nas crônicas mas, nunca me aventurei no romance, embora seja um dos meus futuros projetos.

  1. Fale-nos um pouco sobre seu(s) livro(s). Onde encontra inspiração para título e nomes dos personagens?

É muito difícil para mim falar do meu próprio livro mas, vou começar dizendo como ele aconteceu. No ano passado recebi uma mensagem do editor, Gilberto Martins, no Recanto das Letras onde publico algumas de minhas poesias. Ele dizia ter gostado muito de uma delas  de minhas poesias e falava de um projeto, o Palavra é Arte, para publicação de algumas poesias minhas junto com outros autores. Perguntou se me interessava.  Respondi afirmativamente e comecei a escolher entre dez e quinze poesias que seriam publicadas no livro. Selecionei então umas 20 ou 30 poesias. Pedi ajuda a algumas amigas para quem enviei para elas as poesias que havia selecionado pedindo que, cada uma, escolhesse dez poesias como melhores daquela seleção. As quinze poesias que foram mais escolhidas foram as que selecionei para enviar para editora. Veio então a fase da correção e diagramação e, finalmente, recebi o meu livro publicado.

  1. Qual tipo de pesquisa você faz para criar o “universo” do livro?

Esta pergunta não cabe para o meu livro. Não foi feita pesquisa nenhuma pois o universo do meu livro é muito variado, sendo um universo diferente para cada poesia.

  1. Você se inspira em algum autor ou livros para escrever?

Claro, mas nem sempre isso ocorre. Muitas vezes minha inspiração é interna. É claro que aí tem a minha bagagem cultural que, certamente, está impregnada do estilo dos meus autores prediletos.

  1. Você já teve dificuldade em publicar algum livro? Teve algum livro que não conseguiu ser publicado?

Não. Pelo contrário. Até tive facilidade. A dificuldade é para divulgar o livro, não para publicar.

  1. O que você acha do novo cenário da literatura nacional?

Eu não enxergo um novo cenário. Até porque, não conheci o cenário do passado, isto é, não vivenciei as dificuldades que os escritores encontravam. Não creio porem que fosse muito pior do que agora. O cenário da literatura nacional é lamentável.

  1. Recentemente surgiram várias pessoas lançando livros nacionais, uns são muito bons, outros nem tanto, outros são até desesperadores, o que você acha sobre este boom?

Sobre esta questão eu tenho péssimas experiências. Já comprei um livro na Amazon, por exemplo, que tive uma verdadeira revolta por tê-lo adquirido. Ele não era só mal escrito. Explorava um assunto inteiramente inexpressivo e tinha tantos erros que era mais difícil encontrar o que não estava errado. Em um conjunto de dez páginas cheguei a encontrar mais de trinta  erros. Erro de todo tipo. De grafia, de gramática, de concordância, etc. Eu considero isso um absurdo. Uma editora só devia aceitar publicar um livro com um revisor confiável, com um bom currículo. Caso contrário, deveria ser responsabilizada por danos morais e materiais juntamente com o autor.

  1. Qual sua opinião sobre os preços elevados dos livros nacionais?

Considero um absurdo que alguém para ler um livro, tenha que dispender 30, 40, 50 reais e, algumas vezes, até mais que isso. Isto é um forte indício do valor da educação para os nossos governantes. Os livros deveriam ter incentivos e serem distribuídos para todos.

  1. Qual livro você falaria: “queria ter tido esta ideia”?

Talvez até já tenha acontecido isso mas, não recordo.

  1. Se tivesse que escolher uma trilha sonora para seus livros qual seria? (nome da musica + cantor)

A quinta sinfonia de Beethoven, interpretada pela filarmônica de Berlim.

  1. Já leu algum livro que tenha considerado “o livro de sua vida”?

Sim. O Pequeno Príncipe (Exupéry), Dibs, em busca de si mesmo (Virginia M. Axline) e Fernão Capelo Gaivota (Richard Bach).

  1. Você tem novos projetos em mente? Se sim, pode falar sobre eles?

Sim. Estou prestes a lançar um livro de poesias só meu que já está em fase final de edição. Também tenho desejo de escrever um livro de contos e, talvez, até um romance. Mas isso é coisa pra longo prazo.

  1. Você acompanha as críticas feitas por blogueiros nas redes sociais? O que você acha sobre isso?

Acompanho de alguns sim. A maioria escreve muito mal. Comete erros graves de concordância, de sintaxe, de gramática, etc. Mas aqueles que acompanho escrevem um pouco melhor. Mas é lamentável ler algumas coisas que encontramos por aí.

  1. Se pudesse escolher um leitor para seu livro (escritor, alguém que admire) quem seria?

Uma poetisa que admiro muito: Bartyra Soares, acadêmica da Academia Pernambucana de Letras.

  1. Qual a maior alegria para um escritor?

Creio que é ver seu livro nas mãos de alguém que não conhece.

  1. Deixe uma mensagem a nossos leitores e para aqueles que estejam iniciando no mundo da escrita literária.

Para os leitores, desejo que tenham tantas alegrias quanto já tive na vida lendo os mais variados livros. Para quem desejar um dia escrever um livro, sugiro que leia muito. Muito significa mais do que o normal. Isto é, se você está acostumado a ler 1 livro por mês, leia 10. Se está acostumado a ler 10, leia 20 ou 30. O maior amigo de um escritor é um livro permanente nas mãos para ler.

O que falaram sobre o livro no Skoob

Tom Azevedo

Coração às vezes partido, alma de poeta inteira pelos amores que se foram, pelos amores que se deixaram levar.
Alberto Valença Lima é, então, um poeta romântico, saudoso da suprema alegria de estar nos braços de amores transformados em musas ou musas transformadas em amores. Musas que fazem mais do que inspirar e que também fazem o escritor celebrar o amor.

Não só ao enamoramento o poeta dedica palavras. Há espaço para a saudade dolorosa da mãe e momentos para cantar a vida, como no trecho do poema “Um homem maduro”:

“Não vivemos na Terra para sofrer,
Só temos na história, uma missão:
Chegar ao céu, que é a perfeição.”
Tom Azevedo

Wilton Fonseca

Hoje, tive a feliz oportunidade de ler poesias de Alberto Valença Lima, poeta de Pernambuco. Ele honra o nome de um outro Valença, também pernambucano talentoso, o Alceu. Alberto respira poesia. Seus versos são naturais e dão a impressão de que as rimas fluíram naturalmente da alma em forma de poesia. Sua performance tem certa pureza selvagem, incontrolável. Daí as referências ao mar, às plantas silvestres. Na forma, mostra refinamento ao aplicar com maestria os recursos do soneto, a poesia por excelência. Espero que o poeta maduro, como ele mesmo intitula-se, tenha a oportunidade de sempre brindar-nos com a pureza de seu talento.

Wilton Fonseca

Daniela Viegas – Uma pérola incrustrada entre dois blogs

Olá, em algum dos posts antigo eu já tinha admitido meu amor pela leitura, o fato de ler praticamente de tudo um pouco e de sempre ler livros diferentes e de novos escritores tanto nacionais como internacionais. A resenha de hoje nos mostram não só o amor pela leitura, mas o amor pela escrita, pois os livros “nascem” assim, da necessidade de expressar tudo aquilo que estava em sua alma. Nosso querido Alberto (assim como eu, colaborador do blog Meu Pequeno Vicio Aqui e dono do blog Verdade de um ser Aqui  ) além de criticamente e sensível em sua visão unica da sétima arte se dedica a doce e desafiadora arte de escrever  poesias.

Sinopse:

         Coletânea de poesias de diversos autores que fazem da poesia uma forma de comunicação com o mundo. A´poesia tem uma estreita relação com a arte e, essencialmente com a beleza. Ela é, em si, a síntese de todas as demais manifestações de ordem estética ou comunicativa. Sem ela de que nos serviria a pintura, a escultura, a música, a dança?

       Alberto Valença Lima publicou em 2014 um poema de sua autoria numa antologia e, desde a infância, gostou de escrever. É poeta e escritor no Recanto das Letras e tem um blog chamado Verdades de um Ser desde 2006, onde escreve sobre literatura, cinema, música e outros assuntos do cotidiano. Nesta coletânea ele publica 15 de seus poemas e uma carta escrita para uma ex namorada. (Sinopse do Skoob)

Trechos do livro:

“Estes versos,  hoje tão tristonhos,
se mancham de alegria na janela,
a molhar a camisa, que nos sonhos,
chegam iluminando com vela.”

(página 20, Saudades de você, Alberto Valença Lima)

Esse livro é um projeto, onde vários escritores tem quinze poemas publicados cada um. O livro não segue um tema, mas, apesar de não ter um “tema” estabelecido, todos os autores escreveram um ou mais poemas que falam de saudades. Os estilos de escritas, de emoções são únicos para cada autor, todos os poemas tem o nome do escritor embaixo. O livro é cheio de ilustrações simples que rementem a natureza, a simplicidade da vida, porém cheia de beleza, assim como as poesias do livro, que são belas, sonoras e presente no nosso dia a dia, nas situações vividas por todos nós.

      Alguns dos poemas que mais gostei são os mais sonoro, com a estrutura mais “clássica” (com os versos com a terminação de palavras iguais) da poesia,  sonetos ( com quatro estrofes duas com quatro versos e duas com três versos):  Pela minha janela hoje, Versos na surdina, Para minha mãe e Soneto da saudade, Saudades de você,  Pequena carta para Ray Charles, Flores, Um samba de amor, O que sou?  Toxina sinistra, Pardalzinho do telhado, Para a alma não existe disfarce e Cura-me.

        Enfim, é um bom livro. Uma leitura rápida, porém cheia de conteúdo,  pois cada poema é um universo, uma situação, uma ação diferente, de cada escritor, que usou de sua experiencia, e extraiu de sua vida, arte da poesia, onde transformou o sentimento, na mais pura arte. É transformar uma carta, uma mensagem em poema, nos deixando assim, a ideia ( a certeza) de que a vida e a poesia estão lado a lado.

       Eu espero que vocês tenham gostado da resenha, leiam o livro, que foi escrito com muito carinho, e se também gostam de poesia,  me deem sugestões de livros e de poetas. É sempre bom conhecer novos escritores e livros.

Por Daniela Viegas

Página do blog Somos todos poeira estelar

Página do blog Meu pequeno vício

O livro pode ser adquirido diretamente com o autor no seu site oficial ou através de contato nas redes sociais a seguir.

Site oficial do autor

Página do livro no Facebook

Página do livro no Skoob

O autor está fazendo uma promoção que pode ser conferida no seu site oficial. Acesse-a no link acima e clique na guia Promoção para conhecer detalhes.

Um ano bom – Ana Faria [Livro]

Um ano bom – Ana Faria

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O livro de estreia de Ana Faria é apresentado em 35 capítulos que se desenrolam em uma narrativa quase perfeita. A autora consegue oferecer ao leitor através de Um ano bom uma oportunidade de refletir sobre vários temas que são abordados ao longo da história de Christopher (Chris) e Clara.

A narrativa é feita na terceira pessoa e, dentre outros, são explorados, com muita propriedade e seriedade, os seguintes temas: bullying, gravidez prematura e indesejada entre adolescentes, educação religiosa, respeito ao próximo, namoro, a formatura do 2ºgrau, a escolha de profissão, a relação entre pais e filhos, a separação dos pais.

Os personagens

Os personagens principais são Christopher e Clara. Alem destes, há ainda alguns outros que merecem destaque como Augusto, o pai de Clara, Lilian, a mãe de Chris, Jéssica, uma das colegas de Chris e Clara na escola, Tiago também aluno da mesma classe dos principais personagens, Ariana, vizinha de Clara e Juliana, mãe de Clara. Alem de outros menos significativos e que não iremos falar sobre eles. A seguir, farei uma pequena análise (resumo) de cada um desses personagens.

Christopher (Chris) é o rapaz mais bonito da escola, atleta e cobiçado por todas as garotas. Sempre cercado de amigos, tinha boa relação com os professores e, apesar de não ser um aluno exemplar, de destaque, conseguia quase sempre manter-se na média e, quando a nota baixava, sempre conseguia se recuperar. Apesar deste sucesso e alto índice de popularidade, ele não era arrogante, ao contrário de seus colegas. Fica interessado em Clara e se empenha em se aproximar dela.

Clara era uma moça de 17 anos que estava chegando na classe de Chris pela primeira vez, no ano em que cursavam o último ano do Ensino Médio. Ao contrário dos demais, que estudavam juntos desde a sexta série do Ensino Fundamental, Viera transferida de outra escola de onde fora expulsa por causa de uma briga com outra garota que vivia atormentando-a por inveja ou despeito. Na briga, Clara quebrara o braço da colega que deu queixa na polícia e tiveram, ela e o pai, que comparecer na delegacia. Era uma menina despojada e excêntrica, com cabelos pintados de vermelho e roupas fora dos padrões. Apaixona-se por Chris logo que o vê mas, fica resistindo a admitir isso com medo de machucar-se.

Augusto é o pai de Clara. Um homem atormentado e triste, que sofria desde que a esposa e mãe de Clara os abandonara, deixando apenas um bilhete quando Clara ainda era uma menina de cinco anos. Desde então não dera mais nenhuma notícia.

Juliana era a mãe de Clara, de quem o leitor só toma conhecimento de sua existência pelo fato narrado anteriormente e, até a quarta parte final do livro, permanece ausente da narrativa. Só nesta parte final é que o leitor será apresentado a ela.

Ariana é a melhor amiga de Clara e também sua vizinha. Tem um maior equilíbrio e representa o lado correto e mais bem comportado dos jovens.

Tiago é o melhor amigo de Chris e também seu colega de classe. Vai desempenhar um papel mais importante na parte final do livro quando engravida uma menina e se desespera diante da possibilidade se ser pai. E neste ponto Chris o ajudará muito como amigo.

Jéssica é a menina mais bonita da escola e estuda na mesma classe de Chris de quem já foi namorada por um tempo e nutre esperanças de uma renovação. Terá um papel decisivo na história pois será a responsável pelo tormento de Clara na nova escola, implicando com ela e tudo fazendo para desestabilizá-la. Clara reúne forças e paciência para cumprir o que prometera ao pai de não brigar mais no novo colégio.  Jéssica lidera uma turma de patricinhas como ela, que a idolatram e a seguem como se fossem suas súditas.

Lilian é a mãe de Chris que vive sozinha junto com Chris e o irmão desde a morte do marido. Não tem grande participação na história além de uma conversa com Clara e com o filho.

Todos os personagens são muito bem construídos e elaborados pela autora que deve ter feito uma boa pesquisa para realizar um trabalho tão bem feito.

Dados bibliográficos

Título – Um ano bom
Autora – Ana Faria
Editora – Ases da literatura
Páginas – 231
Ano de publicação – 2014
ISBN – 9788541303941
Revisão – Marcia Dias
Diagramação – Isabelle Martins
Capa – Rebeca Prado

A história de Clara e Chris se desenvolve, como já foi dito, em 35 capítulos, distribuídos em 131 páginas. A grande maioria deles é muito curto, isto é, duas ou três páginas apenas. Após o capítulo final a autora oferece um roteiro de estudos, que pode ser usado não só por alunos cujos professores adotem este livro como literatura complementar para suas aulas de literatura, como também por qualquer outro leitor que queira explorar melhor a leitura realizada. Tudo isso, além de uma página dedicada aos dados da editora e dos contatos da autora.

A autora Ana Faria

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Ana Faria é geógrafa e professora que se aventurou na arte de escrever, realizando um desejo que tinha desde pequena que era fazer a diferença na vida das pessoas. Este é o seu livro de estreia mas ela já  publicou um outro livro intitulado Um amor de muitos verões. Ela também é confeiteira e adora cinema e leitura. É mineira de Belo Horizonte aonde mora.

Já escreveu poemas, contos e romances. No livro ela apresenta um de seus poemas através de Clara. Também gosta de esmaltes, viagens e teologia. Está publicando semanalmente um novo capítulo de seu novo livro intitulado Um romance inapropriado.

A autora pode ser encontrada em um dos links a seguir.

Ana Faria

Minha opinião

Há muito tempo não leio um livro quase de um só fôlego como aconteceu com este. Só não o li num só dia por absoluta falta de tempo motivado por diversos outros afazeres e obrigações mas, a leitura foi feita em apenas cinco dias. Isso é inédito desde que li O advogado de John Grisham. Nem mesmo Versilêncios, que era um livro de poemas e fininho, não li de um só fôlego.

A autora conseguiu escrever um romance muito bem estruturado e com personagens cuidadosamente construídos. Os cenários são descritos com exatidão e detalhes, lembrando Graciliano Ramos, com sua perfeição descritiva em Vidas Secas que é citado no livro embora não seja mencionado o título. No Skoob, assim me manifestei no histórico de leitura:

“Um livro que tinha tudo pra ser perfeito mas, infelizmente, peca por um defeito muito grave: As letras além de minúsculas, são muito empilhadas umas sobre as outras. Isso prejudica imensamente a leitura além de causar uma aversão ao início dela. Lutei contra esta aversão e estou me deliciando com a riqueza empresatada pela autora aos seus personagens que lembra, em muitos casos, o próprio Graciliano Ramos por ela citado na descrição dos cenários de personagens.”  Nota: 4 (Ao final da página 43)

“Este livro realmente me surpreendeu. Ele é quase perfeito. Só não leva as 5 estrelinhas por duas razões: algumas poucas falhas na revisão e a diagramação muito ruim, com letras muito pequenas e linhas muito próximas uma da outra dificultando muito a leitura. No mais, ele é magnífico.. Uma narrativa ágil e cativante, personagens e cenários muito bem descritos, personagens muito bem caracterizados, bem explorados e sem se tornarem supérfluos nem cansativos. É um livro que recomendo a qualquer pessoa principalmente àquelas que gostem de romances.”  Nota: 4 (Ao final da página 170 quatro dias depois)

“Fazia tempo que não lia um livro quase de um só fôlego. Um ano bom foi, como já falei, uma grata surpresa mas, ao mesmo tempo, uma pequena decepção pois, tinha quase certeza de que, ao finalizá-lo, aumentaria para cinco estrelas a minha cotação, apesar das pequenas falhas já apontadas. Infelizmente, isso não aconteceu. Alem de pecar novamente na revisão em dois outros trechos, de fazer citações inadequadas e incorretas, a autora se perde um pouco na parte final do livro. A partir do capítulo 26 ocorre uma reviravolta meio mágica na narrativa e isto macula de forma lamentável o desenrolar da história que vinha sendo tão maravilhosamente bem conduzida. Embora isso tenha me impedido de dar as cinco estrelinhas para o livro, ele não deixa de ser uma grata surpresa e merece as 4 estrelinhas. A autora consegue, ao menos até a página 173 causar uma excelente impressão, ou seja, é pelo menos 3/4 do livro. A quarta parte final deixa um pouco a desejar mas, ainda assim, é bem explorada e os temas abordados são de grande relevância como bullying gravidez em adolescentes, separação dos pais, criação de filhos, amizades, ética, comportamento de adolescentes e alguns outros. Todos temas de muita importância, principalmente para adolescentes. Uma leitura maravilhosa!”  Nota: 4 (Ao concluir a leitura no dia seguinte)

Mereceu então quatro estrelinhas.4-estrelas-red

 

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Agradeço a Ana pelo livro e pela parceria.

Guardarei com carinho este livro com dedicatória.

(Para ampliar, clique na foto)

A última música – Julie Anne Robinson [Filme]

Título original – The last song

Este filme foi publicado no blog Meu pequeno vício no qual sou colunista de filmes no dia 11 de junho, daí a referência ao Dia dos Namorados a seguir.

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Diante da proximidade do Dia dos Namorados, resolvi escolher um filme de amor para indicar aos pombinhos para verem juntos amanhã, dia 12 de junho, quando se comemora esta data. E casualmente, assisti a este fime no Netflix. A última música é um filme cujo roteiro foi baseado no livro homônimo de Nicholas Sparks. O roteiro do filme é do próprio Sparks e de Jeff Van Wie. Posso lhe garantir que você não vai se arrepender a assistir a este filme com sua namorada ou namorado.
Bem, o filme inicia com um incêndio em uma igreja do qual os bombeiros retiram dos escombros um homem, Steve Miller (Greg Kennear), um pianista e ex-professor da Julliard School divorciado da esposa com dois filhos, Jonah (Bobby Coleman) e Ronnie Miller (Miley Cyrus).

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Logo após a cena do incêndio há um corte e surge uma caminhonete na estrada que está sendo dirigida pela mãe de Ronnie e Jonah, Kim (Kelly Pretron), que está levando os filhos para passarem o verão com o pai numa praia na Georgia em Tymbee Island, pequena cidade litorânea. Jonah ao chegar faz a maior festa com o pai e fica maravilhado por ele morar na beira-mar. Já Ronnie nem sequer fala com ele, ainda ressentida por terem sido abandonados pelo pai quando ele se divorciou. Dirige-se então para praia, vestida como tinha chegado, com um coturno, calça e blusa pretos. As pessoas na praia a olham como um bicho raro. É quando acontece um tropeção entre ela e Will (Liam Hemsworth), um talentoso atleta que joga voley de praia e é bem popular entre as meninas do lugar.

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A paquera se define neste instante embora Ronnie faça tudo para demonstrar que não tem interesse. Como a cidade é pequena eles se encontram com frequência. Ela se responsabiliza para defender alguns ovos de tartaruga que descobre na praia e que estavam sendo ameaçados pelos quatis e ele trabalha no Aquário da cidade. Isso começa a aproximá-los. A relação difícil dela com o pai vai aos poucos melhorando e, quando ela recebe um beijo roubado fica nas nuvens e conversa com o pai já que não tinha nenhuma amiga ali.

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Os desempenhos são muito bem conduzidos pela diretora e a música de Aaron Zigman é muito bela. Ela havia sido presa em Nova Iorque por roubo e uma menina com ciúmes dela por pensar que ela está paquerando seu namorado, coloca uma pulseira na bolsa dela sem ela perceber e ao saírem da loja o alarme dispara. O dono pede para ver a bolsa dela e lá encontra a pulseira e leva-a para delegacia. O pai vai até lá para tirá-la. Surge o primeiro momento de confiança entre eles.

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O desempenho do menino é muito bom e o dela melhor ainda. Ela é uma cantora e atriz Ela ficou muito conhecida após interpretar Hannah Montana em 2006, uma série de Walt Disney e já ganhou vários discos de platina por seus discos muito bem aceitos nos Estados Unidos.

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O filme tem alguns diálogos muito bonitos, cenas bem românticas e uma história bem arrumada embora bem previsível mas, ganhou cinco estrelinhas e eu recomendo a todo casal apaixonado assistir a este filme juntos.

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A seguir, alguns quotes do filme.

Nós não somos perfeitos. Cometemos erros, fazemos bobagens, mas então perdoamos e vamos em frente. Querida, ao  menos você tem a coragem de sentir. Você sente tudo tão profundamente. Você é filha do seu pai.

As pessoas cometem erros Will. Até as pessoas que amamos. Não somos perfeitos. Nenhum de nós.

O amor é frágil Ronnie. E nem sempre cuidamos dele muito bem. A gente faz o melhor que pode e torce para que esta coisa frágil sobreviva apesar de tudo.

O amor é um pouco louco.

Sua mãe me contou que não passou nos exames de admissão mas sei que para errar todas as questões é preciso ser inteligente.

Um dia você vai abrir seu coração e vai tocar de novo.  E não será para agradar a sua mãe ou a mim. Será por você. Porque a  música e o amor trarão alegria a você.

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Produção – Norte-americana
Direção – Julie Anne Robinson
Ano de lançamento – 2010
Duração do filme – 1 hora e 47 minutos
Música – Aaron Zigman
Elenco e personagens:
Miley Cyrus como Veronica “Ronnie” Miller
Greg Kinnear como Steve Miller
Liam Hemsworth como Will Blakelee
Bobby Coleman como Jonah Miller
Kelly Preston como Kim, mãe de Ronnie e Jonah
Nick Lashaway como Marcus
Carly Chaikin como Blaze
Adam Barnett como Teddy
Nick Searcy como Tom Blakelee
Melissa Ordway como Ashley
Carrie Malabre como Cassie
Lance E. Nichols como Pastor Charlie Harris
Hallock Beals como Scott
Stephanie Leigh Schlund como Megan Blakelee

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Amy – Asif Kapadia [Filme]

Título original – Amy : The girl behind the name

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Antes de escrever sobre o que preciso para falar a respeito deste filme, devo esclarecer
algumas coisas que considero importantes, fundamentais até, para que eu tenha apreendido da forma como captei a mensagem que Kapadia quis e conseguiu nos transmitir. Não publiquei isso ontem pois ainda não tinha concluído o que deveria. Assisti a este filme na semana passada no Netflix e me encantei. Disse para mim mesmo: Vou escolher este filme para fazer os comentários no blog Meu pequeno vício esta semana. Mas ontem não consegui concluir. Resolvi então assistir ao filme novamente. Vi quatro vezes esse filme de ontem pra hoje  e finalmente, encontrei como escrever o que queria.
Amy - filme vencedor do Oscar
Eu não conhecia Amy Winehouse, quero dizer, nunca tinha ouvido falar sobre ela até o dia de sua morte em julho de 2011. Quando ela morreu, pensei comigo: Não fez falta nenhuma! É menos um drogado na face da Terra. Puro preconceito. E hoje me envergonho disso. Mas foi assim que pensei em 2011. E fiquei com este sentimento até assistir a este documentário fantástico na semana passada. E só resolvi vê-lo porque ganhou o Oscar. Se não fosse por isso, teria permanecido com o preconceito odioso que nutria até então.  Mas, felizmente, ele ganhou o Oscar de melhor documentário este ano. Ai eu pensei: Vou ver o que este filme tem pra ter ganhado o Oscar. E me maravilhei. É um dos melhores filmes a que assisti ultimamente.
Amy - filme vencedor do Oscar

Trata-se de um documentário sobre a vida e morte desta cantora linda e fenomenal que todos precisam conhecer se ainda não a conhecem como eu até a semana passada. Ela ganhou 5 Grammy. Cinco!!! Em um ano só. Não é pra qualquer um. Ela venceu cinco vezes o maior prêmio da música mundial, internacional. Não sei, não pesquisei sobre isso mas, creio que nunca ninguém alcançou esta marca. Mas vamos aos comentários do filme.

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Ela era uma pessoa humilde. Difícil de acreditar, mas era. Disse numa filmagem da gravação de seu primeiro CD, quando alguém perguntou se ela achava que iria ficar famosa, “Eu não acho que minha música tenha essa dimensão. Eu até queria que tivesse mas não acho que vou ficar famosa.

Ela era uma alma velha num corpo jovem“, disse um dos produtores. Numa outra ocasião, numa entrevista, ao perguntarem a ela se tentam moldá-la ela afirma que sim mas que tem seu próprio estilo. E ela está belíssima nessa cena. Ela se considerava uma pessoa comum. Quando Amy decidia uma coisa, estava decidido.

Tem cenas dela com 9 anos e, nessa idade ela era horrível, muito feia mesmo. Quando os pais se separaram ela pensou: Que legal! Agora posso fazer o que quiser. Posso usar maquiagem, piercing, tatuagem, falar palavrão… O diretor consegue captar o seu verdadeiro espírito e a sua história de maneira magistral. Mostra nuances da personalidade de Amy, que mesmo seus fãs, talvez não soubessem.

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Em 2004 ela vence um concurso de música e fica totalmente abestalhada quando sai o resultado. Ao chegar no microfone, após o anúncio do vencedor, ela diz: “Sou eu mesmo? Uau!” É bem espontânea. E mais uma vez mostra a humildade dela e o reconhecimento dos valores dos outros. Ela faz os maiores elogios ao pianista que a acompanhava. A canção com que ela ganhou este prêmio foi “Stronger than man“.

Ao ganhar o Grammy ela diz para a amiga: “Isso aqui tá tão chato sem drogas!” Nessa época ela já vivia drogada. Mas o que a levou a isso foi a fama, ou melhor, a mídia que não a deixava um só momento. Ela não podia aparecer que era bombardeada por flashes o tempo inteiro. Ela não suportou essa pressão. Ela era uma pessoa que estava acostumada com pouca gente ao seu redor. Era trnnquila, mas depois da fama ela sucumbiu. Alem disso, teve o relacionamento com Blake com quem se casou, e que era um viciado, e tornou-a também uma. Nesta noite do Grammy, ela estava totalmente sóbria mas, porque foi forçada a isso. E ela só ganhou porque estava sóbria. Concorreram com ela cantoras de renome como Beyoncé e Rihanna. E quem apresentou este Grammy foram Natalie Cole e Tony Bennett. Este último era ídolo de Amy. Ela fica abobalhada quando ele chega ao palco.

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Depois disso ela vira piada na mídia. Diziam que o próximo CD dela viria com músicas com receitas de crack, heroína, etc. Mas a gravação de uma música dela com Tony Bennett é algo mais. É simplesmente sensacional.

Desta vez, quando aparece a morte dela, me deixou triste. Muito triste. Que perda foi para humanidade! Como mudou o meu sentimento em relação a ela. No documentário ainda aparece Tony Bennett dizendo:

Ela foi uma das grandes cantoras de jazz que eu já ouvi. Para mim, ela deveria ser vista como Ella Fitzgerald e Billie Hollyday. Ela tinha o dom completo. Se ela tivesse sobrevivido eu teria dito: Vai com calma. Você é importante demais.

A vida ensina a viver se você vive o suficiente.

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Este filme mereceu, sem favor algum, cinco estrelinhas. 5-estrelas-red
Produção – Reino Unido
Ano de lançamento – 2015
Duração do filme – 2 horas e 7 minutos
Gênero – Documentário
Participantes: Amy Winehouse, como ela mesma
Mitch Winehouse, o pai
Janis Winehouse, a mãe
Raye Cosbert, seu empresário
Nick Shymanksy, ex-empresário
Blake Fielder-Civil, ex-marido
Andrew Morris, guarda-costas
Darcus Beese, empresário
Mos Def, amigo
Tyler James, amigo
Juliette Ashby, amiga
Lauren Gilbert, amiga
Pete Doherty, amigo
Jonathan Ross, entrevistador
Mark Ronson, produtor do álbum de Amy Winehouse
Salaam Remi, produtor do álbum de Amy Winehouse
Tony Bennett, amigo

Diário de uma paixão – Nicholas Sparks [Livro]

Nicholas Sparks e seu Diário de uma paixão

Neste quarto livro de Nicholas Sparks ele finalmente alcança o buscado sucesso. Os dois primeiros não foram publicados e o terceiro teve apenas pouca aceitação. Diário de uma paixão é baseado na história dos avós da esposa de Sparks e é o livro que o tornou conhecido e best seller do New York Times.

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Capítulos de Diário de uma paixão

O livro é dividido em 12 capítulos a saber: Milagres, Fantasmas, Reunião, Telefonemas, Caiaques e sonhos esquecidos, Águas que se movem, Cisnes e tempestades, Tribunais, Uma visita inesperada, Caminhhos cruzados, uma carta de outrora, Inverno, e mais 4 capitulos adicionais e que o enriquecem. São eles: Perguntas pafra discussão, Autor, O que dizem, Um amor para recordar.

Dados bibliográficos

Título do livro – Diário de uma paixão
Autor – Nicholas Sparks
Tradução: Renato Marques de Oliveira
Editora – Novo Conceito
Local de publicação – São Paulo
Ano da edição – 2010
Esta edição – 19ª impressão (2014)
Número de páginas – 256
ISBN – 928.85.63219-20-6

Narração:

O livro é narrado ora na primeira pessoa, ora na terceira. Noah, o personagem principal, conta sua história para Allie, sua esposa que se encontra com Mal de Alzheimer em estado avançado internada num hospital. Todos os dias Noah vai ao hospital para ler para ela um tracho do diário que escrevera sobre a vida dos dois. Ela não sabe que aquela história é sobre ela nem muito menos que Noah é o seu marido.

Enredo

Noah e Allie eram dois adolescentes que se apaixonaram após um romance de verão mas, Noah era pobre e Allie era rica. Isso fez a família de Allie afastar os dois e, embora Noah tenha escrito 365 cartas para Allie, uma a cada dia após a separação dos dois, Allie nunca recebeu nenhuma pois a mãe as interceptava. Noah terminou desistindo do seu amor embora nunca tenha esquecido Allie. Foi para guerra e, ao voltar, recebeu de herança de um ex-patrão uma casa em ruínas que ele gostava muito. Restaurou a casa toda e passou a morar nela. Durante quatorze anos nunca mais ouviu falar de Allie até que um dia, ela já noiva, com o casamento marcado para a semna seguinte, viu num jornal local uma notícia sobre Noah que havia restaurado a casa em ruínas. Ela vai lhe fazer uma visita e o amor adormecido dos dois renasce. Ela descobre que Noah lhe havia escrito as 365 cartas e Noah descobre que ela não recebera nenhuma. Os dois vivem uma noite de amor e ela volta para casa indo ao encontro do noivo.

O leitor não fica sabendo o que acontece pois, é inserida na narrativa uma nova história com Noah já idoso, lendo para Allie que estava internada num hospital, seu diário do amor entre eles. Ela com Alzheimer não sabe que aquilo que Noah está narrando era a história da vida dela. Tomamos então conhecimento de que eles haviam se casado mas, não sabemos o que aconteceu naquele dia em que ela foi ao encontro do noivo. Isto é, não ficamos sabendo se ela se casara com o noivo e depois se separaram ou se ela não chega a se casar com ele. E este mistério perdura até perto do final do livro.

Minha opinião

Trata-se de um belo romance com diálogos muito bem escritos e marcantes. Alguns muito bonitos.O filme é bem melhor que o livro. Não sei se digo isso por ter assistido ao filme primeiro mas, o fato é que a narrativa do livro é meio cansativa, repetitiva. Transcrevo abaixo meu histórico de leitura no Skoob. Mereceu três estrelinhas. estrelasred

17/02/2015 – 8% – p. 19
Ainda muito no começo para avaliar alguma coisa mas, até o momento, estou gostando.” Nota: 3
24/09/2015 – 26% – p.68
“Por enquanto ainda não estou empolgado com o livro. É meio que… digamos, previsível.” Nota: 3
10/04/2016 – 67% – p.161
“A história se arrasta em um ritmo meio cansativo. Tem algumas coisas boas mas o estilo do autor não me agrada.” Nota: 2
13/05/2016 – 83% – p. 202
“Quanto mais se vai chegando no final, mais chato vai ficando o livro. E a doença dela e dele são coisas que não são bem exploradas pelo autor.” Nota: 2
17/05/2016- 100% – p. 242
“No final o autor consegue recuperar a beleza do início da história e agradar um pouco mais. É um bom livro apesar dos momentos muito chatos no decorrer da história.” Nota: 3
Note que, ao longo de quase todo o livro, a leitura foi para mim desagradável. O estilo do autor realmente não me agrada, apesar de ele conseguir escrever belos diálogos.

Nicholas Sparks

Nicholas Sparks nasceu em Nebraska em dezembro de 1965, na véspera do ano novo de 1966. Seu pai era garçom e, como tal, viviam com certa dificuldade mas, ele não poupou recursos para dar à esposa, um bom hospital e o melhor obstetra de Omaha, cidade de Nebraska onde Nicholas nasceu.

Nicholas Sparks

Aos 3 anos foi morar com a família em Los Angeles, onde o pai foi fazer doutorado. Aos 8 anos mudou-se novamente para Nebraska, na cidade de Grand Island com a mãe e seus irmãos. No ano seguinte, mudaram-se todos para CaliforniaEstudou na Universidade de Minesota mas, passou lá apenas 2 anos.

Livros do autor

Seu primeiro romance, A passagem, nunca foi publicado. Na escola ele foi atleta tendo batido alguns records, o que lhe rendeu uma bolsa de estudos integral para universidade. Em julho de 1989 casou-se com Cathy Cote, garota que conhecera há um ano enquanto gozava as férias da primavera e com quem permaneceu casado por 25 anos, tendo anunciado o rompimento em 2015 Seu segundo livro, Os assassinos reais, também nunca foi publicado. Seu terceiro livro, Wokini, foi publicado em 1990 por uma pequena editora de Sacramento, California e, posteriormente, republicado pela Radom House em 1994, quando finalmente alcançou o sucesso.

Livro Diário de uma paixão

Em 1995 ele concluia o seu quarto livro e o segundo a ser publicado – Diário de uma paixão.  Foi um sucesso estrondoso, tendo na primeira semana do lançamento entrado na lista dos Best Selleres da New York Times.  Dez anos depois ele eera adaptado para o cinema por Jan Sardi, com roteiro de Jeremy Leven e dirigido por Nick Cassavetes, já tendo sido comentado aqui neste blog. Para ler os comentários sobre o filme, clique aqui. Inclusive você pode assistir à versão dublada online aqui no blog no link acima.

Em 2012, foi lançado  um filme indiano – Zindagi Tere Naam – também baseado no livro Diário de uma paixão.

Kramer versus Kramer – Robert Benton [Filme]

Título original – Kramer vs Kramer

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Robert Benton arrebatou em 1979 cinco estatuetas em Hollywood com esta obra-prima da Sétima Arte, entre as quais o de Melhor Filme e Melhor Direção.  Kramer vs Kramer é um filme que deve figurar entre aqueles que você não pode morrer antes de assistir a ele. Com Dustin Hoffman num dos seus melhores papéis e Maryl Streep também num trabalho magistral, o que lhes rederam os Oscars de Melhor ator e Melhor atriz coadjuvante, respectivamente são um show à parte.

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Kramer versus Kramer é um filme que trata sobre a eterna situação de insatisfação no casamento e suas consequências, em especial, quando há um filho na relação. Robert Benton nos apresenta uma história onde a luta pela custódia do filho entre o pai, que fica com o filho por 18 meses após serem abandonados pela mulher que estava insatisfeita com a vida que estava levando, apesar de ser o pano de fundo da trama, chega quase a ficar em segundo plano diante da análise dos personagens feita de forma brilhante por Benton.

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Robert Benton consegue, nesta adaptação da obra de Avery Corman, sendo responsável pelo roteiro e direção, apresentar ao espectador, uma realidade vista pelos dois lados sem um mocinho ou um vilão, tão comum em situações desta natureza.

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A música é belíssima e os desempenhos, como já foi dito, são irreparáveis, magistrais. Sendo Benton o responsável pela adaptação e direção deste longa, ele merece todo o mérito do seu sucesso. Exceto pelos desempenhos de Hoffman e Meryl Streep, com os quais, certamente também contribuiu para tão maravilhosa criação. Até mesmo com a introdução do ator mirim Justin Henry, o filho do casal que completa a verdadeira perfeição de toda a obra.

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Uma das cenas mais lindas do filme acontece aos 40 minutos de exibição, em uma conversa entre o pai e o filho, enquanto Billy (o filho) se acomodava para dormir. Ele pergunta ao pai:

– Por isso que mamãe foi embora não é? Porque desobedeci.
– É isso que você pensa?
– Sim.
– Não foi por isso Billy. A mamãe te ama muito. E o motivo de ela ter ido embora não tem relação com você. Não sei se vai ter sentido mas vou te explicar está bem? Acho que a mamãe foi embora porque, por muito tempo, eu fiquei tentando obrigá-la a ser um tipo de pessoa, um tipo de mulher, que eu achava que ela devia ser. E ela não era daquele jeito. Ela era… Ela não era daquele jeito. E agora vejo que ela tentou tanto tempo me fazer feliz, e quando não conseguiu, ela tentou conversar comigo. Mas eu não escutei porque estava ocupado e envolvido demais. Mas acho que por dentro ela estava muito triste. A mamãe ficou aqui mais do que queria porque ela te ama. E a mamãe só não ficou mais porque ela não me aguentava Billy. Ela não foi embora por sua causa. Foi por minha causa.

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Este diálogo acontece apesar de a esposa estar lutando contra ele no tribunal para reaver a guarda do filho. Ele não se deixa envolver pelo ódio e pensa mais no filho do que em si próprio, preservando a imagem da máe para Billy, ao invés de jogá-lo contra ela como muitos pais fazem.

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Com uma música de Henry Purcell e Antônio Vivaldi, ao assistir a este filme maravilhoso você terá um verdadeiro prêmio de satisfação. De Purcell, você vai escutar a Sonata para trompete e stings, adaptada por John Kander e conduzida por Paul Gemignani e, de Vivaldi, você ouvirá o Concerto em Dó Maior para Mandolin e stings, adaptada e conduzida por Herb Harris.

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Mereceu, sem favor algum, as cinco estrelinhas possíveis e mais se houvesse.

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O sorriso de Mona Lisa – Mike Newell [Filme]

Título original – Mona Lisa Smile

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O filme é fantástico e imperdível. Com um roteiro de Lawrence Konner e Mark Rosenthal, O sorriso de Mona Lisa (Mona Lisa smile) transcorre num clima de tensão inicial a uma verdadeira festa de reconhecimento no final e com desempenhos primorosos de Julia Roberts (Katherine), Kirsten Dunst (Betty) e Julia Stiles (Joan).

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Katherine é uma professora de História da Arte que chega a um colégio tradicional feminino, o Wellesley College, em Massachussetts, Estados Unidos, tendo sido formada na liberal Universidade de Berkley na California e sofre um choque de valores que tenta lutar contra Continue lendo

Bonequinha de luxo – Blake Edwards [Filme online]

Título original – Breakfast at Tiffany’s

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Blake Edwards, o mesmo diretor de A pantera cor-de-rosa e Um tiro no escuro, grandes sucessos dos anos 1960 realizou Bonequinha de luxo, esta obra-prima do cinema, com a inesquecível Audrey Hepburn em um papel que lhe marcou a carreira. A cena em que ela chega num taxi, vestida com um longo preto e um belíssimo colar de pérolas, em frente à joalheria Thiffany, em Nova Iorque, com um saco de papel de onde tira algo para comer e um copo com algo para beber é clássica. E a música do filme, de autoria do mestre Henry Mancini, o mesmo também dos filme citados acima, além de Charada e o delicioso Hatari, é uma das mais belas de toda a história do cinema – Moon River, que na voz de Audrey torna-se ainda mais bonita. Esta música ganhou o Oscar de melhor canção original em 1962 e também foi premiado com o Oscar de melhor trilha sonora para Henry Mancini.

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Não vou escrever muito pois já passa da meia-noite e este filme deveria estar disponível para Continue lendo

filmes contendo palavra ultimo no titulo

Lista de filmes com a palavra último no título

Esta  postagem surgiu de uma conversa que tive com um amigo querido – Heraldo Pereira – enquanto falávamos sobre cinema. Conversa pra lá, conversa pra cá e surgiu o assunto de último nos títulos dos filmes. Ele começou a citar alguns títulos e eu a citar outros e, de repente, havíamos citado mais de 20 títulos. Sem consultar nenhuma fonte, apenas a nossa memória.

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Aí eu pensei: poderia fazer uma postagem aqui no blog com este tema já que é uma coisa tão recorrente no cinema. Afinal, o que representa essa tendência, ou preferência por essa palavra? Último está ligado à morte. Uma coisa só é última ou quando você muda ou quando morre. De um jeito ou de outro está ligado à morte pois, a mudança não deixa de ser uma morte também.

Pois bem, depois que resolvi escrever esta postagem, fui fazer uma pesquisa e me surpreendi com a quantidade de títulos com esta palavra. A princípio acreditava que encontraria uns 50 ou Continue lendo

Mogli, o menino-lobo – Jon Favreau [Filme]

 Direção – Jon Favreau

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Título original – The jungle book

A história se baseia num livro de Rudyard Kipling, um poeta e escritor inglês, autor de um dos mais famosos e belos poemas que já li – Se (tradução de Guilherme de Almeida) – ou If, no original. Ao final vou transcrever aqui este poema pois vale a pena sua divulgação. A primeira vez que ouvi falar de Rudyard Kipling tinha entre 10 e 12 anos. Foi quando li o livro de Huberto Rohden De alma para alma, no qual ele criou um texto baseado naquele poema de Rudyard Kipling intitulado Se puderes.
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Bem, inicialmente, quero pedir desculpas aos leitores do blog por ter deixado de publicar meus textos aqui no sábado da semana anterior. Estive viajando e onde estava a internet não era viável.
Bem, Mogli é um menino indiano interpretado maravilhosamente por Neel Sethi, um estreante, e dublado por Arthur Valadares. Ele é um menino criado por lobos após ter ficado órfão porque seu pai fora atacado por um tigre. O filme mistura computação gráfica com realidade e desenhos de animação. Os animais e os cenários são desenhados mas, Mogli e seu pai, são pessoas reais inseridos no cenáriio de computação gráfica através de um sistema chamado live action.

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