Lion – Uma jornada para casa – Garth Davis [Filme]

Título original – Lion
Direção – Garth Davis

O estreante diretor Garth Davis consegue realizar um filme que oferece várias vertentes, destacando-se dentre tantas, a de que a bondade humana ainda existe e precisa ser disseminada.


Lion é um filme simplesmente magnífico. Sem dúvida, muitas vezes superior a La La Land, apesar de, comparativamente, pouquíssimas indicações ao tão cobiçado prêmio hollywoodiano. Você irá chorar em muitas cenas, e exultar de felicidade em outras. E lhe garanto: é impossível sair do cinema sem estar emocionado. Ontem tive a gratíssima surpresa de assistir a este belo e comovente filme que concorre a seis estatuetas no próximo dia 26. Melhor filme, Melhor atriz coadjuvante (Nicole Kidman), Melhor ator coadjuvante (Dev Patel), Melhor roteiro adaptado, Melhor fotografia e Melhor trilha sonora. A história se baseia em fatos reais.


Ao inciar o filme, Saroo, magnificamente representado por Sunny Pawar, uma grande e festejada revelação, está num vale contemplando milhares de borboletas que voam ao seu redor numa cena de computação gráfica. Ele fica maravilhado, encantado. E esta, é a única cena, onde você irá ver um animal neste filme. Apesar de o título ser Lion, o filme não tem nenhuma relação com animais. E você perguntará: “E por que o título é Lion?” Bem, meu(inha) caro(a) leitor(a), você terá que assistir ao filme até o final para poder saber. Só  nos momentos finais, já após o final do filme, você ficará sabendo da resposta. E olhe que é muito interessante descobrir. Na verdade, este título é genial. Não poderia ter sido melhor escolhido. Mas, infelizmente, como quase sempre, o brasileiro vem estragar o pano de fundo e acrescenta uma expressão que, além de dar um spoiler ao filme, distoa completamente da genialidade do título original.


Claro que pelo próprio título do filme, você já fica sabendo que Saroo irá voltar para casa mas, daí a saber se ele irá ou não encontrar a mãe e o irmão, “já são outros quinhentos”. Posso lhe assegurar, no entanto, que você terá muitas emoções.

O enredo

Baseado no livro autobiográfico do próprio Saroo Brierley (A long way home), personagem central da trama, Garth Davis divide a história em duas partes. Na primeira, Saroo é uma criança indiana com cinco anos que vive num lugarejo muito pobre da India Central chamado Guinestlay ou, pelo menos, assim pensa o expectador até a segunda terça parte do filme.

Saroo perde-se do irmão (Guddu) numa estação de trens próxima de Guinestlay. Ele insistira com Guddu para acompanha-lo à noite, quando o irmão fora procurar algum serviço para ganhar o dinheiro  que lhes permitiria adquirir algo para alimentar-se. Guddu, contra a sua vontade, termina aceitando levar Saroo, que ao chegar na estação fica dormindo enquanto o irmão sai à procura de alguma forma de ganhar dinheiro. Guddu lhe recomendara, muitas e muitas vezes, que ele não saísse dali até ele voltar mas, ao acordar, Saroo não vendo o irmão e como não se lembrava mais das recomendações que recebera, sai à sua procura. Termina por dormir novamente em um vagão de um trem de carga que sai da estação levando Saroo que dormia, a centenas de quilômetros de distância de onde deveria estar; Quando ele consegue sair do trem, estava em Calcutá, uma metrópole a mais de 1600 quilômetros de Guinestlay, a cidade onde morava.Sem saber falar o idioma local, nem sequer conhecer o nome da mãe, pois sempre a chamava apenas de “mae ele fica completamente desolado.

Ele vagueia pela cidade, sendo perseguido e passando necessidades, findando por ser acolhido por um orfanato.  Isto lhe proporciona a oportunidade de ser adotado por uma família australiana, findando a primeira parte do filme.


Na segunda parte, com Saroo (Dev Patel), o mesmo de O homem que viu o infinito (2015) já adulto, após 20 anos de sua adoção por uma família de australianos (Sue e John Brierley). Ele sai para estudar em Melbourne, onde conhece Lucy, com quem passa a namorar.

Ele nunca tira da cabeça sua família de sangue, sua mãe, seu irmão e sua irmã caçula, embora gostasse muito de seus pais adotivos e do irmão que Sue e John também adotara e que era muito problemático.

Através do Google Earth, ele consegue após 25 anos de sua adoção, encontrar o lugar de onde viera e vai em busca de seus laços familiares. Se ele irá ou não encontrar a mãe, o irmão e a irmã, só você assistindo ao filme para saber.

Pontos relevantes do filme

Garth Davis levanta várias críticas com sua realização. Entre outras as extremas pobreza e miséria na India, a quantidade alarmante de casos de desaparecimentos sem solução, a falta de educação de crianças e jovens , que sem saberem ler nem escrever, dificulta ainda mais as suas localizações, a conivência das autoridades com o tráfico de pessoas causada por esta situação.

Por outro lado,  mostra e exalta a bondade de algumas pessoas como Sue e John, (pais adotivos de Saroo), que abdicaram de gerar seus próprios filhos para não aumentar o número de pessoas num mundo tão conturbado como o que vivemos. Em contrapartida, adotaram duas crianças em situações de extremo risco, para lhes dar amore oportunidades que, sem eles, dificilmente eles teriam.

Ficha técnica do filme

Produção – Austrália / Reino Unido  / Estados Unidos
Direção – Garth Davis
Ano de lançamento – 2016
Gênero – Drama, psicológico, crítica, biográfico
Duração do filme – 1 hora e 58 minutos
Elenco e personagens:
Dev Patel como Saroo Brierley (adulto)
Sunny Pawar como Saroo (criança)
Rooney Mara como Lucy
David Wenham como John Brierley
Nicole Kidman como Sue Brierley
Abhishek Bharate como Guddu Khan
Khushi Solanki como Shakila
Divian Ladwa como Mantosh Brierley
Priyanka Bose como Kamla Munshi
Deepti Naval como Saroj Sood
Tannishtha Chatterjee como Noor
Nawazuddin Siddiqui como Rawa

Coisa a lamentar

Uma coisa a lamentar em tudo isso. O pequeno Sunny Pawar, apesar de seu desempenho magistral em Lion, não recebeu sequer uma indicação ao Oscar. Merecia. E, digo mais: com toda certeza, bem mais que, por exemplo, Leonardo DiCaprio no ano passado, que foi tão festejado e não passa de um canastrão. Coisas de Hollywood.

Nove e meia semanas de amor – Adrian Lyne [Filme online]

Direção – Adrian Lyne

Adrian Lyne consegue um bom trabalho com Mickey Rourke e Kim Basinger neste belíssimo filme de amor. Uma música inesquecível de Jack Nitzsche, que ganhou o Oscar pela trilha sonora de A força do destino. Nove e meia semanas de amor é um filme a que deve ser assistido a dois.

ATENÇÃO – Este filme não é aconselhável para menores de 16 anos.

Título original  – Nine and a half weeks

Um filme de amor e muito erotismo entre Elizabeth (Candice Bergen) e John Gray (Mickey Rourke) que se conhecem em uma mercearia e ela fica logo muito interessada nele. Candice Bergman está belíssima. Na mercearia ela estava com uma amiga comprando galinha e ele chega por trás delas e diz uma piadinha. No dia seguinte, ele a encontra novamente em uma feira. Ela pergunta o preço de um xale e desiste de comprar pois acha o preço de 300 dólares pedido pela vendedora, muito caro. Depois que eles vão a um restaurante tomar um vinho e comer, ele dá a ela como presente, o xale que ela tinha gostado deixando-a encantada.

A partir de então, ele começa a explorar o corpo dela de todas as formas possíveis provocando nela sensações inesquecíveis. Adrian Lyne conduz o filme com alegria e bom humor. As cenas tem muito dinamismo e, as situações propostas por Rourke na relação são inusitadas e muito criativas. Há muitas cenas poéticas como, por exemplo, a cena em que ele compra um fraque para ela e um bigode postiço e pede para ela se preparar e descer para o saguão para encontra-lo. Tudo porque ela diz a ele que às vezes gostaria de ser um dos executivos de Wall Street. Já outras, são arrebatadoras, como a cena de amor na escadaria de um edifício. Ainda outras divertidíssimas quando os dois saem correndo de dois homens que os perseguem pensando serem gays.

Ficha técinica do filme

Produção – Estados Unidos / França
Direção – Adrian Lyne
Música – Jack Nitzsche
Ano de lançamento – 1986
Duração do filme – 1 hora e 52 minutos
Fotografia – Colorida
Gênero – Drama cômico, erótico, psicológico
Elenco e personagens:
Mickey Rourke …. John
Kim Basinger …. Elizabeth
Margaret Whitton …. Molly
David Margulies …. Harvey
Christine Baranski …. Thea
Karen Young …. Sue
William De Acutis …. Ted
Dwight Weist …. Farnsworth
Roderick Cook …. Sinclair

Mereceu quatro estrelinhas.

Na próxima sexta, como é a última sexta-feira do mês, será oferecido aqui no Verdades de um Ser mais um filme da série Star Wars .  Desta vez será O império contra ataca, o quinto filme da série. Aguarde.

LEIA AS INSTRUÇÕES ABAIXO COM ATENÇÃO

Se você chegou até aqui através da página Compartilhando minhas verdades [Filmes online] você já deve ter lido as instruções abaixo. Basta então seguir àquilo que você já leu naquela página. Caso tenha vindo até aqui diretamente pela postagem, leia com atenção o restante das instruções.

Para assistir ao filme abaixo, você deve clicar na setinha para direita. e logo em seguida clicar em pausar. Espere para carregar o filme aguardando algum tempo. Dependendo da velocidade de sua conexão, isto poderá levar de 5 a 10 minutos, até que o filme seja carregado. Depois desse tempo clique na setinha novamente para parar a exibição. Aguarde então alguns minutos mais, enquanto os próximos minutos do filme são carregados. Você verá a linha do tempo sendo preenchida. Quando ela estiver preenchida até perto da metade, pode dar início novamente à exibição.

Se a espera for maior do que este tempo, sugiro que reduza a resolução para 240p. Isto irá baixar a qualidade da imagem, ou então, espere mais tempo. Provavelmente, neste caso, se você não baixar a resolução, haverá interrupções ao longo da exibição. Porém se a velocidade de sua conexão estiver boa, aumente a resolução conforme desejar para usufruir de melhor qualidade.

Ajuste o áudio conforme sua conveniência no próprio player do filme e no seu sistema operacional. É recomendável a utilização de fones de ouvido para apreciar melhor os sons do filme. Você também pode assistir ao filme em tela cheia, basta clicar na setinha (semelhante à figura abaixo) do lado inferior direito.

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Depois de assistir ao filme, pode fazer um comentário sobre ele. Até peço que o faça. Será muito útil. Não só para mim, que poderei avaliar como está repercutindo meu esforço, como também para outros visitantes, que poderão saber opiniões de outras pessoas sobre o filme a que irão assistir (ou não).  Basta clicar em “Deixe um comentário” na parte superior da postagem ou em XX respostas. Boa diversão.

IMPORTANTE

Este blog não tem fins lucrativos. Não recebo nada pelo que ofereço, além da satisfação dos leitores. No blog não tem propaganda de nenhuma espécie. Não tenho intenção de infringir a lei. Se algém se sentir prejudicado em seus direitos autorais, basta me enviar uma mensagem pelo email que tirarei de imediato o filme do blog.

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La La Land – Cantando estações – Damien Chazelle [Filme]

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Direção – Damien Chazelle

Título original – La La Land

Damien Chazelle, com muita originalidade e um pouco de saudosismo, realiza um filme que irá despertar muitos tipos de sentimentos nos espectadores. La La Land – Cantando Estações chega aos cinemas para trazer um pouco de alegria e no dia 26 certamente, irá fazer sucesso.

Ontem fui assistir ao filme com maior número de indicações ao Oscar de toda a história do cinema. La La Land divide com outros dois filmes este recorde. A malvada (1950) e Titanic (1997), que alcançaram também esta façanha.

Como quase sempre acontece, fui para o cinema sem ter lido, ouvido ou visto nada sobre o filme além do fato de ele concorrer a 14 estatuetas e, me surpreendi ao perceber que iria assistir a um musical. Nos primeiros momentos do filme, acreditei que seria um musical como nos velhos tempos. Em um engarrafamento monstruoso, de repente, as pessoas começam a sair dos carros e dançar e cantar uma música gostosa e animada. Lembrei dos grandes musicais da história do cinema como Amor, sublime amor ou Cantando na chuva ou Mary Poppins, só para citar alguns. Mas não chega a tanto. A quantidade de indicações ao Oscar não basta para ser um filme de grande sucesso. Não estou desmerecendo o filme mas, não é assim tão espetacular.

A direção de Damien Chazelle, que estreou com o premiado Wishplash- Em busca da perfeição  em 2014, é muito segura e dinâmica e o roteiro, também dele, é maravilhoso. O casal de protagonistas é perfeito. Emma Stone e Ryan Gosling dão um show de interpretação e de sintonia. Os dois já haviam contracenado em Amor a toda prova (2011) e Caça aos gangsteres (2013). A música também é magnífica! A canção tema do filme – City of stars é contagiante. Uma fotografia belíssima que dificilmente perderá o Oscar, com um colorido radiante e vivo, variado é de chamar sua atenção.

Enredo

Sebastian é um pianista de jazz que sonha em criar um bar para preservar este ritmo que está morrendo. Mia é uma atendente de um café num estúdio de cinema que sonha em ser atriz mas sempre se frustra ao ter negada a sua pretensão nos diversos testes que faz. Os primeiros encontros dos dois são desastrosos. Logo no início do filme, após saírem do engarrafamento, o carro de Sebastian, que estava atrás do de Mia fica preso e, ele fica agressivo por todos os carros na frente do dela já terem saído e ela ter ficado parada, distraída, pois estava fazendo algo no celular. Ele diz uns impropérios a ela e ela dá o dedo para ele. Depois, encontram-se novamente numa festa e ela pede para tocarem uma música que ele, que tocava teclado junto com a banda, não gosta. Depois, os dois se apaixonam perdidamente. Esta sequência de fatos é bem clichê e prejudica um pouco a originalidade do filme.

O filme começa com a estação inverno e termina com a mesma estação, cinco anos depois, passando pelas outras estações enquanto as vidas dos dois vão seguindo seus rumos. Claro que, na primavera e no verão, os dois vivem as melhores fases. Note a variedade de cores dos vestidos das moças na cena da foto acima. Chazelle prima pelas cores vivas em quase todas as cenas do filme.

Uma cena que se destaca do filme, pelo saudosismo que ela desperta, é quando eles vão ao cinema e os dois ficam hesitantes, para tocarem nas mãos um do outro, quase às escondidas, no escurinho do cinema. E eu escrevi algo sobre isso há poucos dias para o filme O candelabro italiano (1962) publicado aqui no blog.

Bem, o filme não é um balaio todo, mas é um balaio bem carregado de guloseimas. Mereceu quatro estrelinhas e, recomendo a todos, irem conferir.

Ficha técnica:

Produção – Estados Unidos
Ano de lançamento – 2016
Duração do filme – 2 horas e 08 minutos
Elenco e personagens:
Ryan Gosling como Sebastian
Emma Stone como Mia
Simmons como Boss
Finn Wittrock como Greg
Callie Hernandez como Tracy
Rosemarie DeWitt como Irmã de Sebastian
Meagen Fay  como Mãe de Mia
John Legend como Keith
Jessica Rothe como Alexis
Sonoya Mizuno como Caitlin
Jason Fuchs como Carlo

O final do filme

O final chega a surpreender um pouco. Até um final alternativo Chazelle nos oferece mas, depois descobrimos que tudo fora apenas uma imaginação de Mia. A lição que fica é que precisamos correr atrás de nossos sonhos. E algumas vezes, temos que renunciar a algumas coisas para alcança-lo.

Oscar 2017 Quais os indicados?

Há exatamente um ano, postava aqui no blog, notícias sobre os indicados  ao Oscar de 2016. Hoje farei a mesma coisa sobre os filmes que concorrem ao Oscar deste ano no próximo dia 26 de fevereiro, dois dias antes da data que ocorreu a cerimônia da Academia no ano passado.

O filme com o maior número de indicações é La La Land – Cantando as Estações que concorre a quatorze estatuetas, um recorde de indicações para um só filme na história. Este recorde é dividido com dois outros filmes – A malvada (1950) e Titanic (1997) que também receberam o mesmo numero de indicações, sendo que o primeiro, só em onze categorias, ao passo que La La Land e Titanic foram indicados em treze categorias.

A exemplo do que fiz na postagem semelhante do ano passado neste blog, darei um destaque especial a quatro categorias – Melhor filme, Melhor diretor, Melhor ator e Melhor atriz. Para as demais, apresentarei apenas a relação dos concorrentes.

Para quem você está torcendo? Deixe nos comentários suas preferências. Eu não tenho nenhuma este ano e, dos indicados apenas assisti a Zootopia que concorre ao prêmio de Melhor animação. Pretendo ver nos próximos dias La La Land – Cantando as Estações.

Vejamos então as indicações.

Melhor filme

 

 

A Chegada

 

Brooklin

 

Até o Último Homem

 

Um Limite Entre Nós

 

Estrelas Além do Tempo

 

A Qualquer Custo

 

Lion: Uma Jornada para Casa

 

La La Land: Cantando Estações

 

Manchester à Beira-Mar

Não vi ainda nenhum deles mas, quero registrar aqui uma pequena curiosidade sobre as indicações deste ano. Ao contrário do ano passado em que houve um protesto seguido de um Continue lendo

Harakiri – Masaki Kobayashi [Filme online]

Título original – Seppuku
Direção – Masaki Kobayashi

Masaki Kobayashi realiza com Harakiri, um filme de arte com uma belíssima fotografia em preto-e-branco de Yoshio Miyajima que também foi o responsável pela fotografia de outro filme japonês – As quatro faces do medo (Kwaidan, 1964),  também dirigido por Masaki Kobayashi e estrelado por Tatsuya Nakadai e Rentarô Mikuni e O império da paixão (1978).

Harakiri é um filme denso e de grande valor artístico. Conta a história de um samurai que se vê obrigado a praticar o Harakiri, prática dos japoneses que se suicidam cortando horizontalmente Continue lendo

A cabana – William P. Young [Livro]

William P. Young

O autor William P. Young, é um escritor canadense que,  juntamente com Wayne Jacobsen e Brad Cummings, escreve A cabana que, tornou-se um best seller em pouco tempo.

A cabana

A cabana

A cabana é um livro de apenas 232 páginas que se desdobram em 18 capítulos, um prefácio, um posfácio e um capítulo de agradecimentos. A narrativa é na terceira pessoa e conta uma história que, como o próprio autor afirma, pode parecer inverossímil, mas, totalmente possível. A história é contada por Willie, um amigo de Mack, personagem central da narrativa. Eles se conhecem há pouco mais de 20 anos. Mack é o apelido para os íntimos – sua esposa, Nan, e os amigos mais chegados.

Autor – William P. Young
Com colaboração de Wayne Jacobsen e Brad Cummings;

Tradução – Alves Calado
Editora – Sextante
Local de lançamento – Rio de Janeiro
Ano de lançamento – 2008

A cabana é um livro de apenas 232 páginas que se desdobram em 18 capítulos, um prefácio, um posfácio e um capítulo de agradecimentos. A narrativa é na terceira pessoa e conta uma história que, como o próprio autor afirma, pode parecer inverossímil, mas, totalmente possível. A história é contada por Willie, um amigo de Mack, personagem central da narrativa. Eles se conhecem há pouco mais de 20 anos. Mack é o apelido para os íntimos – sua esposa, Nan, e os amigos mais chegados. Continue lendo

10 coisas que odeio em você – Gil Junger [Filme]

Título original – 10 things I hate about you

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Direção – Gil Junger

Gil Junger é um diretor norte-americano que conseguiu com este filme grande sucesso. Depois deste longa realizou alguns outros, inclusive um deles, baseado nesta comédia – 10 coisas que odeio na vida. lançado em 2014.  Realizou também Loucuras da Idade Mèdia (2001), Antes que termine o dia (2004), Minha noive de mentira (2009) e Uma patricinha do outro mundo (2011), entre outros.

Produção – Estados Unidos
Ano de lançamento – 1999
Duração do filme – 1 hora e 37 minutos

Elenco e personagens:
Heath Ledger – Patrick Verona
Julia Stiles – Katarina Stratford
Joseph Gordon-Levitt – Cameron James
Larisa Oleynik – Bianca Stratford
David Krumholtz – Michael Eckman
Andrew Keegan – Joey Donner
Gabrielle Union – Chastity
Larry Miller – Walter Stratford
Gabrielle Union – Chastity Thexas , melhor amiga de Bianca, egoísta que quer apenas subir em popularidade.
Andrew Keegan – Joey Donner, um modelo masculino que namorou Kat, depois aposta que pode fazer o mesmo com Bianca.

Este filme teve seu roteiro escrito por Karen McCullah Lutz e Kirsten Smith, baseado na obra de William Shakespeare A Megera Domada, uma das primeiras peças do autor inglês.

A trama da peça shakespeariana é relativamente simples. Batista, um lorde de Pádua, tinha duas filhas  e era muito tradicionalista. Ele impõe como condição para conceder a mão de sua filha mais nova que era muito cobiçada a um jovem forasteiro que chega na cidade que sua filha mais velha, Catarina, seja desposada primeiro. Continue lendo

Candelabro italiano – Delmer Daves [Filme online]

Título original – Rome adventure
Roteiro e direção – Delmer Daves

Delmer Daves realiza uma comédia muito divertida e romântica que, infelizmente, o tempo deteriorou um pouco. Faz exatamente 55 anos que este longa foi lançado. Na época, 1962, a realidade era bem outra. Mas, até por este motivo, vale a pena assistir a este filme, para conhecer (ou relembrar, caso você tenha vivido neste tempo) como eram diferentes as coisas na década de 60 do século passado.

Este é um filme com Troy Donahue e Suzanne Pleshette é uma deliciosa comédia romântica ambientada na Itália. O romantismo estava no ar. O filme apresenta uma participação de Al Hirt tocando Al di lá que ficou famosa no mundo inteiro e foi sucesso naquela época. Eu tinha um Continue lendo

Lucy – Luc Besson [Filme online]

 

Título original – Lucy

Lucy - Filme francês de Luc Besson

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Lucy é um filme francês de ficção científica escrito e dirigido por Luc Besson, o mesmo que escreveu o roteiro dos filmes da série Busca implacável. Besson conduz o filme com inteligência e agilidade, realizando uma das melhores obras de sua carreira. A ficção chega às raias do absurdo mas, é justamente isso que o torna mais real e verdadeiro. As cenas de ação, ao invés de apresentarem carros explodindo em perseguição desenfreada, oferecem carros capotando por conta de um simples gesto da heroína do título. Ao invés de lutas de chineses pulando e dando cambalhotas, você verá estes lutadores sendo colados no teto pela vontade da super-heroína.

O início do filme – Apresentação dos créditos

O longa inicia com uma divisão celular sendo apresentada na tela. A princípio uma única célula, que se transforma em duas, depois em quatro, depois em dezenas. E a cada divisão, um novo Continue lendo

50 por cento – Jonathan Levine [Filme]

Título original – 50/50

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50% é a história de um rapaz com 27 anos que descobre estar com um tipo raro de câncer. Sua namorada faz o possível para ficar com ele mas não aguenta a tensão e cai fora. Quem o ajuda é seu melhor e único amigo que, com seu alto astral, faz o possível para que Adam enfrente tudo com bom-humor. Ele se afasta da mãe que é muito super protetora e, o pai é ausente por ter uma doença degenerativa e se encontrar em estado de quase demência.

Direção – Jonathan Levine

O filme é baseado em uma história real e, seu título, está relacionado com a chance de sobrevivência de alguém que tenha este tipo de doença. Jonathan Levine realiza uma comédia Continue lendo